quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Situação dos Produtores da Reserva Awá Guajá é discutida em audiência

SÃO LUÍS - O deputado Weverton Rocha fez uso da palavra no plenário da Câmara dos Deputados para elucidar algumas questões quanto à situação da reserva Awá Guajá, amplamente comentado pela matéria da jornalista Miriam Leitão e do fotografo Sebastião Salgado no jornal O Globo dos dias 04 e 05 de agosto, que trata sobre a ação específica de madeireiros ilegais e agentes do governo federal tem entrado em choque, tendo no meio da disputa uma aldeia de índios.

A maior preocupação é a grande operação de expulsão dos não-índios, moradores dos municípios de Centro Novo, Zé Doca, Newton Belo e São João do Caru, e em momento algum tem sido tratado a digna indenização ou realocação dos produtores que possuam termos de posse dos seus terrenos anteriores a criação da reserva.

"São produtores de farinha, de feijão que tiram dessas pequenas produções sua subsistência. Cerca de 6 mil brasileiros que estão sendo tratadas como bandidos e serão retiradas da reservas e não tem para onde ir”, reforçou Rocha.

O deputado aprovou a realização de uma Audiência Pública pelo requerimento nº 346 da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Amazônia (Cindra) para que sejam tratados a situação dos produtores locais, e também solicitou aos parlamentares uma ampla discussão sobre o tema. A data prevista para a audiência é 20 de agosto de 2013.

Fonte: Survival International

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ministros peruanos renunciam por causa do projeto de gás da Amazônia

A expansão do Projeto de gás de Camisea ameaça as vidas dos índios isolados que são altamente vulneráveis, como os Nanti.
© Survival International

Pelo menos três ministros renunciaram no Peru, em meio a crescente pressão para aprovar o polêmico projeto de gás na Amazônia.

O plano de expansão do atual projeto de gás da Camisea, que está dentro da reserva Nahua-Nanti para tribos isoladas, tem sido amplamente condenado, e em março, a ONU pediu a sua ‘suspensão imediata’.

O Ministério da Cultura do Peru, encarregado de proteger os direitos dos povos indígenas, emitiu, na semana passada, um relatório indicando os perigos que o projeto colocaria para as vidas dos índios isolados. Entretanto o relatório desapareceu apenas algumas horas depois de ter sido publicado on-line, e tanto o ministro como o vice-ministro da Cultura deixaram o cargo.

Entre as preocupações apresentadas no relatório do Ministério, estão o risco de propagação de doenças entre os índios isolados, que não possuem imunidade para doenças comuns que podem ser trazidas por trabalhadores das companhias de petróleo e por forasteiros.

O plano de expansão de Camisea inclui a detonação de milhares de explosivos e a perfuração de mais de 20 poços, pondo em perigo as vidas das tribos isoladas.
© A. Goldstein/Survival

O projeto Camisea já levou à morte de cerca de metade dos Nahua depois que eles foram contatados pela primeira vez após as explorações petrolíferas iniciais na década de 1980. Os Nahua continuam a sofrer de graves problemas de saúde, como é comum entre índios de recente contato, e a expansão de Camisea cortará ainda mais fundo a sua floresta.

Em uma carta escrita para o Ministério da Cultura, no mês passado, os Nahua rejeitaram o plano de expansão, afirmando, ‘Nós decidimos não permitir que a companhia de petróleo Pluspetrol realize o seu trabalho no nosso território’ devido as suas ‘repetidas quebras de promessa.’

Camisea é dirigida por um consórcio de empresas lideradas pela Pluspetrol da Argentina, pela Hunt Oil dos Estados Unidos e pela Repsol da Espanha. Os planos de expansão incluem a detonação de milhares de explosivos e a perfuração de mais de 20 poços.

O diretor da Survival Stephen Corry disse hoje, ‘o governo do Peru parece ter sido apanhado em um tipo de ‘febre do gás’, em que o governo parece determinado a avançar com a expansão do projeto de Camisea, apesar da oposição da ONU, e até mesmo de alguns de seus próprios ministros. Os cidadãos peruanos deveriam estar se perguntando, ‘O que é mais importante – a vida dos índios ou os lucros estrangeiros?’

Fonte: Survival International

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Audiência Pública sobre trata sobre população atingida pela Estrada de Ferro Carajás


O município de Monção recebeu no último sábado (27), mais uma audiência pública do Consórcio dos Municípios da Estrada de Ferro Carajás (COMEFC). Estiveram presentes no evento, a presidente do consórcio e prefeita do município de Bom Jesus das Selvas, Cristiane Damião; o prefeito de Pindaré Mirim, Walber Furtado; o prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Atemir Botelho; Raimundinho, prefeito de Igarapé do Meio; o prefeito de Monção, Queiroz, lideranças comunitárias da região e duas comunidades do município de Igarapé do Meio.

A audiência serviu para esclarecer os principais objetivos do COMEFC, além de receber a demanda da população atingida pela Estrada de Ferro no município. O prefeito de Monção, Queiroz afirmou que todas as medidas para incentivar e apoiar o consórcio serão realizadas. “Só quem vive essa dura realidade, pode sentir a necessidade de medidas urgentes. Nós enfrentamos o barulho, a poluição e as mortes. O COMEFC está lutando pela melhoria da qualidade de vida de mais de 1 milhão e 800 mil habitantes”, disse o prefeito.

A presidente do COMEFC , Cristiane Damião acredita que o consórcio está sensibilizando todas as esferas políticas para que a luta seja em conjunto. “Estamos unidos nessa luta. Já realizamos mais de 16 audiências e a população está cada vez mais pedindo respostas por parte da VALE”, concluiu a prefeita.

No final da audiência, mais de 600 pessoas resolveram interditar o trecho da ferrovia Carajás no município. A população marchou em direção à ferrovia, que ficou interditada por cerca de 4 horas. Um trem de passageiros que completava o percurso São Luís/Parauapebas permaneceu parado durante a manifestação.

De forma pacífica os manifestantes exigiam em medida de urgência, que a VALE repasse aos municípios atingidos compensações sociais, econômicas e ambientais.

Fonte: Assessoria COMEFC

terça-feira, 16 de julho de 2013

Tanques se aproximam da tribo mais ameaçada do mundo

O Exército Brasileiro lançou uma operação para parar o desmatamento ilegal em torno da terra da tribo mais ameaçada do mundo. © Exército Brasileiro

Survival International tem recebido relatos que o Exército Brasileiro iniciou uma grande operação terrestre contra madeireiros ilegais que estão operando em torno da terra dos Awá, a tribo mais ameaçada do mundo.
Centenas de soldados, policiais e agentes especiais do Ministério do Meio Ambiente penetraram a região, com o apoio de tanques, helicópteros e aproximadamente cem outros veículos, para parar o desmatamento ilegal que já tem destruído mais de 30% de um dos territórios indígenas dos Awá.
Relata-se que a operação começou no final de junho de 2013. Desde então, pelo menos oito serrarias foram fechadas e outros equipamentos foram confiscados e destruídos.
Pequena Borboleta, uma menina Awá. Os Awá têm implorado que todos os invasores ilegais sejam retirados da sua floresta. © Sarah Shenker/Survival

A operação chega em um momento crítico para os Awá, uma das últimas tribos caçadores-coletores nômades da Amazônia brasileira. Os Awá estão em risco de extinção se a destruição de sua floresta não for parada urgentemente.
Mas enquanto a operação está tornando mais difícil a entrada dos madeireiros no território dos Awá, e a remoção da madeira valiosa, as forças não entraram na terra Awá em si – onde o desmatamento ilegal ocorre a um ritmo alarmante e onde ação rápida é crucial.
O Amiri Awá disse à Survival, ‘Os invasores devem ser removidos da nossa floresta. Os madeireiros já destruíram muitas áreas; nós não queremos que eles acabem com toda nossa floresta.’
Tanques, helicópteros e aproximadamente cem outros veículos foram mandados para proteger a floresta. © Maycon Alves

Dezenas de milhares de pessoas no mundo, incluindo muitas celebridades, se uniram à campanha da Survival International instando que o governo brasileiro envie forças para dentro dos territórios dos Awá para expulsar os invasores ilegais, parar o desmatamento da floresta dos índios, processar os invasores ilegais e impedir que eles reentrem na área.
O diretor da Survival, Stephen Corry, disse hoje, ‘O Brasil deu um primeiro passo promissor para salvar a tribo mais ameaçada do mundo, graças aos milhares de pessoas no mundo que apoiam os Awá. Isto prova que a opinião pública pode causar mudanças. Contudo, a batalha não está vencida ainda: as autoridades não devem parar até que todos os invasores tenham saído’.

sábado, 13 de julho de 2013

São Luís terá R$ 1,5 milhão para sinalização turística bilíngue

Anúncio foi feito pelo ministro do Turismo, Gastão Vieira, em entrevista à Mirante AM.


SÃO LUÍS – O Ministério do Turismo empenhou recursos, em torno de R$ 1,5 milhão, na Caixa Econômica Federal (CEF) para a sinalização turística bilíngue de São Luís. O anúncio foi feito, na manhã deste sábado (13), pelo ministro do Turismo, Gastão Vieira, em entrevista ao programa Ponto Final, na rádio Mirante AM. A expectativa é de que toda a sinalização seja instalada na capital maranhense até o início da Copa do Mundo, que ocorre em 2014. Em todo o país, serão 33 cidades beneficiadas com os recursos.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Turismo ganha mais duas entidades: elas vão representar as ‘cidades históricas’

As cidades consideradas patrimônio mundial segundo a Unesco, como Olinda, e as cidades históricas que se autodenominam turísticas, como Ouro Preto, ganharam duas associações para representá-las, ontem (11): a Associação Brasileira das Cidades Históricas Turísticas e a Organização Brasileira das Cidades Patrimônio Mundial. A criação das entidades foi anunciada em Brasília, durante a Marcha dos Prefeitos, realizada pela Confederação Nacional dos Municípios.

Pelo menos 100 municípios brasileiros se autodenominam cidades históricas turísticas e 10 delas constam na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. A criação das entidades aconteceu após uma série de encontros promovidos pelo Fórum Nacional das Cidades Históricas e Turísticas, evento realizado pelo Ministério do Turismo em 2009 para promover o desenvolvimento dessas cidades. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Apelo de manifestantes à presidente em defesa dos direitos indígenas

Davi Kopenawa, porta-voz da tribo Yanomami, pede à presidente do Brasil para respeitar os direitos indígenas

Indígenas brasileiros se juntaram aos manifestantes que continuam a ocupar as ruas do Brasil, para pedir o fim dos ataques aos direitos indígenas realizados pelo governo.
O Movimento Passe Livre (MPL) que teve um papel central nos recentes protestos e a liderança Yanomami Davi Kopenawa se manifestaram contra as atitudes por parte do governo em relação ao forte enfraquecimento dos direitos constitucionais conquistados pelos indígenas.
Davi disse em uma mensagem de vídeo, ‘Eu estou revoltado com o erro do governo. As autoridades do Brasil não estão interessadas em nós povos indígenas ficarmos em paz e não estão também querendo ajudar o povo da cidade’.
Ele acrescentou: ‘No meu mundo, a natureza está comigo aqui, ela está escutando, ela está vendo o erro das autoridades do país. Não poderiam fazer isso, deveriam respeitar o nosso país, tem que respeitar nossos povos da cidade, os povos das comunidades, respeitar o nosso direito do povo indígena brasileiro’.
MPL também expressou sua indignação. Em uma carta aberta à presidente Dilma Rousseff, entregue antes da reunião do dia 24 de junho, o MPL escreveu: ‘Esperamos que essa reunião marque uma mudança de postura do governo federal que se estenda às outras lutas sociais: aos povos indígenas, que, a exemplo dos Kaiowá-Guarani e dos Munduruku, tem sofrido diversos ataques por parte de latifundiários e do poder público.’
Indígenas brasileiros protestaram em todo o país contra uma série de projetos do governo que podem prejudicar seriamente suas terras e seus modos de vida.

Três indígenas foram mortos em protestos recentes relacionados a disputas de terra. Um índio Guarani foi morto por pistoleiros em junho após sua comunidade reocupar seu território ancestral; um indígena Terena foi morto pela polícia durante uma violenta expulsão de suas terras no sul do Mato Grosso do Sul em maio e um homem Munduruku foi morto a tiros quando a polícia invadiu uma comunidade em novembro do ano passado.

Após dois anos e meio no cargo, a presidente Dilma não se reuniu com nenhum representante indígena, apesar de promessas recentes de se reunir com todos os líderes das manifestações.
Survival escreveu uma carta para o Papa Francis antes de sua visita ao Brasil no final deste mês, pedindo-lhe para falar da situação crítica dos povos indígenas com o governo.

Extraído de: Survival International