quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Sebrae quer aproximar startups a projetos turístico

A partir de 2017, o Sebrae dará início a uma aproximação com destinos inteligentes, que são aqueles que incluem a tecnologia como eixo de estratégia. A entidade ainda estuda introduzir a participação de dez startups nacionais com soluções na área de turismo visando estreitar os laços entre esses frentes.

“As características das startups têm permitido o surgimento de ideias e práticas inovadoras, e o turismo é um setor carente dessa inovação. Então aproximar as startups das empresas tradicionais do turismo vai fazer com que o setor aumente o olhar para as tendências de mercado”, comentou o gerente Nacional de Atendimento Setorial Serviços, André Spinola.

Para o executivo, as startups devem ser vistas como aliadas, “provedores de soluções tecnológicas que podem alavancar a competitividade entre as empresas e os destinos”. O tema será debatido por meio do painel “Tecnologias que agregam valor ao turismo”, durante o Fórum TurisTIC Brasil, na qual Spinola será mediador.

O evento é realizado há quatro anos em Barcelona, na Espanha, e a primeira edição em solo brasileiro acontecerá em Salvador, no Sheraton Bahia Hotel, entre os dias 17 e 18 de novembro. O Fórum TurisTIC Brasil é realizado pelo Eurecat (Centre Tecnològic de Catalunya) e pela Barcelona Media Inovação Brasil, em parceria com a ABR (Associação Brasileira de Resorts), Sebrae e Salvador Destination.

As inscrições podem ser realizadas pelo site do TurisTIC Brasil.

Peixe Urbano ganha marca "Urbano" e mira Turismo

A plataforma de ofertas locais Peixe Urbano ganhou o direito sobre a marca “Urbano” – utilizado também pela OTA Hotel Urbano. A decisão foi dada em última instância pelo Tribunal Superior de Justiça. Por conta do resultado positivo, o Peixe Urbano anunciou que pretende lançar ofertas exclusivas de viagens.

Para a gerente jurídica da plataforma, Bruna Araújo, foi devido ao destaque e popularização que a marca atingiu entre usuários e consumidores de canais on-line que o nome teria sido apropriado e levava a associações errôneas entre as empresas.

“Ter essa associação entre as empresas foi prejudicial em vários aspectos, trazendo ao Peixe Urbano uma série de reclamações que, na verdade, eram da outra empresa, mas, devido ao 'Urbano', remetia ao Peixe Urbano e confundia os consumidores”, diz Bruna.

A plataforma ainda destaca que pretende levar as melhores oportunidades e experiências aos usuários. “Firmaremos, ainda mais, a marca como referência no setor de O2O e e-commerce local, e sem que os clientes confundam nossos produtos e serviços com o de uma outra empresa”, completou a gerente.

Chineses conhecem o potencial de negócios de Carolina


Secretário da Embaixada da China no Brasil, Shao Weitong, e a Adida da Embaixada Chinesa, Ma Jianing. Prefeito Ubiratan,  Secretário de Turismo, Antonio Lucena, e o ex-presidente da Associação Comercial de Imperatriz, Jairo Almeida,
Uma delegação chinesa veio conhecer a Fecoimp, dispostos a investir na região e sabendo dessa disposição, o prefeito Ubiratan Jucá articulou uma reunião com o grupo liderado pelo primeiro Secretário da Embaixada da China no Brasil, Shao Weitong, e a Adida Civil da Embaixada Chinesa, Ma Jianing. Na oportunidade, o prefeito Ubiratan, acompanhado do Secretário de Turismo, Antonio Lucena, e o ex-presidente da Associação Comercial de Imperatriz, Jairo Almeida, apresentaram aos chineses o potencial de Carolina e as disposições do município em fazer parcerias com o país asiático.

Os chineses se mostraram receptivo e anunciaram que estão dispostos a investir alguns milhões de dólares nos mais diferentes ramos de atividade, especialmente em serviços e tem em Carolina um solo fértil e disposição para receber essa parceria, que ficou acertado uma visita breve dos investidores para conhecer e detalhar os investimentos.

O Prefeito Ubiratan observou que o interesse dos chineses em investir na região é uma maneira de diversificar a matriz econômica da região, além de criar oportunidades para as pessoas escolherem, em meio a tanta diversidade que o município apresenta no que investir.

“Desta maneira, Carolina se orgulha de ser uma cidade urbanizada, organizada e com uma administração séria e sem amarras. O que desperta interesse de grupos empresarias estrangeiros a investir na terra de São Pedro de Alcântara”, disse o prefeito. 

A Fecoimp

Realizada anualmente desde 2001, a Fecoimp tem como foco principal promover a integração, divulgação e o fomento do mercado regional, por meio da exposição de produtos do comércio, indústria, serviços locais, regionais e nacionais e, está edição, os organizadores esperam receber 35 mil visitantes. 

Em 15 anos de realização, a feira já registrou mais de 1.200 expositores e cerca de 400 mil visitantes, números que materializam a eficácia da feira como instrumento de prospecção de negócios e de aquecimento da economia regional.



Fotos: Arquivo edição Fecoimp passada/Internet/divulgação

domingo, 17 de julho de 2016

Pampulha, em MG, é declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco

Lagoa da Pampulha
O Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte, foi oficialmente declarado neste domingo (17), em Istambul, na Turquia, o 13º sítio do país considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco (Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Se considerados também os bens naturais considerados pela Unesco, a Pampulha passa a ser o 20º bem brasileiro inscrito na lista do patrimônio mundial.

A conquista do título foi aprovada após o referendo dos representantes de 21 países que participaram da 40ª reunião do Comitê de Cultura da Unesco na madrugada deste domingo (17), após ser adiada por 24 horas por causa da tentativa de golpe de Estado no país.

A Pampulha é o quarto sítio em Minas Gerais que recebe o título, que ainda tem a cidade de Ouro Preto, o centro histórico de Diamantina e o santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas, declarados patrimônio.

Criada na década de 1940 pelo então prefeito de Belo Horizonte, o ex-presidente Juscelino Kubistchek (1902-1976), para ser um centro de lazer e turismo, foram construídos na Pampulha quatro prédios de formas arredondadas, linhas simples e cores claras, a Igreja São Francisco de Assis, o Iate Tênis Clube, a Casa do Baile e o Museu de Arte, concebidos pelo arquiteto pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com jardins do paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) e pinturas de Cândido Portinari.

De acordo com a assessoria do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico), além de patrimônio cultural, o conjunto da Pampulha foi o primeiro sítio no mundo a receber o título de Paisagem Cultural do Patrimônio Moderno, que começou a ser concedido este ano pela Unesco.

Por meio de nota, logo após a decisão da Unesco, o governo brasileiro afirmou que  "a Unesco, ao reconhecer o valor universal excepcional da Pampulha, considerou o conjunto como símbolo de uma arquitetura moderna distante da rigidez do construtivismo e adaptada de forma orgânica às tradições locais e às condicionantes ambientais brasileiras".

A nota ainda informa também que "a decisão recomenda também que o Brasil restaure elementos do complexo, amplie o plano de gestão para incorporar os compromissos assumidos no processo de avaliação da candidatura, estabeleça uma estratégia de turismo para a área e adote medidas para melhorar a qualidade da água da lagoa. Essas providências exigirão a ação conjunta dos governos federal, estadual e municipal, em harmonia com a comunidade local".

De acordo com o Iphan, os dois títulos trazem benefícios que ajudarão os três níveis de governo (União, Estado e prefeitura) a cumprirem compromissos de preservação desses bens. Além disso, esses títulos podem representar um grande incremento ao turismo e pode também viabilizar verbas de fundos internacionais para cultura e turismo.

Museu de Arte
O prédio do Museu de Arte da Pampulha foi criado à época para tornar-se uma casa de jogos. O Cassino da Pampulha foi o primeiro projeto do conjunto arquitetônico idealizado por Oscar Niemeyer (1907-2012) a ficar pronto. Também conhecido como Palácio de Cristal, por causa dos vidros espelhados que cercam o prédio, o espaço foi inaugurado em 1943.

Os jardins que circundam o prédio foram planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Estátuas de Alfredo Ceschiatti, August Zamoiski e José Pedrosa estão distribuídas pelos jardins do museu.

O espaço funcionou como cassino até 1946 quando foi fechado, com a proibição de jogos de azar no país. Ele entrou em um período de decadência até 1957, quando foi transformado no MAP (Museu de Arte da Pampulha). Hoje, ele abriga um acervo com cerca de 1.400 obras.

Casa do Baile

Atualmente funcionando como Centro de Referência do Urbanismo, Arquitetura e do Design, a Casa do Baile foi criada para ser um local de espetáculos e jantares dançantes. Localizada em uma ilha artificial e ligada à orla por uma ponte de concreto, o prédio foi inaugurado em 1943. Na época, o local era ponto de encontro da elite econômica mineira.

Igreja de São Francisco
As curvas da Igrejinha da Pampulha, como é conhecida, emoldurada com azulejos pintados por Cândido Portinari (1903-1962) e cercada pelos jardins de Roberto Burle Marx, foi considerada à época "moderna demais" pela Igreja Católica. O local foi o último prédio do conjunto a ser concluído e ficou fechado para missas e cultos por 14 anos, só saindo dessa situação após o papa João 23 manifestar interesse em expor no Vaticano a via sacra de Portinari, registrada na Igrejinha, no fim dos anos 1950.

Iate Tênis Clube
Inaugurado em 1943, o Iate Tênis Clube foi criado para ser um espaço de esportes e lazer. Sua sede, em formato de um barco, "avançando" sobre o espelho da Lagoa da Pampulha. O local ganhou painéis de Cândido Portinari e do paisagista Roberto Burle Marx. O clube era público, gerenciado na época pela Prefeitura de Belo Horizonte.

O Iate chegou a ser sede de um clube de regatas. O remo, o esqui e a pescaria eram atividades comuns na Lagoa da Pampulha à época. Na década de 1960, para financiar obras de abastecimento no município, a Prefeitura de Belo Horizonte vendeu o clube.

Sítios brasileiros do Patrimônio Cultural:
Cidade Histórica de Ouro Preto (MG)
Centro Histórico de Olinda (PE)
Missões Jesuíticas Guarani, Ruínas de São Miguel das Missões (RS)
Centro Histórico de Salvador (BA)
Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG)
Plano Piloto de Brasília (DF)
Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI)
Centro Histórico de São Luiz do Maranhão (MA)
Centro Histórico de Diamantina (MG)
Centro Histórico da Cidade de Goiás (GO)
Praça de São Francisco, em São Cristovão (SE)
Rio de Janeiro (paisagens entre a montanha e o mar) (RJ)

Fonte: UOL

sábado, 16 de julho de 2016

Carolina será destaque na TV Assembléia






As cachoeiras, Complexo Turístico de Pedra Caída, avenidas de Carolina, Museu Histórico, além da culinária, esportes radicais, ecoturismo e artesanato. A 'Cidade das Águas' será destaque em um documentário produzido pela TV Assembleia. A equipe deverá permanecer no local durante esse fim de semana para reunir material para formatação do documentário.








terça-feira, 12 de julho de 2016

Nº de cidades com potencial turístico diminui no Brasil, aponta governo

Mapa do Turismo Brasileiro será lançado nesta terça-feira (12).
São 2.175 municípios, ante os 3.345 da última edição, em 2013.

Cidade de Gramado - RS
O número de cidades com potencial turístico diminuiu entre as edições de 2013 e de 2016 do Mapa do Turismo Brasileiro, segundo dados do Ministério do Turismo. Em 2013, foram mapeados 3.345 municípios em 303 regiões turísticas em todo o país. Já na versão atual, são 2.175 municípios em 291 regiões turísticas.
A versão 2016 do mapa será lançada nesta terça-feira (11). Ela identifica as cidades de interesse turístico e aquelas que, de alguma forma, se impactam pelo turismo – como, por exemplo, aquelas que não recebem turistas, mas enviam mão-de-obra ou insumos para cidades vizinhas que são efetivamente turísticas.

De acordo com o Ministério do Turismo, dos 26 estados do país, 24 tiveram o número de municípios reduzido entre as versões de 2013 e 2016. Apenas Pará e Santa Catarina registraram um aumento.
Segundo o governo, no entanto, a queda no número de cidades é considerada benéfica, pois, com uma versão mais enxuta, "os órgãos conseguem priorizar, efetivamente, os municípios que adotam o turismo como estratégia de desenvolvimento".

"Através do mapa, o dinheiro público é melhor aplicado nas regiões que realmente têm vocação turística", diz Rogério Cóser, diretor do Departamento de Ordenamento do Turismo. "Se pudéssemos atender os 5.570 municípios do Brasil com muito dinheiro, estaríamos com um sorriso de orelha a orelha. Mas, infelizmente, a situação está difícil, então temos que usar o pouco que temos da melhor forma possível."

De acordo com o ministério, o mapa atual "traz um retrato mais adequado à realidade do país", pois nem todas as cidades da versão anterior tinham potencial turístico. Isso porque 92% (1.078) dos municípios que deixaram o mapa estavam listados como D e E dentro do programa de categorização dos municípios turísticos – ou seja, já não tinham infraestrutura capaz de atrair turistas para suas cidades.

Elaboração do mapa

Segundo o governo, o mapa funciona como uma base de orientação para melhor direcionar políticas e verbas públicas para áreas e cidades com potencial turístico. "É um instrumento que visa auxiliar o governo federal e os estados na aplicação das políticas públicas de turismo. Com o mapeamento, o gestor consegue direcionar as verbas para as regiões certas, pois às vezes vemos verbas sendo usadas em cidades que não têm vocação para o turismo. Pode até ser em uma excelente obra para o município, mas pode se tornar um elefante branco por causa da falta de demanda", diz Cóser.

A construção do mapa é feita em conjunto com os órgãos de turismo estaduais. Foram feitas oficinas e reuniões em todos os estados para definir quais cidades se enquadram nos critérios adotados. Esses critérios são baseados em uma portaria do ministério que considera, entre outras questões, a existência de um órgão responsável pelo setor, de verba específica e a oferta turística regional. A cidade também precisa assinar um termo de compromisso com o Ministério do Turismo.

"Os municípios e as instâncias regionais fizeram reuniões, discutiram e decidiram quem tinha ou não condições de entrar no mapa. Essas informações foram homologadas e passadas para o Ministério do Turismo, que fez o mapa", diz Cóser. "Nesse processo, algumas cidades foram retiradas do mapa porque infelizmente não atenderam os critérios da portaria. Não é o ministério que diz que o município x ou y fica ou sai do mapa. Quem conhece a realidade do turismo local são os próprios municípios e estados."

O diretor afirma que o mapa não é uma política exclusiva, mas "apenas uma ferramenta para a melhor aplicação dos recursos públicos". Assim, uma cidade que não entrou no mapa na versão atual pode entrar na próxima caso se enquadre nos critérios utilizados. Ele destaca também que o Tribunal de Contas da União e o Senado Federal reconhecem a atualização periódica do mapa como uma boa prática do executivo do Ministério do Turismo.

Categorização

Além de mostrar quais cidades têm potencial turístico, o mapa divide os municípios em categorias de A a E. A categorização é feita a partir de uma análise de dados quantitativos, como número de estabelecimentos de hospedagem, número de empregos formais ligados ao turismo, estimativa de turistas de demanda doméstica e internacional, entre outros fatores. Uma cidade categorizada como A, por exemplo, tem demandas e infraestrutura turística bem superiores que uma cidade categorizada como E.

São Paulo é o estado com mais cidades na categoria A: 10. Entre elas estão as litorâneas Santos, Guarujá, Praia Grande, Ubatuba e São Sebastião. No Brasil, são 51 ao todo.
De acordo com o mapa, 29% (630) dos municípios estão nas categorias A, B e C. Esses municípios concentram 93% do fluxo de turistas doméstico e 100% do fluxo internacional.

Os demais 1.545 municípios (71% do total) estão nas categorias D e E. Esses destinos não possuem fluxo turístico nacional e internacional expressivo, mas, segundo o governo, alguns possuem papel importante no fluxo turístico regional e precisam de apoio para a geração e formalização de empregos e estabelecimentos de hospedagem.

"Essa categoria serve para subsidiar as decisões estratégicas de políticas públicas e de políticas específicas para cada tipo de município. Não adianta construir um megacentro de eventos em uma cidade de 4 mil habitantes, por exemplo", diz Cóser

AS 51 CIDADES COM CLASSIFICAÇÃO 'A'
ESTADO CIDADE

AC Rio Branco
AL Maceió
AM Manaus
AP Macapá
BA Mata de São João
BA Salvador
BA Cairu
BA Porto Seguro
CE Fortaleza
DF Brasília
ES Guarapari
ES Vitória
GO Goiânia
GO Caldas Novas
MA São Luís
MG Belo Horizonte
MS Campo Grande
MT Cuiabá
PA Belém
PB João Pessoa
PE Recife
PE Ipojuca
PI Teresina
PR Curitiba
PR Foz do Iguaçu
RJ Angra dos Reis
RJ Paraty
RJ Cabo Frio
RJ Armação dos Búzios
RJ Rio de Janeiro
RN Natal
RO Porto Velho
RR Boa Vista
RS Torres
RS Porto Alegre
RS Gramado
SC Bombinhas
SC Florianópolis
SC Balneário Camboriú
SE Aracaju
SP Campinas
SP Ubatuba
SP Ribeirão Preto
SP São Paulo
SP Santos
SP Praia Grande
SP Aparecida
SP Campos do Jordão
SP São Sebastião
SP Guarujá
TO Palmas

Texto e foto:http://g1.globo.com

Evento na UFMA debate a tiquira como produto inovador

Projeto tem como objetivo favorecer o diálogo entre a academia e o mercado de trabalho

Acontecerá no próximo dia 13, às 8h30, no Auditório do bloco E do Centro de Ciências Sociais da UFMA, a palestra “Da raiz da terra para o mundo: a Tiquira como produto inovador”, que será ministrada pela empresária Margot Stinglwagner, para promover a reativação do projeto “Quarta Científica” do Núcleo de Pesquisa e Documentação em Turismo (Npdtur UFMA).
O evento - que tem o apoio da UFMA, Centro Acadêmico de Turismo (Catur Ufma) e da empresa júnior de turismo EJ Labotur - objetiva favorecer a troca de conhecimentos entre profissionais do mercado de turismo, hospitalidade, lazer e os acadêmicos, mostrando esse viés do empreendedorismo no turismo.
A professora Mônica Araújo, chefe do Departamento de Turismo e Hotelaria, diz que a ideia da palestra é fazer com que os alunos possam ouvir e aprender com as experiências de empreendedorismo na área de turismo, como a da empresária Margot, proprietária da Tiquira Brasil, que é de outro estado e visualizou aqui uma grande oportunidade de negócio.
“Ela veio para o Maranhão com um objetivo diferente e, ao conhecer a bebida, mudou seus planos. Investiu e hoje tem uma fábrica em Sangue - Santo Amaro/MA, que exporta Tiquira Guaaja para muitos hotéis de luxo no Rio de Janeiro. Essa será só a primeira palestrante. A cada mês promoveremos uma Quarta Cientifica trazendo novos empreendedores, intensificando assim o diálogo entre a academia e o mercado de trabalho”, explica a professora


As Inscrições são gratuitas e abertas a estudantes de todos os cursos da UFMA.

‘Mais Cultura e Turismo’ anima público em pontos turísticos de São Luís

As férias de julho começaram com opções de lazer gratuitas aos fins de semana em pontos turísticos de São Luís. Promovido pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), o programa ‘Mais Cultura e Turismo’ tem animado o público presente na Praça Nauro Machado (Centro), no Espigão Costeiro (Ponta d’Areia) e na Praça da Lagoa. Neste sábado (10), a diversão ficou por conta de shows de artistas populares e atividades de recreação para a criançada.

Na Praça da Lagoa, houve pintura facial, apresentações de mágicos, brinquedos infláveis e pula-pula, como incremento ao parque fixo, que vem atraindo várias famílias desde a sua inauguração, no final do mês passado. Pessoas como o engenheiro civil Samuel Dória de Carvalho Júnior, 53 anos, e a promotora de justiça Lena Pauxis, 45 anos. O casal contou que trouxe a filha Paula, de apenas 1 ano e 8 meses, para brincar na praça, e foram surpreendidos com a programação gratuita.

“Achamos a iniciativa muito bacana. Nossa cidade tinha carência de um espaço como esse para levar as crianças, com brinquedos e recreadores. Vamos voltar outras vezes, com certeza”, disse Samuel Dória. Quem também aprovou as atividades voltadas para as crianças na Lagoa foi a dona e casa Josiane Pereira Rêgo, 36 anos. Ela levou a filha Jéssica, 5 anos, para curtir a programação. “Estou achando tudo ótimo, muito bem organizado. Pretendo trazer também meu outro filho nos próximos fins de semana”, falou.

Música ao vivo

No Espigão Costeiro, a bela paisagem da Ponta D’areia contou com trilha sonora de instrumentistas da Escola de Música do Maranhão e do artista Kadu Ribeiro. O turista Antonio Leão, 71 anos, em excursão que veio de Pernambuco, estava no local e adorou as apresentações. “Sensacional! Apresentação gratuita, com música de qualidade e um público diversificado. Atividades como essa, que incentivam grupos com bom repertório musical, que levam poesia para as pessoas, devem acontecer sempre”, elogiou o olindense.

A servidora pública Ivana Braga, 38 anos, contou que acompanha o ‘Mais Cultura’ desde o ano passado na Praça Nauro Machado. Nesta edição, resolveu levar a mãe, a microempreendedora Maria do Rosário Moraes, 60 anos, para assistir às apresentações gratuitas no Espigão. “Acredito que São Luís produz mais cultura do que visibiliza. Por isso, acho muito importante esses shows em espaços públicos, para reunir as pessoas e criar uma agenda positiva para a nossa cidade”, opinou Ivana.

Economia criativa

O ‘Mais Cultura e Turismo’ também se mostrou uma ótima oportunidade para os artesãos da Feirinha do Espigão. O artesão Sidney Colins disse que a programação alavancou o movimento no local, melhorando as vendas da feirinha. Sidney produz peças decorativas a partir de materiais reciclados, como papel, papelão, cola de fécula de mandioca, saco de cimento e fibra de bananeira e buriti. Os produtos têm inspiração regional, representando azulejos portugueses e as embarcações típicas da Ilha. Os preços variam de R$ 10 a R$ 70 reais.

“Esse espaço é muito legal pra gente mostrar nosso trabalho, promover o artesanato e a sustentabilidade, agregando a nossa produção à cultura local”, disse o artesão. A programação do ‘Mais Cultura e Turismo’ começou no segundo final de semana deste mês e vai até o dia 2 de agosto, sempre as sextas, sábados e domingos, na Praça Nauro Machado (Centro Histórico), Espigão Costeiro (Ponta d’Areia) e Praça da Lagoa.


Governo conscientiza municípios maranhenses para combate a queimadas

O Maranhão apresentou 30.137 focos de incêndio em 2015, segundo relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O número é 18% maior do que o registrado em 2014, quando foram registrados 25.435 focos. Além disso, no ano passado, os incêndios atingiram importantes áreas de preservação ambiental. Para solucionar esse problema a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) debateu ações de prevenção e combate às queimadas com secretários municipais de Meio Ambiente, na última sexta-feira (8).

O número de queimadas no ano passado fez com que o Maranhão ocupasse o 3º lugar no ranking de estados com maior  incidência de casos. O estado ficou atrás apenas do Pará, com 44.794 registros, e do Mato Grosso, com 32.984. Este ano, o Maranhão foi classificado em segundo lugar no ranking do Nordeste sobre quantidade de focos de incêndio causado por queimadas indiscriminadas, segundo pesquisa do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômico e Cartográfico (Imesc).  Ao todo, foram 5.723 registros de queimadas em todo o estado, o que deixou o Governo em alerta.

Para combater as queimadas, a Sema convidou para a reunião sobre o assunto os municípios que apresentam os maiores índices de focos de queimadas, conforme os dados do INPE. O debate contou com a participação do comandante do Batalhão Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), major Guterres Júnior, que coordena as operações que combatem os focos do incêndio.

“Os prefeitos e secretários têm o poder de mudar essa realidade, de mudar essa cultura dos produtores rurais”, explicou a secretária adjunta de Desenvolvimento Sustentável da Sema, Liene Soares. A ideia é mudar essa realidade estimulando a adoção de outros métodos. De acordo com o INPE, 99% dos incêndios são provocados pelo homem. Uma queimada não controlada pode se transformar em um grande incêndio com graves consequências.

A supervisora de Combate e Controle do Desmatamento e Queimadas da Sema, Isabel Camizão, propõe como alternativa o uso do ecoturismo, plantio direto, adubação verde, agricultura orgânica, arborização das pastagens, pastagens ecológicas, artesanato, apicultura, compostagem, dentre outras. “Existem soluções para o problema”, afirmou.

Dentre as ações da Sema em andamento para prevenir e combater as queimadas está a elaboração do ‘Diagnóstico das causas das queimadas’, formação de brigadistas contra incêndio em vegetação, orientação sobre queima controlada, capacitação de agricultores familiares em técnicos alternativas ao uso do fogo e desenvolvimento do Plano Estadual de Combate a Incêndio.

Também estão sendo colocadas em prática ações de combate de incêndios florestais, por meio de convênio com o Corpo de Bombeiros e monitoramento de áreas de maior risco de ocorrência de incêndios florestais por intermédio dos centros meteorológicos.

Código Florestal

A Lei n° 12.651/2012 do Código Florestal diz que é proibido o uso de fogo na vegetação. A exceção são práticas agropastoris ou florestais, mediante prévia aprovação da Sema conforme Portaria n° 45/2014; em Unidades de Conservação (UC), se houver previsão no plano de manejo e mediante prévia aprovação do órgão gestor da UC; e em atividades de pesquisa científica. É permitida, também, para práticas de prevenção e combate a incêndios e na agricultura de subsistência entre populações tradicionais e indígenas.



De acordo com a Portaria n° 45/2014, da Sema, as autorizações de queima controlada devem ser dadas somente para os seguintes fins: prática tradicional da agricultura familiar; método despalhador e facilitador do corte de cana-de-açúcar; resíduo não aproveitável de exploração florestal; pesquisa científica; e manejo conservacionista de vegetação nativa em UCs. É proibido o uso do fogo para fins de renovação de pastagens.

Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 - oportunidades de divulgar o Maranhão como destino turístico sem igual.

E D I T O R I A L

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016 são oportunidades que muitos atletas têm para mostrar o trabalho de uma vida. Foram anos de treinos e competições, busca de estratégias, quebra de barreiras e recordes, tudo isso para poder participar do maior evento esportivo do planeta. O atleta que chega ao Olimpo é diferenciado, mesmo que não consiga medalhas, já é um vencedor.

Estar numa Vila Olímpica é o sonho de todo atleta e ser medalhista é a glória para poucos. Muitos consideram um atleta olímpico como semideuses  Aos campeões as medalhas e louros da vitória e aos demais atletas a lembrança e honras por ter participado de um evento tão significante e que os projetarão para vida.

No turismo também é assim, feito de momentos e oportunidades. Quem sedia o evento já está no pódio da promoção, na vitrine das maiores operadoras, agentes de viagens e o consumidor final. E os demais Estados do Brasil? O Maranhão será que saberá tirar proveito dessas festividades? O Ministério do Turismo diz que entre 250 a 500 mil turistas estrangeiros passarão pelo Rio de Janeiro no período das competições e outros 6 bilhões de pessoas assistirão os jogos pela TV.

Então! O Estado que de alguma maneira estiver promovendo seu destino no evento dos cinco círculos, vai estar bem na VISTA. Mas, será que a exemplo de outros eventos de grande público e de grande prospecção midiática, como Jornada Mundial da Juventude Católica, Copa das Confederações e Copa do Mundo de Futebol em 2014, o Maranhão não esteve presente e, consequentemente, não tirou proveito da partilha desse “bolo” de turistas que vieram ao Brasil por conta desses eventos, e literalmente “descobriram” o Brasil, com exceção do Maranhão que não estava na rota, por falta de promoção. E agora? Será que vamos continuar a ver o turista passar?

Em tempo! Urge que a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo do Maranhão (Sectur), especialmente o Bureau que cuida do Turismo, que provoque o Ministério do Turismo (MiTur), o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), se reúna com organizadores do evento e veja as possibilidades de o Maranhão ter um estande de promoção em um espaço dentro dos eventos de congraçamento dos povos.

O Maranhão precisa estar inserido ou fazer parte do Boulevard Olímpico, um espaço que vai transmitir ao vivo as principais modalidades esportivas, mostrando aos atletas, comissões técnicas e imprensa do mundo nossas belezas naturais, culturais, históricas, saborear a nossa gastronomia, vivenciar os costumes de nossa gente, mostrando que o Maranhão é um Estado de encantos e de bem viver, que recebe os turistas e com uma maneira bem particular, como nenhuma outra parte do planeta.

Acredito que essa seria uma estratégia de promoção de maior alcance e de pouco custo que o governo teria, uma vez que o mundo todo estará de alguma maneira ligado aos eventos e sem sombra de dúvidas, a Rio 2016 vai facilitar a entrada de turistas estrangeiros no Brasil.

Nesse momento, a exemplo de atletas e comissões técnicas e seleções que disputarão as medalhas da Rio 2016, também pode ser o momento do turismo do Maranhão disputar uma vaga no pódio, mesmo que não tenha passado por nenhuma seletiva, mas, ainda é tempo de uma convocação/ provocação do MiTur, Embratur, Trade turístico local, governo Estadual e municipais na busca medidas de flexibilização, facilitação de promoção do destino Maranhão nos cinco continentes.



Com essa “seleção” em campo, é hora se discutir estratégia de também “maranhensizar” as Olimpíadas e Paraolimpíadas, e fazendo uso do legado desse grande evento, que é atrair turistas para o solo maranhenses para conhecer a magia e encantos de São Luís, Capital Patrimônio da Humanidade, as belezas dos Lençóis Maranhenses, Delta do Rio Parnaíba, Chapada das Mesas, Floresta dos Guarás, e tantos outros que fazem parte de nossa diversidade turística.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

39ª edição do Festival Guarnicê de Cinema tem o patrocínio do Governo do Maranhão



Em sua 39ª edição, o já tradicional Festival Guarnicê de Cinema conta mais uma vez com o patrocínio do Governo do Maranhão. Neste ano, o festival traz o tema “Novos olhares, novas experiências” e, além das mostras competitivas, o público poderá participar da Mostra Guarnicezinho, voltada para as crianças; Mostra Jovem e Mostra Cinema não tem idade, voltada para o público da terceira idade.

O festival será realizado entre os dias 6 e 11 de junho, no Centro Histórico de São Luís. “Por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo, o Governo do Maranhão vem apoiando todas as manifestações artísticas do nosso estado e o cinema não poderia ficar de fora. O Festival Guarnicê já entrou para o nosso calendário anual de atividades”. Destacou o secretário de adjunto de Economia Criativa da Sectur e diretor do Teatro Arthur Azevedo, Celso Brandão.

Além de Brandão a solenidade de lançamento do festival realizada hoje (24) no Grand São Luís Hotel contou com a presença da reitora da Universidade Federal do Maranhão, Nair Portela; a pró-reitora de Extensão, Cultura e Empreendedorismo, Dorlene  de Aquino; a diretora do departamento de Assuntos Culturais e coordenadora geral do Festival Guarnicê, Fernanda Pinheiro e o diretor executivo da Cemar, Luiz Carlos Cardoso, quer também é patrocinadora festival via Lei de Incentivo à Cultura.

A reitora Nair Portela demonstrou a sua satisfação de participar, pela primeira vez, do Guarnicê, estando à frente da Universidade Federal do Maranhão. “Sabemos da importância que o Festival de Cinema tem para área cultural do Maranhão. Esse é o momento que a Universidade, nos seus 50 anos de existência, fortalece suas políticas de apoio aos projetos de extensão; serve de estímulo para que os alunos da UFMA possam se aproximar da sétima arte, além de ser uma oportunidade para cineastas locais e nacionais divulgarem suas produções cinematográficas”, declarou a reitora.

Nesse ano, o número de inscrições superou as expectativas. Foram 250 filmes inscritos Deste total, 20 foram selecionados para participar da das mostras competitivas, sendo 16 deles de curta-metragem e quatro de longa-metragem. As demais produções serão exibidas ao longo da programação do festival.

O Festival Guarnicê de Cinema é o quarto festival mais antigo de cinema do Brasil. A trigésima nona edição do Guarnicê contará com a presença dos atores Chico Dias e Letícia Sabatella e irá homenagear o cineasta Neville D’ Almeida, um dos fundadores do movimento do cinema marginal, que trabalha com produções de estilo arrojado e contestador e é dono da terceira maior bilheteria do país com o filme “Dama da lotação”, de 1978.

A programação do festival conta com algumas novidades, além das oficinas que serão disponibilizadas ao público, a organização criou mais duas mostras fílmicas, uma direcionada para produções nacionais, chamada de ‘Mostra Cenário Brasil’, e outra voltada para filmes maranhenses, intitulada ‘Mostra Cenário Maranhão’, além da realização da ação “Cinema em Todo Lugar”, em que será exibido um filme em uma escola pública do Estado.

A cerimônia de abertura e de encerramento do festival irá acontecer no Teatro Arthur Azevedo, localizado no Centro de São Luís, e as inscrições para as oficinas já estão abertas e possuem vagas limitadas. Mais informações acesse o site do evento http://www.cultura.ufma.br/39guarnice/.

Governo do Maranhão apoia Feira de Livro do Autor e Editor Maranhense


Até o próximo domingo (29), as pessoas que passarem pela Praça de Eventos do Shopping da Ilha poderão conferir uma intensa programação literária oferecida pela 1ª Feira do Livro do Autor e Editor Maranhense (Flaema), que está sendo realizada do dia 20 a 29 deste mês, em São Luís. O evento conta com apoio do Governo do Maranhão, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur).

A 1ª Flaema, cujo tema é ‘O Renovo da Atenas Brasileira’, pretende resgatar o trabalho de autores e editoras maranhenses no intuito de popularizar e incentivar a produção literária no Maranhão. “A iniciativa é valiosa e reforça o compromisso do Governo de incentivar projetos que têm o objetivo de democratizar o acesso à cultura e valorizar a produção local”, destacou o secretário de Estado da Cultura e Turismo, Diego Galdino.

O homenageado dessa primeira edição é o escritor maranhense Josué Montello, autor de 160 obras literárias, entre romances, ensaios, crônicas, história, discursos, antologias, educação, novelas, teatro, literatura infantil e memórias. O escritor maranhense recebeu um espaço especial na Flaema, onde vários livros do acervo existente na Casa Josué Montello, órgão vinculado à Sectur, estão em exposição. Outra contribuição da Casa na Flaema foi a palestra ‘Vida e Obra de Josué Montello’, ministrada na terça-feira (24) pela bibliotecária Wanda de Souza, que falou sobre a história do escritor, sua trajetória e legado.

Além da literatura, a Flaema tem em sua programação espetáculos teatrais, shows musicais e exposição de artes plásticas. São diversas atrações culturais que vem atraindo um grande número de pessoas. A Feira tem participação de 102 escritores maranhenses e apresentação de trabalhos de várias escolas públicas e particulares. Durante os 10 dias da Flaema haverá, ainda, sorteio diário de livros entre os visitantes.

SOBRE A CASA JOSUÉ MONTELLO

A Casa Josué Montello tem um rico acervo literário, com a quase totalidade dos livros do escritor, incluindo a guarda de 50 mil títulos doados por Josué Montello, entre os quais obras raras, da biblioteca pessoal do escritor, além de obras de outras personalidades e um vasto registro fotográfico e de documentos impressos. Parte deste acervo pode ser conferida durante a 1ª Feira do Livro do Autor e Editor Maranhense (Flaema).

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Centro de Cultura Popular realiza exposição sobre casas descendentes do Terreiro do Egito

O Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, espaço ligado à Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), realizou a exposição “O passado que faz conexão com o presente: Casas descendentes do Terreiro do Egito”.  O evento integra a programação da 14ª Semana Nacional de Museus, realizada no período de 15 a 21 de maio, e tem o apoio da Casa da Festa e Museu Afro Digital.

A abertura da exposição aconteceu nesta última quarta-feira (18), com a roda de conversa “Para identificação dos filhos, netos e bisnetos do Terreiro do Egito”, seguido de um jantar típico de terreiro oferecido pela comunidade do Cajueiro.

A exposição pode ser visitada na galeria Zelinda Lima do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho até o dia 10 de junho,tendo como temática a comunidade do Cajueiro e as suas crenças religiosas, focando principalmente no terreiro do Egito. O terreiro do Egito foi responsável por formar vários pais e mães de santo como por exemplo o Pai Jorge Babalaô, que formou o Terreiro de Iemanjá, Mãe Pia, da Casa de Nagô, assim como em outros terreiros.

Durante a exposição o visitante terá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o surgimento do terreiro do Egito, através de fotos, banners, apetrechos como guias e os rosários, que são diferentes em relação ao candomblé e a umbanda; plantas que são encontradas na região do Cajueiro e outros objetos. A mostra apresenta, ainda, um pouco mais sobre as figuras ilustres que passaram pela comunidade e o surgimento de alguns terreiros como o do Engenho, localizado no Tirirical, Terreiro da Verônica, no Bairro de Fátima, e Casa Fanti Ashanti, do Pai Euclides de Menezes.

As fotografias em exposição são de algumas casas no momento que realizavam oferendas, imagens do começo do século XX que compõem o acervo do Museu Afro Digital, contando de forma resumida sobre a tradição de Mina do Maranhão.  Estão também em exposição alguns abatas (tambores) que foram doados pela comunidade do Cajueiro para o Centro de Cultura Popular.

Para a diretora do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, Ana Claudia Damacena, a exposição valoriza a nossa cultura e turismo. “Queremos incentivar a população e os nossos turistas a visitarem os museus, principalmente neste período da 14ª Semana Nacional de Museus. Estamos muito empolgados, pois recebemos muitos visitantes nesses primeiros dias e é um prazer falar um pouco sobre a tradição Mina do Maranhão”, relata a diretora.

Na comunidade do Cajueiro, localizado nas proximidades do porto do Itaqui fica o Terreiro do Egito, lugar sagrado para as religiões afro-brasileiras, cujas narrativas remontam ao Século XIX. O terreiro do Egito foi ocupado pela população negra maranhense desde o tempo do cativeiro, onde abrigou escravos fugidos e, durante mais de um século, foi local de reunião e de realização de rituais religiosos de grande número de pessoas ligadas a diversos terreiros de São Luís e de outros municípios maranhenses.

A 14ª Semana Nacional de Museus é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram) e ONG NAVE (Instituto em prol da Natureza, Arte, Vida e Ecologia).

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Demanda doméstica de aviação no Brasil sofre a maior queda em 12 anos

Para IATA, “A perspectiva incerta presume novos desafios para o mercado no curto prazo”

Brasil teve um dos piores desempenhos na indústria de aviação global
Se a luz amarela já está ligada há algum tempo, seria, portanto, a hora de ligar a luz vermelha? Isto é o que as companhias aéreas nacionais precisam decidir após a Associação Internacional do Transporte Aéreo divulgar, nesta quinta-feira (05), números bastante preocupantes em relação ao mercado brasileiro de aviação comercial.

Totalmente na contramão do desempenho global, o Brasil registrou, mais uma vez, o pior desempenho entre os principais mercados domésticos do mundo, com recuo de 8,3% na demanda por voos nacionais em março, se comparado com o mesmo período de 2015. De acordo com a IATA, foi a maior queda nesse indicador em 12 anos.

A oferta teve retração de 7,9% na comparação anual. A taxa média de ocupação dos aviões também teve queda, de 0,3 ponto percentual, para 75,7%. Os números acabaram derrubando as perspectivas para todo o mercado da América Latina, que viu o tráfego despencar mais 10,4% em março, se comparado com registrado em fevereiro. A capacidade cresceu 6,3%, enquanto a taxa de ocupação chegou aos 78,5% (+1,2p.p).

“A perspectiva econômica e política altamente incerta (no Brasil) presume novos desafios para o mercado aéreo no curto prazo”, informou a IATA, por meio de seu relatório mensal.

Já em relação a demanda global por viagens aéreas, crescimento padrão e saudável de 5,3% em março (medida em RPKs), em relação ao mesmo mês do ano passado. A oferta de assentos, por sua vez, teve aumento de 5,9% na mesma base de comparação. A taxa média de ocupação dos aviões ficou em 79,6%, um recuo de 0,5 ponto percentual.

Se calcularmos os resultados referentes a todo o primeiro trimestre, a demanda global por viagens aéreas acumula crescimento de 7%, na comparação anual. A oferta, por sua vez, também cresceu 7%, enquanto a taxa média de ocupação ficou em 78,7% nesse período.

“O crescimento da demanda, em março, representou uma desaceleração em relação a janeiro e fevereiro. É prematuro dizer se isso marca o fim dos resultados recentes muito fortes. Nós esperamos mais estímulos na forma expansão da rede e diminuição de custos das viagens. No entanto, o cenário econômico mais amplo permanece sob controle”, afirmou o até então diretor-geral e CEO da IATA, Tony Tyler.

Outras regiões, ao contrário do Brasil, têm o que comemorar. A Ásia-Pacífico, por exemplo, viu o tráfego crescer 6% em março, enquanto a capacidade subiu 7,8%. Com isso, a taxa de ocupação média chegou aos 77,4% (+1,3 p.p), tudo se comparado com o mês de março de 2015. As companhias europeias, por sua vez, viram a demanda crescer 5,5%, enquanto a capacidade chegou aos 5,4% de aumento, fazendo com que a taxa de ocupação suba o mínimo de 0,1%, chegando aos 80,8%.


Já em relação as aéreas do Oriente Médio, um aumento na demanda para o mês de 12%, enquanto a capacidade cresceu 13,6%. A taxa de ocupação, no entanto, sofreu uma queda de 1,1%, chegando aos 76,5%. Por fim, a América do Norte viu o tráfego crescer timidamente (+0,7%), o menor aumento desde abril de 2013. A capacidade cresceu 0,6% e a taxa de ocupação fechou março na casa dos 80,5%.

Fonte: mercado e eventos

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Tartarugas marinhas e os ciclos que se renovam: cartilha de crianças para crianças


Os alunos da Escolinha do TAMAR, que completou dez anos em 2015, elaboraram uma nova cartilha sobre as tartarugas marinhas. Toda ilustrada com a ajuda das crianças, mostra as diferentes fases do longo ciclo de vida desses animais ainda ameaçados de extinção. Traz informações e curiosidades sobre as cinco espécies que ocorrem no Brasil, suas principais áreas de alimentação e reprodução, comportamentos e algumas descobertas científicas do TAMAR desde que começou o seu trabalho em 1980. A cartilha foi lançada no final de 2015 com uma linda apresentação da "Tata Meu Boi"  para os familiares e as comunidades em Arembepe e na Praia do Forte, na Bahia.

A cada ano um tema sobre tartarugas marinhas e seu ambiente é escolhido. Como produto de final de curso, a cartilha é criada com a compilação das atividades desenvolvidas. A Escolinha do TAMAR acompanha a história da comunidade, incentivando atitudes positivas no dia a dia na convivência com a natureza. Na apresentação da “Tata Meu Boi” personagens como o boiadeiro e o boi foram substituídos pelo pescador e pela tartaruga marinha, e a história, adaptada à realidade local, é familiar aos alunos. “Acreditamos que esse processo educativo seja determinante para a identificação dos alunos com o meio ambiente, contribuindo com a formação de cidadãos conscientes e capazes de atuar em seus contextos sociais”, explica a bióloga do TAMAR, Manuela Borja. 


                                     Tata Meu Boi
História

O Projeto TAMAR atua em Arembepe, Camaçari/BA desde 1983 desenvolvendo atividades de proteção e manejo das tartarugas marinhas. Com o passar dos anos e o envolvimento do Tamar com a comunidade, ficou evidente a necessidade de que algo deveria ser feito para minimizar a exposição das crianças e adolescentes aos riscos sociais presentes nesta região, periferia de Salvador.

A Escolinha do TAMAR atende anualmente 60 crianças com faixa etária entre 6 e 14 anos, divididas em duas turmas (matutino e vespertino). As aulas são ministradas gratuitamente 3 vezes na semana por um período de 3 horas, em horário oposto ao da escola regular, condição para participar. Foi idealizada inicialmente como um programa de educação ambiental e inclusão social pela Fundação Pró-Tamar com apoio da Avina e contou com apoio da Unesco–Criança Esperança para sua implantação.


Clique AQUI e baixe a cartilha de 2015.

Fonte: www.tamar.org.br

Programa "Todos por São Luís" capacita jovens e adultos no bairro João de Deus

Aprendizado, oportunidade de trabalho e renda. Essa é a proposta do cronograma de oficinas e cursos oferecidos no programa "Todos por São Luís". Executado pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Governo (Semgov), em parceria com as secretarias municipais, a ação possibilita que as comunidades atendidas possam aprender um ofício e fazer deste um meio extra para somar na renda familiar. Nesta edição, o projeto atende o bairro João de Deus e adjacências com uma vasta programação que inclui serviços sociais e de saúde. A culminância será neste sábado (30).

Como parte das atividades do "Todos por São Luís", a comunidade participou dos cursos Informática Básica e Comidas Típicas Regionais. As capacitações reuniram cerca de 40 pessoas, entre jovens e adultos para o aprendizado. Na turma de Informática, estudantes a partir dos 12 anos, puderam conhecer um pouco mais sobre informática.


Para o estudante Philype Carlos Launer, de 13 anos, esta foi a primeira experiência em um curso desta natureza. "Apesar de ter computador em casa, não conhecia muito as ferramentas do Word. Aprendi a fazer várias coisas neste programa e vi o quanto é versátil", disse o jovem.

Aprender mais e evoluir foi a motivação da estudante Maria Eduarda Lopes, de 13 anos, ao participar do curso. "Eu sabia algumas coisas, mas está sendo bom para atualização". O coordenador da formação, Aristóteles Costa, pontuou a importância do aprendizado. "Com essa iniciativa, o prefeito Edivaldo amplia o acesso dos jovens à informática, muito importante nos dias atuais", disse. O curso foi realizado de segunda-feira (25) a quarta-feira (27), na sede da Escola Comunitária João de Deus, com turmas à tarde.

COMIDAS TÍPICAS

Já a capacitação em Comidas Típicas Regionais teve aulas nestas terça-feira (26) e quarta-feira (27), na Associação de Moradores da Vila Lobão, com turmas à tarde. As alunas, em sua maioria donas de casa, aprenderam técnicas de produção de comidas tipicamente maranhense, manipulação de alimentos, higiene pessoal na produção de receitas e na prática, preparação e cozimento. Ao todo, foram 12 receitas preparadas durante as aulas.

"As participantes foram muito proativas e colaboradoras. Elas saem desta oficina sabendo preparar pratos conhecidos da nossa culinária e podem fazer em casa ou até ganhar renda extra vendendo", ressaltou a coordenadora do curso, Silvia Targino. A secretária Antônia Dutra, de 43 anos, vai aplicar os conhecimentos aprendidos fazendo pratos para a família. "Eu queria muito aprender fazer essas comidas maranhenses e ter receitas diferentes para almoço em família", disse.

CAPACITAÇÕES
O cronograma de cursos do "Todos por São Luís" agrega mais de 30 capacitações entre cursos e oficinas, em sua maioria, nas áreas de culinária, trabalhos manuais e informática. "E os cursos de produção de alimentos são os mais solicitados e sempre lotam as turmas", ressaltou uma das coordenadoras do programa, Graça Moura.

Para espantar aves, aeroportos usam falcão-robô, cão e sabre de ‘Star Wars’

Um avião da companhia egípcia EgyptAir ficou danificado ao se chocar com um pássaro durante uma aterrissagem no aeroporto de Heathrow, na Inglaterra. Créditos: Amir Hashim/Facebook
A presença de pássaros em rotas e locais próximos a pistas de pouso e decolagem de aviões é uma das grandes preocupações dos aeroportos. Embora tão pequenas, as aves podem causar sérios danos ao se chocar com as aeronaves ou serem sugadas pelo seus motores. O tamanho do estrago depende do tamanho do pássaro e, principalmente, da velocidade do avião.

Em 2009, por exemplo, um piloto da US Airways teve que fazer um pouso de emergência nas águas do rio Hudson após seu avião bater em aves durante uma decolagem do aeroporto de La Guardia, em Nova York.

No Brasil, em 2015, foram registrados mais de 1600 incidentes envolvendo aviões e pássaros em áreas de segurança aeroportuária. Há 10 anos, a estatística era de 500 incidentes por ano.

Para tentar reduzir o número de colisões, que geram gastos na casa de US$ 2 bilhões por ano, aeroportos de todo o mundo buscam alternativas para espantar tais aves. Conheça algumas:

Falcões robóticos
Créditos: Reprodução/ Universidade de Twente

Pesquisadores da Universidade de Twente, na Holanda, criaram um robô com aparência e comportamento idêntico ao de um falcão peregrino, uma ave de rapina de médio porte que se alimenta exclusivamente de outras aves. O objetivo é usar o robô, batizado de Robird, para espantar outros pássaros que costumam voar próximo de aeroportos e que podem causar sérios acidentes ao se chocarem com aviões.

De acordo com os pesquisadores, o grande trunfo do Robird é que sua alta tecnologia imita perfeitamente o vôo do falcão peregrino. Seu comportamento é tão verdadeiro que as aves (que seriam suas presas) acreditam imediatamente que seu inimigo natural está presente na área.

Modelos parecidos com o Robird também são usados em outros países, inclusive no Brasil. Em 2010, o aeroporto de Joinville (SC) usou um pássaro feito de carbono e plástico. O falcão-robô também já havia sido testado nos aeroportos Tom Jobim, no Rio de Janeiro, Juscelino Kubitschek, em Brasília, e Navegantes, em Santa Catarina.

Crédito: Ricardo Duarte/Agência RBS
Aves de rapina verdadeiras
Outra ação bastante comum nos aeroportos é treinar aves de rapina para que elas capturem outros pássaros que estão por perto. No Brasil, há experiências nesse sentido desde 2008. Os aeroportos de Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG), por exemplo, são alguns dos que já fizeram os testes. Entre as aves mais utilizadas para a caça, estão o gavião-de-penacho e o peregrino. Em 2013, uma turma de 16 aves, entre falcões e gaviões, começou a trabalhar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Creditos: Rayder Bragon/UOL
Cães
O aeroporto de Traverse (no Estado americano de Michigan) encontrou um jeito diferente para espantar as aves. A equipe do aeroporto contratou um simpático cachorro de sete anos da raça border collie para a missão.

Desde o final de 2014, K-9 Piper trabalha quatro dias por semana e passa a maior parte do tempo perseguindo pássaros e os mantendo bem longe das pistas do aeroporto. Durante o expediente, usa óculos de esquiar para proteger os olhos do vento e botas nas patas por causa do calor do asfalto. Isso sem contar os extras, como boné, jalecos e casacos para dias frios.

Outros lugares do mundo também usam cães para espantar aves. Mas, definitivamente, nenhum deles tem a elegância do K9-Piper.


Sabre de luz no estilo Star Wars
O aeroporto de Dundee, na Escócia, está usando uma espécie de “sabre de luz'', inspirado no do filme Star Wars, para espantar os animais. O dispositivo, que custa £ 8.000 (cerca de R$ 41 mil) emite uma luz verde brilhante que tem um alcance de mais de um quilômetro.

Ao ver o feixe de luz verde, as aves entendem como uma ameaça e tendem a voar para longe dele, na direção oposta. Um dos pontos positivos do aerolaser, como é chamado, é que ele é totalmente silencioso.