
As bandas, cantores, etc. levam boa parte do dinheiro arrecadado, com os aludidos shows que sempre giram em torno de milhares de reais. Os técnicos de som, peças e montadores do palco geralmente vem de outras praças, a cervejaria e outros levam o dinheiro para fora, nem mesmo os impostos ficam para a cidade, porque na maioria dos municípios maranhenses não cobram por esses tipos de serviços ou quem promove é da turma da Prefeitura. Quanto aos festeiros que vem de outras localidades, esses mesmos é que não deixam nada na cidade, ou melhor, até deixam, crianças e adolescentes com DST’s, grávida, entre outras mazelas.
Esse tipo de turista festeiro não é desejado em nenhum lugar que queira viver do turismo sustentável, pois vem numa espécie de bate e volta muito combatido por ser danoso ao destino.
Quando acontecem estas “festas”, a Prefeitura gasta para tentar dar uma pequena infra-estrutura a estas cidades festeiras, para mostrar aos pseudos turistas uma vocação que não tem, mas na verdade quem paga a conta é mesmo a comunidade, que cede vez para bêbados, drogados e esfaqueados nas inúmeras brigas que vira e mexe acontece.
Até mesmo os barraqueiros e comerciantes que tentam tirar algum sustento nestas festas são impedidos pelos organizadores destes eventos e os que conseguem se estabelecer sempre reclamam que as vendas não estão a contento e que só insistem no negócio por falta de opção de vida.
Então, o que se vê, são festas movidas a uma música de qualidade duvidosa, cantada por “artistas” que ao final do show saem da cidade com o bolso cheio, sem ao menos pernoitar, deixando o local cada vez mais pobre. Pobres de cultura, pobres de valores e pobres de espírito, conforme se vê ao final de cada festa, que são feitas sem nenhum critério. Isto é uma vergonha.
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