Em entrevista ao blog, que esteve presente ao Salão de Turismo Roteiros do Brasil, realizado na última semana em São Paulo, as gestoras do Sebrae para o Projeto de Turismo, Artesanato e Cultura em São Luís e Barreirinhas, Hildenê Maia e Danielle Abreu, avaliam as negociações de pacotes de destinos maranhenses no evento, destacando que a procura dos operadores recaiu sobre os atrativos da Chapada das Mesas. Leia íntegra da entrevista:
Cazombando: Como foram os negócios nesse 6º Salão de Turismo Roteiros do Brasil para os empresários do trade maranhense?
Hildenê Maia: Foram bons. As vendas de pacotes aconteceram no estande institucional e na rodada de negócios, que teve bastante receptividade junto aos operadores. O que percebemos é que os operadores estão interessados no destino Maranhão. Eles querem inovar, oferecer coisas novas aos clientes e o Maranhão é uma excelente oferta. A perspectiva de negócios, desde o início do evento foi muito positiva, mas com foco, principalmente, para o primeiro semestre de 2012.
Cazombando: Quantos empresários maranhenses participaram do evento? Como se deu a seleção dos mesmos?
HM: Tivemos quatro empresários da Chapada das Mesas, três dos Lençóis e três empresários de São Luís. O número pode ter sido reduzido, mas deve-se lembrar que o evento acontece no período de alta estação no Maranhão. Alguns empresários dos Lençóis, por exemplo, desistiram por causa da alta estação e dos compromissos assumidos anteriormente. Quanto à seleção pelo Sebrae ela é feita por critérios de perfis, elencados pelos três gestores que trabalham com o setor. Verificamos, por exemplo, o comportamento de cada empresário nos eventos, se ele possui o Cadastur, se está no perfil sugerido pelo evento. A seleção depende muito das características do evento.
Cazombando: Qual volume de negócios da Rodada?
HM: Nos dois primeiros dias que participamos, 13 e 14, tivemos um volume de negócios na casa dos R$ 500 mil. Isso, só na Rodada de Negócios, mas há perspectivas de um volume bem maior de negócios ate o final da feira.
Cazombando: Qual o nicho de turismo mais procurado pelas operadoras que querem comercializar o destino Maranhão?
HM: Hoje, o destino mais procurado é sem sombra de dúvidas a Chapada das Mesas. Eles chegam e dizem que os Lençóis e São Luís já estão bem divulgado e muita gente já conhece. Querem um destino novo. E ficam encantados quando conhecem o potencial da Chapada das Mesas.
Cazombando: Fale um pouco sobre a parceria do SEBRAE com o governo do Estado no Salão Roteiros do Brasil.
HM: O SEBRAE apoiou a vinda dos empresários, com passagens aéreas. Os custos com o aluguel do estande também foram divididos com o Estado. O SEBRAE ficou com toda a parte de ambientação do espaço e outros pequenos detalhes. O investimento do SEBRAE para promover o destino São Luís, Lençóis Maranhenses e Chapada das Mesas nesse salão foi em torno de R$ 60 mil.
Cazombando: Você participou de diversas câmaras temáticas do evento. Em relação ao turismo GLBTT, houve procura pelo destino Maranhão? O Estado está preparado para receber turistas do segmento de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis?
HM: Dentre os destinos maranhenses, a cidade de São Luís é a mais estruturada para receber esse público. Na verdade, por ser um segmento de trabalho novo no meio, os operadores participaram da rodada para conhecer se o destino está preparado ou não para atender a esse público. Os operadores e agências também estão em fase de descobertas e buscando meios de operacionalizar isso em conjunto. A proposta que pensamos agora para agosto é conversar com o presidente da Abrate para trazer um curso e palestra de sensibilização para São Luís sobre o turismo para o segmento GLBTT.
Cazombando: Houve alguma coisa nova no evento que o Maranhão ainda não explore e que teria que abraçar?
HM: Acredito muito no desenvolvimento desses novos pólos mapeados pela Secretaria de Estado de Turismo. Os clientes estão em busca de novidades e, principalmente, da economia da experiência. Hoje, o turista não quer ser só contemplativo, mas vivenciar todo o processo. O Sebrae, de maneira inovadora, está implantando isso em seus projetos de Turismo.
Cazombando: O que seria a economia da experiência?
HM: Ela trabalha com as sensações, com os prazeres e fazeres do destino. Por exemplo, o turista vai visitar o Centro Histórico. Ele visita e lá tem uma companhia de teatro onde ele mesmo vai contar a história do lugar, sendo ator de uma peça; ele vai fazer o roteiro da oficina de artesanato, aonde vai aprender a fazer uma peça e levar para casa algo feito por ele; pode, dentro de um restaurante do lugar, fazer um arroz de cuxá para aprender a receita. Na economia da experiência o turista vivencia o roteiro e leva isso dentro de si quando vai embora.
Cazombando: Você falou de São Luís, de Chapada das Mesas, de Lençóis, mas não falou da Rota das Emoções. Vocês esqueceram o roteiro?
HM: Não. Quando a gente fala de Lençóis, digo Rota das Emoções, até porque é o grande chamariz do Maranhão hoje. Mas quem pode falar mais sobre o assunto é a gestora do Projeto de Turismo, Artesanato e Cultura em Barreirinhas, Danielle Abreu.
Cazombando: Como está a Rota das Emoções hoje?
Danielle Abreu: Estamos comprovando que a procura e o fluxo de turistas da Rota tem aumentado bastante. São turistas mais segmentados, que gostam de turismo de aventura. Os SEBRAE Maranhão, Piauí e Ceará, em seus respectivos territórios, estão trabalhando junto ao trade para que este possa atender as exigências desse turista diferenciado.
Cazombando: E como está à entrada da Rota das Emoções no Maranhão atualmente?
Danielle Abreu: Temos apenas o problema do aeroporto, mas nada que afete o roteiro ou arruíne a viagem do turista. Apenas um pequeno desconforto que o turista não tem reclamado em relação a isso, não. Quanto à estrada de Tutóia, que dá acesso ao Maranhão pelo Piauí, já está toda asfaltada até Paulino Neves e tem melhorado muito o acesso da Rota.
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