segunda-feira, 11 de abril de 2011

Confirmado voos internacionais para São Luís


O secretário municipal de Turismo, Liviomar Macatrão, em entrevista ao Jornal Cazumbá, confirmou a temporada de voos internacionais semanais Milão-São Luís, que começa em 16 de julho, visando à massificação do turismo estrangeiro europeu na capital maranhense.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Prefeitura, a companhia aérea italiana Blue Panorama Airline e as operadoras de viagens Sweet Emotion e Ostiensis Viagge.

Segundo Liviomar, esta parceria deverá aumentar o número de visitantes estrangeiros, além de abrir precedentes para outras negociações. Ele garante também que o cancelamento de voos internacionais no Aeroporto de São Luís, por conta de problemas na estrutura do terminal de passageiros, não atrapalhará a operação de voos charters regulares para a capital. “Quando a estrutura temporária estiver concluída vai ser feito uma análise pela receita federal que irá novamente internacionalizar”.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Apesar do caos, movimento no Aeroporto de São Luís não para de crescer


Mesmo com todo o caos no Aeroporto São Luís, devido ao perigo de desabamento da cobertura espacial do terminal de passageiros, o movimento de passageiros no mês de março fechou em 138.642 passageiros, ou seja, 48,87% a mais do que março de 2010, que registrou 93.130 mil passageiros.

Dessa forma, apesar dos desconfortos sentidos pelos passageiros com toda essa situação, a equipe técnica da Infraero e das companhias aéreas tem se esforçado diuturnamente para não deixar que os problemas estruturais do Aeroporto Marechal Cunha Machado de São Luís motivassem cancelamentos e atrasos nos voos. A empresa continua operando com os 28 voos diários e mais um voo cargueiro. E os embarques e desembarques estão sendo feitos de forma temporária pelo antigo Terminal, atual sede da administração do aeroporto, que serão substituídas por estruturas mais resistentes, fechadas e climatizadas.

A nova área de embarque, com sala vip toda climatizada, vai abrigar alguns lojistas, livraria, café, artesanato, etc. O desembarque terá amplo estacionamento para 204 carros, locadoras de veículos, banheiros, táxi, lanchonete, lojas de conveniência e as duas esteiras de bagagens. E, o saguão, contará com guarda-volumes, protec-bag (proteção de malas), livraria, alimentação e caixas eletrônicos.

Portanto, parabeniza-se a proatividade e gerenciamento de crise da direção local e regional da Infraero e de seus funcionários para receber os passageiros com conforto, segurança e agilidade.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

OS TALVEZ E QUEM SABES DO GOVERNADOR JACKSON LAGO

Médico de corpos, médico de gente, Jackson Lago cometeu o erro de também querer sarar a sociedade de suas feridas. Feridas profundas como o analfabetismo, o desemprego, a corrupção, a tortura, a fome e a pobreza absoluta.

Não entendeu que a sociedade não quer ser curada, que talvez a sociedade goste de sua dor, que se alimente para sobreviver dessas crianças enveredando pelo caminho do crime, dessa juventude que se desmancha sem que muito possamos fazer para salvá-la.

Talvez, Dr. Jackson Lago, a sociedade seja, afinal, filha somente das injustiças e enquanto o corpo aguarda a morte física – e talvez seja essa a única função de um corpo – nossas mentes é que não suportem a vida sem lutar contra o mal.

Quem sabe, Senhor Governador, a sociedade não tenha cura e, assim como todo e qualquer corpo, tenha um fim decretado pelos deuses. Um fim que não chega enquanto nos esvaímos de amor pelo próximo, um próximo que se distancia da gente cada vez mais.

Era seu destino fazer parte dos movimentos de resistência às ditaduras, a todas as tiranias e encher o coração da gente de esperança rápida (porque também há um tempo para a esperança). E, em breve momento considerado o melhor prefeito do Brasil, ser, no entanto, fulminado pela mídia, pela Justiça do país que amou, pela cidade que fez crescer e pela ignorância de um povo que insiste em vender votos e alugar decisões.

Quem sabe não lhe incomodassem tanto as platinas do corpo, como as platinas na alma; quem sabe o câncer na próstata lhe doesse menos que o câncer no corpo social desse Estado e, principalmente, desse imenso país; quem sabe a pneumonia no coração tenha sido a última febre, o último gesto de resistência contra aqueles que são capazes de tudo pelo poder.

Agora há manifestos de dor e respeito por sua morte e eles vêm da Presidência da República, da Assembléia Legislativa, do Governo do Estado, do Senado, furado, onde arquitetaram a desilusão humana e política de um guerreiro a morrer porque não quis cansar.

A notícia, desta vez, quase não pode ser dada. A morte de Jackson Lago representa um pouco a morte do futuro. O futuro sonhado e jamais alcançado pelas oposições maranhenses, pela esquerda que no Maranhão enfrentou a ditadura militar e a mais longa oligarquia da história do país. E Jackson assistiu à morte ideológica de quase todo mundo ao lado de quem lutou.

Foram 76 anos de luta para, no final, assistir ao processo autofágico de dissolução das oposições no Estado. Mas ainda deu tempo de plantar nas estepes um pouquinho de esperança para que aqueles que aqui realmente ficam nunca desistam de lutar.


Texto transcrito do blog do Jornalista:JM Cunha Santos

Ponto turístico de São Luís está abandonado e sem conservação


Apesar de chamar atenção pelas referências históricas, a Pedra da Memória, situada na avenida Beira-Mar, próxima ao Palácio dos Leões, está a cada dia se deteriorando. Resultado do descaso das autoridades competentes e, principalmente, do vandalismo.

Abandonado e sem conservação, o marco histórico de São Luís - construído em homenagem à maioridade do Imperador Dom Pedro II - há tempos virou alvo do vandalismo com depedrações e pichações.

Logo ao lado, também na Beira-Mar, o histórico coreto agora serve de moradia para sem-tetos e as grades na mureta de proteção viraram varais improvisados. O monumento ou pirâmide de Beckman, que fica entre a rua 15 de novembro e a avenida Beira-Mar, também sofre com o descaso do poder público. No centro de uma praça suja, o obelisco que marca o lugar onde, em 1685, enforcaram Manoel Beckman e seu companheiro Jorge de Sampaio, por lutarem contra o monopólio mantido pela Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará, da coroa portuguesa, está sem nenhuma inscrição que conte a sua história e com rachaduras na base.

A prefeitura precisa fazer algo urgente para mudar essa situação e buscar alternativas para dar o mínimo de dignidade a esses locais, que passaram a ser um cartão postal nada convidativo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Jackson Lago morre em São Paulo



Morreu, nesta segunda-feira (4), às 17h50, Jackson Kléper Lago, 76 anos, ex-governador do Maranhão e ex-prefeito de São Luís, capital maranhense. Ele estava internado há seis dias, no Hospital do Coração, em São Paulo (SP), com problemas respiratórios, complicações decorrentes de um longo tratamento contra um câncer de próstata.

Jackson Lago estava em São Paulo desde o fim das eleições para o governo do Estado, em outubro de 2010. Lá, acompanhado da família, enfrentou mais uma etapa do tratamento quimioterápico, que foi encerrado em fevereiro deste ano. Por causa do tratamento, a saúde do ex-governador ficou bastante debilitada.

Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento.

História
O ex-governador Jackson Lago nasceu em 1º de janeiro de 1934, no município de Pedreiras, na região central do Maranhão. Foi na cidade, que fica a 270 km de São Luís, onde iniciou a sua carreira política, ainda na época da ditadura militar, na década de 1960.

Lago formou-se em Medicina. Durante vários anos, exerceu a profissão em hospitais e lecionou na Faculdade de Medicina do Estado. Em 1979, ajudou a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT), ao lado de Leonel Brizola e de outros políticos de grande relevância nacional. Permaneceu filiado ao PDT durante toda a sua trajetória política, sendo, atualmente, um dos vice-presidentes da Executiva Nacional do partido.

Jackson Lago foi prefeito de São Luís por três vezes: de 1989 a 1992, de 1997 a 2000 e de 2001 a 2002, quando se candidatou ao governo do Estado. Nas eleições de 2002, foi segundo lugar nas eleições, com 42,5% dos votos, perdendo para o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Em 2006, Jackson Lago candidatou-se novamente ao governo do Estado e foi eleito, em 2º turno, com 51.82% dos votos, disputados com Roseana Sarney. Ele ficou no comando do Maranhão por dois anos anos, tendo o mandato cassado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por irregularidades durante a campanha de 2006.

No ano passado, Jackson Lago candidatou-se, pela terceira vez, ao governo do Estado. Em uma aliança do PDT com o PSDB, enfrentou uma campanha forte e cansativa, ao mesmo tempo em que lutava contra o câncer de próstata, que vinha tratando desde 2004. A doença, porém, vinha se agravando.

Ficando em terceiro lugar nas eleições, com 19,53% dos votos, Jackson Lago afastou-se das atividades políticas e seguiu para São Paulo para continuar tratando do câncer, mas não resistiu após cinco meses de tratamento.

Jackson Lago era casado com a médica Clay Lago e deixa três filhos.

Fonte: site i.mirante.com.br
Foto:Internet

Dar a César o que é de César!

Há mais de 15 dias do estopim da crise no aeroporto de São Luís, devido ao perigo de desabamento da cobertura espacial do terminal de passageiros, precisamos dar a mão à palmatória e reconhecer um fato. Apesar dos inconvenientes e desconfortos sentidos pelo passageiro com toda essa situação, a equipe técnica da Infraero agiu de maneira proativa para evitar uma tragédia maior e, o mais importante: não deixou que os problemas estruturais do Marechal Hugo Cunha Machado fosse motivo para cancelamentos e atrasos nos vôos.

Desde o dia 18 de março, quando o terminal de passageiros foi interditado e toda a parte operacional transferida para o prédio onde funcionava a administração da empresa aeroportuária no Maranhão, todo mundo só critica, é bem verdade, que as coisas andaram criticas e os serviços do aeroporto despecaram de qualidade, isso era notorio. Mas,quase ninguém parou para olhar o outro lado: o esforço da equipe da Infraero e das companhias aéreas para não prejudicar os passageiros nos seus deslocamentos; o trabalho full time de técnicos que vararam a madrugada em reuniões estratégicas; a capacidade de improvisar estruturas mínimas para que o embarque e desembarque fossem efetivados; a disposição em ceder espaços físicos que eram essenciais para o funcionamento administrativo – várias salas da Infraero foram, literalmente, demolidas para dar espaço ao embarque...

A equipe da Infraero trabalhou rápido e diuturnamente. As tendas montadas no estacionamento da administração e que serviram para abrigar os passageiros que aguardavam o embarque, já foram substituídas por estruturas mais resistente e fechadas com material tipo stand para serem climatizadas. O saguão terá ainda sanitários, restaurante, lojas de turismo/venda de passagens, caixas eletrônicos, revistaria e lanchonete.

O embarque também está mais bem estruturado que do início, com ar condicionado, sanitários, revistaria, lanchonete e monitores informativos de vôos. A informação que temos quanto ao desembarque, é que ele será realizado de maneira mais ordenada. Para tanto, um dos galpões de uma companhia aérea já está sendo estruturado para receber as esteiras de restituição de bagagem, monitores informativos de vôos, sanitários, locadoras de veículos – o ambiente também será climatizado.

Outra: ninguém ainda falou em números. Quanto a Infraero gastou ou vai gastar nesse período de obra com essas estruturas improvisadas? Informações extra-oficiais mostram números pra lá de estratosféricos. Para se ter uma ideia, somente o aluguel de três ônibus usados no desembarque de passageiros tá saindo pela “bagatela” de R$ 5.400/dia! Se multiplicarmos por uma média de 30 dias, a conta sobe para R$ 162 mil/mês. Só com ônibus! E ainda tem para contabilizar as tendas, ar condicionados, banheiros... Se, esse problema com o aeroporto de São Luís, tivesse acontecido em outra localidade, sem sombra de duvidas, o terminal teria sido interditado por completo. portanto, louva-se, a atitude e desemvoltura dos funcinarios da Infraero, Companhias aereas etc.. etc..

É fácil falar quando se está de fora. Dizer que é irresponsabilidade de A, B ou C, criar factóides e pisar na cana já quebrada, ou melhor, chutar cachorro morto. Mas se vermos com outros olhos, buscando o outro lado da "estória" (que são tantas versões), e suas conseqüências, se fará o que deve ser feito: dar a César o que é de César!

Em outros lugares, como bem disse o superintendente Hildebrando Correa, em entrevista a uma televisão local, o aeroporto teria sido interditado totalmente para fazer as adequações necessárias. Em São Luís, a Infraero – em parceria com as empresas aéreas – montaram força-tarefa e realizaram as mudanças iniciais na madrugada do dia 19. Nem em meio ao pico do caos, foi registrado cancelamento de vôos ou mesmo atrasos! Esse feito é inédito na Infraero, de acordo com nossas fontes. E é por isso que a equipe de técnicos que está debruçada sobre o problema, tem recebido mensagens de incentivo e elogios da diretoria nacional por todo o esforço e empenho dispensados para que a normalidade operacional seja mantida no aeroporto, apesar de todos os pesares.

Detalhe: Não concordamos com o estado deploravel da principal via de entrada para o Maranhão e nem a maneira como foi contruido e mantido o Aeroporto Internacional Marechal da Cunha Machado, e muito menos estamos fazendo apologia,aos desmandos da Infraero ao longo dos ultimos anos, estamos apenas levantando uma reflexão por questão de justiça pelo momento vivido pela comunidade do Aeroporto da capital maranhense.

domingo, 3 de abril de 2011

Chateaubriand: um matuto do agreste da Paraíba (Senador pelo Maranhão), que fez mais pela aviação brasileira

Feio, raquítico, amarelo, gago e analfabeto até os 12 anos, Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, paraibano de Umbuzeiro, agreste do Estado nordestino, nascido em 4 de outubro de 1892, foi, no seu tempo, talvez o homem mais importante do Brasil.

Foi dono dos Diários Associados, um império que chegou a possuir 34 jornais, 36 estações de rádio, 18 emissoras de televisão, 5 revistas e 1 agência de notícias.
Implantou a televisão no Brasil, com a inauguração da PRF-4 – TV TUPI de São Paulo, em 18 de setembro de 1950, com a transmissão do primeiro programa, “O Show da Taba”. Foi a quarta emissora a ser implantada no mundo (só havia emissoras nos Estados Unidos, na França e na Inglaterra).

Amante das artes, fundou, em 1947, o MASP – Museu de Arte de São Paulo, que hoje possui o seu nome. Foi senador da República pela Paraíba e pelo MARANHÃO, embaixador do Brasil na Inglaterra, nomeado por Juscelino Kubitschek, e membro da Academia Brasileira de Letras. Falava, além de português, inglês, francês e alemão.
Morreu em São Paulo em 4 de abril de 1968.

O que tem isso a ver com a aviação brasileira?, já deve estar perguntando o leitor. Vejam a seguir um resumo do que Assis Chateaubriand fez pela aviação brasileira:

• Assis Chateaubriand foi, provavelmente, o segundo brasileiro a voar em um avião, em 10 de junho de 1913, quando fez um voo panorâmico sobre a cidade do Recife, em Pernambuco, no Blériot do piloto francês Lucien Deneau.

• É o civil brasileiro com maior número de horas voadas na história da aviação.

• Os jornais e as revistas de Assis Chateaubriand foram os primeiros do Brasil, e talvez do mundo, a ter um jornalista especializado em aviação, o cearense Edmar Morel.

• Organizou e apoiou dezenas de raides aéreos pelo Brasil e pela América do Sul. Em um deles, 60 aviões partiriam do Rio de Janeiro para Porto Seguro, para os festejos do aniversário do descobrimento do Brasil. Só havia um problema: Porto Seguro não possuía aeroporto. Nenhum problema para Chateaubriand, que acionou o residente Getúlio Vargas e, 60 dias depois, o aeroporto da cidade estava pronto e operacional. O raide foi um sucesso.

• Em 1950, Chateaubriand foi o primeiro brasileiro e um dos primeiros civis do mundo a voar no jato inglês Comet.

• Foi garoto-propaganda da companhia aérea holandesa KLM.

• No início da década de 1940, Chateaubriand resolveu que estava na hora de o Brasil formar uma nova geração de pilotos civis, porém não havia aviões para isso. Ele convidou o Ministro da Aeronáutica, Joaquim Pedro Salgado Filho, para a empreitada.

A fórmula de Chateaubriand era simples: pedir doações de aeronaves a magnatas, industriais, banqueiros ou quem quisesse colaborar com a campanha que ele batizou de “Dê Asas à Juventude”, rebatizada em 1949 como “Campanha Nacional de Aviação”. O doador tinha direito de batizar a aeronave doada com o nome que escolhesse, podendo ser o do pai, o da mãe, o se um antepassado, o de um personagem da história, com direito a festa com pompas e circunstâncias e grandes espaços de elogios nos jornais do dia seguinte. Durante uma década, foram doadas cerca de 2.000 aeronaves e criados cerca de 300 aeroclubes.

• A campanha foi considerada pelas autoridades como uma grande realização, de indiscutível utilidade, criando uma mentalidade favorável à aviação em todo o Brasil.

• Durante a campanha, quando já haviam sido doadas 600 aeronaves, a Inglaterra não possuía mais de 500 aviões de treinamento e a Argentina chegou a protestar, alegando que o Brasil estava se preparando para dominar os céus da América do Sul.

• Em 1940, só existiam no Brasil 465 pilotos civis. Em 1946, já haviam recebido o brevê 5.753 pilotos, dos quais 5.000 aprenderam a voar nos aviões doados pela campanha incentivada por Assis Chateaubriand.

• Em 1946, segundo dados do Ministério da Aeronáutica, dos 936 aviões de recreio ou treinamento registrados no Brasil, 800 tinham sido doados pela campanha de Chateaubriand.

Entenderam agora o motivo pelo qual o matuto do agreste nordestino/paraibano fez mais pela aviação brasileira que a turma de incompetentes que está por aí?


Por:Marcelo Soares Cardoso
Fonte:turismoemfoco.com.br