sexta-feira, 8 de junho de 2012

Fim dos lixões: prefeituras correm contra o tempo…


As prefeituras maranhenses têm apenas dois meses para realizar as audiências públicas, elaborar e aprovar a lei municipal baseada na nova Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Se até agosto não tiverem com estas etapas cumpridas, ficarão impedidas de buscar recursos para financiar o Programa de Destinação Final Ambientalmente Aceitável para o lixo.

- Se as prefeituras não tiverem com esta lei pronta, não resolverão o problema do lixo, por que não terão acesso às fontes de financiamento do setor. Consequetemente, terão problema a partir de 2014 - explicou o promotor do Meio Ambiente, Fernando Barreto.

Exemplo de tratamento adequado ao lixo 
O Governo do Estado já cumpriu as etapas das audiências públicas e está na fase de elaboração da Lei de Resíduos Sólidos.

Fernando Barreto explica que as prefeituras podem se unir e elaborar um plano conjunto, os chamados consórcios.

- As prefeituras menores, por exemplo, não têm necessidade de instalar aterros sanitários. O ideal é o consórcio - frisou.

Leia também:

As “Destinações Ambientalmente Aceitáveis” não significam apenas aterros, explica Barreto. Segundo ele, os municípios podem usar também estações de transbordo, de reciclagem, usinas de compostagem, entre outros.

- Mas o Governo do Estado tem um papel fundamental, que é o incentivo às políticas para o setor. Pode estimular cooperativas de catadores de lixo e incentivar indústrias de reciclagem - apontou.

O fato é que os caminhos para o fim dos lixões estão sendo delineados.

E quem não percorrê-los, certamente ficará para trás…

Retirado do Blog de Marco D'eça

Tribo ‘mais ameaçada do mundo’ exige ação no início da temporada de exploração madeireira


A floresta dos Awá está sendo desmatada ilegalmente em um ritmo alarmante

A tribo 'mais ameaçada do mundo’ fez um apelo desesperado para o governo brasileiro para deter o desmatamento ilegal que está devastando seu território, a medida que a estação de seca na Amazônia começa.



A tribo Awá já sofre a maior taxa de desmatamento na Amazônia, e o começo da estação seca, em anos anteriores, trouxe um grande aumento de madeireiros ilegais.


A urgente mensagem dos Awá implora o Ministro da Justiça do Brasil para 'retirar os madeireiros invasores da nossa terra imediatamente'... antes que eles 'voltem para continuar a destruição.'


A campanha da Survival International para salvar a tribo Awá já gerou mais de 27.000 mensagens enviadas ao Ministro da Justiça pedindo-lhe para remover todos os invasores.



Depois do lançamento da campanha, o Ministério Público maranhense ordenou uma investigação sobre os responsáveis ​​por invadir a terra Awá, e exigiu que eles sejam levados à justiça.

No entanto, acredita-se que milhares de madeireiros ilegais estão ainda operando na área.




Desde que Colin Firth lançou a campanha da Survival, cerca de seis semanas atrás, a organização brasileira em defesa dos direitos dos povos indígenas, CIMI, mostrou o filme para membros da tribo Awá.




Um homem Awá reagiu dizendo: 'Muito bom, não-índios, Essa é uma atitude muito importante e muito bonita! Nos ajudem o mais rápido possível.  Mandem muitas mensagens [ao Ministro].'



O diretor da Survival International, Stephen Corry, disse hoje, 'Os Awá provavelmente numeram em torno de 450 pessoas, mas em pouco tempo sua causa se tornou notícia mundial. O governo do Brasil deve parar de ignorar os Awá, e colocá-los no topo de sua agenda. O início da temporada de seca é um momento crítico. A pressão não deve cessar.'



A Survival está instando que o público apoie os Awá enviando mensagens ao Ministro da Justiça do Brasil.

terça-feira, 5 de junho de 2012

CUIDADOS COM ANIMAIS

JR Martins

Está em contínua e crescente evidência o interesse pelos animais. Animais a que me refiro, no caso, não são os animais silvestres. Não são aqueles que viviam livremente nas florestas por milhares de anos, compartilhando do bioma do qual fazemos parte. Não são aqueles que há muito tempo vêm sendo perseguidos e abatidos pelo homem, maior predador da face da terra. Com esses ninguém se preocupa.

A Amazônia e o pouco que resta da Mata Atlântica são impiedosamente devastados sem que nós, brasileiros, teoricamente os maiores interessados, nos manifestemos de forma concreta em sua defesa. Com elas, vão-se também seus habitantes  naturais – os animais.

Quando os colonizadores aqui chegaram, fizeram com os aborígenes, denominados erradamente índios, o mesmo que agora fazem com nossa fauna. A perseguição aos índios continua, convém afirmar, embora já não existam tantos e a maioria tenha se integrado – entregado, melhor dizendo – à “civilização” e à vontade dos homens. Costumamos reprovar o morticínio aberto deflagrado pelos invasores, em nome da catequese e da necessidade de ocupar “racionalmente” o imenso território que alegam ter descoberto. Como se as terras da América já não fosse ocupadas por gente que nelas nasceu e cuja origem ninguém sabe precisar. Apossaram-se com toda a pompa e direitos outorgados pela Igreja e monarquias de além-mar.

Sou um modesto contribuinte de uma das mais respeitadas organizações internacionais de defesa do meio ambiente – Greenpeace. Por diversas vezes, instigo meus amigos também a ela filiarem-se, mas não tenho conhecimento de algum que tenha se interessado. Parece que a sobrevivência do planeta e, consequentemente, da humanidade, não nos atinge individualmente.

Todas essas considerações que faço se devem ao fato de que, nos dias atuais, em nosso país, a preocupação, os cuidados para com os animais, se voltam exclusivamente para aqueles que convivem conosco em nossas casas. Aqueles que passaram a ter o mesmo tratamento que têm nossos filhos. A ponto de já existirem tantas ou mais clínicas para animais domésticos do que para seus proprietários. Digo proprietário, mas não sei se o termo agrada aos que possuem seus animaizinhos de estimação. Eles provavelmente vão preferir ser chamados de pais.

Os hotéis destinados a hospedar tais criaturas espalham-se pelas cidades; salões de beleza; clínicas psiquiátricas para curar os estresses, depressões e outros males que afligem as pobres criaturas; lojas especializadas em alimentação especialmente preparadas para não prejudicar a frágil saúde dos bichinhos; lojas de roupinhas de grife, de calçados sob medida; até mesmo cemitérios luxuosos, com direito a crematórios já existem por aí. Enfim, um mundo de artigos e locais especialmente preparados para agradar mais aos pais do que aos pretensos interessados.

Há pouco tempo, quando procurava entrar em meu carro, fui abordado por um dos três pequenos cachorros de uma vizinha. Queria por que queria lamber-me a perna. Eu estava de bermudas e ele, certamente, achou que seria delicioso afagar-me com a língua. A minha reação contrária não agradou àquela senhora, que imediatamente chamou a “criança” para junto de si e olhou-me com desprezo de cima a baixo. A partir daquele dia pouco nos cruzamos, mas sempre que me vê desvia o olhar e fecha o semblante.

Costumo avaliar que se um motorista atropelar alguém com seu carro, a reação dos espectadores será bem mais complacente do que se a vítima for um cachorro. Já não gosto de chamar cachorro de cachorro, pois soa como depreciativo. O correto, pelo que me parece atualmente, é cão. Se assim forem tratados já é um passo para conquistar simpatias.

Se não estou enganado, no Brasil, a população de caninos já ultrapassa em muito a casa dos cinquenta milhões. Convenhamos que é um número bastante grande de indivíduos para alimentar e tratar. As indústrias do ramo se tivessem boca e dentes, estariam com eles arreganhados de tanta satisfação.

A quantidade de gente que mendiga pelas ruas, dorme em calçadas, come a sobra dos lixos, morre à míngua e de frio é muito grande. Em conversa, escutei muitas vezes as pessoas dizerem que não dão esmolas, não ajudam esses pobres diabos sem a mínima expectativa  de melhorar de vida. Mas, também conheço gente que já acolheu cachorros abandonados, os levou para casa e dispensou-lhes tratamento que não sabem dar aos seus semelhantes. Igualmente conheço quem já gastou, ou ainda gasta, grandes somas para tratar em clínicas caras os seus pequerruchos que sofrem de doenças que os desamparados seres humanos não conseguem tratar junto ao SUS.

Aos pequenos animais é permitido usar as áreas públicas como latrinas, pondo em risco a saúde de quantos pisarem seus dejetos. Algumas insignificantes campanhas procuram conscientizar seus donos a coletar as porcarias e depositar no lixo. Mas não conseguem êxito. Quanto aos homens... Bem, quanto aos homens, já existem leis severas que proíbem terminantemente urinarem em vias públicas, ainda que em situações extremas e escondidos atrás de árvores. Mesmo na ausência de sanitários públicos. Atentado ao pudor? Vê se pode!

A imprensa, especialmente a televisiva, tira proveito de toda essa situação, para ganhar mais alguns pontos no Ibope, e expõe pessoas que por qualquer motivo que seja (acredito que nem sempre  por instinto de maldade) espancam seus animais. A vizinhança, claro, vibra com a possibilidade de filmar a cena e transformar-se por alguns instantes em vedetes.

Agora mesmo aconteceu uma dessas situações. Uma senhora filmou uma vizinha espancando seu cão e enviou o vídeo à mídia e à polícia. Depois de muito estardalhaço, como é de hábito, a agressora foi devidamente intimada a prestar esclarecimentos e está sujeita a sofrer sérias sanções punitivas.

Um pit-bull foi recentemente morto por um segurança de uma empresa quando estava prestes a ser atacado. O fato causou profunda comoção popular depois que a mídia deu o costumeiro destaque. Certamente o homem será punido. Todo mundo sabe que esses cachorros são excessivamente agressivos e já têm matado muitas pessoas, principalmente crianças indefesas. Nessas ocasiões todos são favoráveis à eliminação da raça. No presente caso, talvez o homem devesse ter sido mais paciente e esperasse primeiramente ser atacado, antes de tomar uma providência tão radical. Se ficasse muito mutilado ou viesse a morrer, certamente todos teriam compaixão e se perguntariam por que não eliminou antes o animal.

Coisas que acontecem e não sabemos explicar.

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente: Confira algumas curiosidades sobre essa data

Você sabia...

...Que o dia 5 de junho foi escolhido como Dia do Meio Ambiente para lembrar a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, na Suécia, entre os dias 5 e 16 de junho de 1972. A data é um marco das discussões sobre o meio ambiente porque a partir deste evento foram estabelecidos princípios que norteariam a agenda ambiental e colocaria a relação homem-natureza no foco das discussões.

...Que o termo desenvolvimento sustentável foi difundido a partir do Relatório Brundtland, de 1987, também conhecido como "Nosso Futuro Comum".

...Que o Brasil é exemplo na reciclagem de Lata de alumínio. O Brasil recicla cerca de 98% de latinhas de alumínio. De acordo com a Associação Brasileira do Alumínio, em 2010, foram recicladas 239,1 mil toneladas do material, o que corresponde a 17,7 bilhões de unidades.

...Que o Brasil tem 627 espécies ameaçadas, de acordo com o Livro Vermelho, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente. Destas, 130 são invertebrados terrestres, 16 são anfíbios, 20 répteis, 160 são aves, 69 são mamíferos, 78 são invertebrados aquáticos e 154 são peixes.

...Que o bioma considerado mais ameaçado no Brasil é a Mata Atlântica. Atualmente, restam apenas 7,9% da área original da Mata Atlântica. Recentemente, a ONG SOS Mata Atlântica divulgou o Atlas dos Remasnecentes Florestais da Mata Atlântica, que apontou um desmate de 133 km² entre 2010 e 2011. Minas e Bahia lideram o ranking do desmatamento no bioma neste período.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Espetáculo musical para reverenciar São Luís

A Companhia Barrica, em ritmo de pré-temporada junina, prepara auto junino em homenagem a cidade.
A Companhia Barrica prepara pré-temporada junina para o período de 8 a 13 deste mês, na Casa Barrica (Madre de Deus), sempre às 20h. Músicos, cantores e bailarinos, entre eles o novo elenco incluído ao corpo de baile após a seleção nas oficinas do Ponto de Luz (do projeto Ponto de Cultura do Governo Federal), apresentarão auto O Boizinho Barrica e a Estrela Bailarina nas Festanças da Ilha Encantada.

O espetáculo de dança e música, contemplado no Edital Universal de Apoio à Cultura Maranhense da Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Maranhão, será também para lançamento das novas canções compostas especialmente para a temporada junina deste ano e em homenagem ao aniversário de 400 anos de São Luís. No total, foram escritas 18 canções, as quais traduzem as encantarias da Ilha de São Luís, que ao longo de sua história de quatro décadas foi rebatizada com vários codinomes, entre eles Ilha de Trindade, França Equinocial, Cidade dos Azulejos, Lisboeta Europeia, Atenas Brasileira, Ilha do Amor e Jamaica Brasileira.

“Nesse espetáculo, nós cantamos e dançamos o encanto da estrela bailarina pelas festas da nossa cidade, conforme a história fictícia que criamos para inspirar as composições e fazemos referência à cidade dos 400 anos. Isto significa dizer que a proposta do espetáculo foi ampliada por causa das celebrações em torno do aniversário”, afirma José Pereira Godão, diretor artístico da Companhia Barrica.

Cancioneiro - Dentro da proposta do espetáculo intitulado O Boizinho Barrica e a Estrela Bailarina nas Festanças da Ilha Encantada, foram incluídas músicas do cancioneiro maranhense: Upaon Açu (Humberto de Maracanã), O Bandeireiro do Divino (Ubiratan Sousa), Louvação a São Luís (Bandeira Tribuzi), Todos cantam a sua terra (João do Vale), além de composições próprias da Companhia Barrica que homenageiam a cidade, compostas por Luís Bulcão e José Pereira Godão. Do repertório, Godão destaca três canções: Quadrilha Viva São Luís, Seja Feliz São Luís, Rei Sol e Colar de Areia.

“Na verdade, a nossa homenagem para São Luís será uma prazerosa viagem pela poesia desta cidade patrimônio histórico, suas lendas, encantos e tradições culturais. Isto reflete a nossa paixão por esta terra, tal qual o apreço da estrela bailarina que viaja nas noites de céu iluminado se derramando em sedução pela Ilha do Amor, sempre curiosa pelas coisas da cidade. Esta é a base da inspiração do Boizinho Barrica, que quer mostrar ao mundo a beleza de São Luís do Maranhão”, explica José Pereira Godão, referindo-se ao trabalho da Companhia Barrica, que já se apresentou em outras cidades brasileiras e em diversos países do mundo, como Canadá, Estados Unidos, França, Coréia e Japão.

O espetáculo O Boizinho Barrica e a Estrela Bailarina nas Festanças da Ilha Encantada deverá ser assistido por mais de cinco mil pessoas durante os seis dias em que permanecerá em cartaz. A Casa Barrica tem capacidade para 800 pessoas sentadas. O público se distribuirá nas arquibancadas, no espaço da varanda e ao redor das mesas dispostas na arena principal.

Segundo José Pereira Godão, a casa está sendo transformada em um arraial junino. Ele destaca que a proposta se trata de um espetáculo a céu aberto (a Casa Barrica ainda não recebeu a cobertura da arena), no estilo teatro de arena. Durante a apresentação, o público terá opção do serviço de bares. Os artistas que compõem o musical estarão usando novo figurino e nos vocais estarão os cantores Inácio Pinheiro e Roberto Brandão.

O auto O Boizinho Barrica e a Estrela Bailarina nas Festanças da Ilha Encantada agrega 130 bailarinos, entre homens e mulheres; 40 ritmistas, elenco de harmonia e metais e 10 músicos, além da dupla nos vocais. No dia 9, o elenco adulto dará lugar ao corpo de baile mirim e se apresentará o grupo Barriquinha, conforme informou a produção.

Serviço

• O quê

Espetáculo O Boizinho Barrica e a Estrela Bailarina nas Festanças da Ilha Encantada, da Companhia Barrica (pré-temporada junina)

• Quando

Do dia 8 ao dia 13 deste mês

• Onde

Casa Barrica (Madre Deus)

• Ingressos:

R$ 10,00 (à venda na bilheteria)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Acaba a greve dos rodoviários

A greve de motoristas, cobradores e fiscais de ônibus de São Luís chegou ao fim e a partir de hoje 100% da frota de ônibus da capital deve estar circulando novamente na cidade. Depois de 17 dias de paralisação - com 100% e 50% da frota de ônibus parada nas garagens -, os rodoviários aceitaram a proposta feita pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na noite de quarta-feira, dia 30, e concordaram com o reajuste de 7% no valor do tíquete-alimentação e aumento salarial de 7% determinado no dia 17 de maio pela presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão (TRT), desembargadora Ilka Esdra Silva Araújo. As reivindicações relacionadas aos planos de saúde e odontológico serão negociadas nos próximos meses, quando patrões e empregados voltarão a conversar.

A decisão de encerrar o movimento foi tomada na tarde de ontem em assembleia geral da categoria na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão (STTREMA), no Centro. Rodoviários reivindicavam reajuste salarial de 16%, aumento do tíquete-alimentação para R$ 450,00, inclusão de mais um dependente nos planos de saúde e odontológico, além de outras cláusulas sociais que foram respondidas ao longo das negociações.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Dorival Sousa, avaliou a greve como positiva, pois, segundo ele, a paralisação mostrou que a categoria é forte e unida para lutar por seus direitos. "Se não fosse a mobilização da categoria, nós não conseguiríamos manter nossos empregos e os nossos benefícios. Valeu a pena, nós mostramos para a sociedade que estamos unidos e que a categoria é organizada", afirmou.

Reajuste - Dorival Sousa garantiu que nenhum dos trabalhadores que participou do movimento grevista será demitido ou sofrerá algum outro tipo de sanção. Ele disse que o valor referente a desconto de 10 dias computados como faltas dos rodoviários será ressarcido nos salários de junho e julho. Com o reajuste de 7%, o salário de motoristas passa de R$ 1.100,00 para R$ 1.177,00; o dos fiscais de R$ 650,00 para R$ 695,5,00; e o dos cobradores de R$ 622,00 para R$ 665,54,00. O tíquete-alimentação passa de R$ 341,00 para R$ 365,00.

Apesar de a greve dos rodoviários ter chegado ao fim, o presidente do STTREMA explicou que as propostas oferecidas pelo sindicato patronal e pelo TRT não foram satisfatórias, pois ficaram muito aquém dos verdadeiros anseios da categoria. "Nem eu, nem a categoria estamos 100% satisfeitos. Mas no momento essa foi a melhor solução para que no futuro possamos aumentar nossos ganhos", pontuou Dorival Sousa.

Ainda segundo o líder dos rodoviários, a questões relacionadas ao plano de saúde e odontológico dos rodoviários serão discutidas em no mínimo 120 dias, período em que a Prefeitura de São Luís se comprometeu em instalar o sistema biométrico de reconhecimento facial nos ônibus para reduzir as fraudes nas gratuidades. "As negociações continuam. Foi feito um compromisso de que, quando a Prefeitura instalar a biometria nos ônibus, nós voltaremos a sentar com o empresário para que sejam revistas essas questões", afirmou.

No fim da tarde, o presidente do Sindicato dos Rodoviários foi à Procuradoria Regional do Trabalho, no Renascença, homologar o acordo estabelecido na assembleia da categoria.

Indignação - O fim da greve dos rodoviários não foi levado a votação na assembleia geral. Dorival Sousa apenas levou ao conhecimento dos trabalhadores o que foi acordado com os empresários e informou que, com isso, o movimento estava suspenso. Situação que agradou a uma parte dos presentes e desagradou a outros.

A cobradora e uma das diretoras do sindicato Joselourdes Pinheiro Serra, assim como vários outros sindicalistas, questionaram o fato de as propostas não terem sido votadas pela categoria na assembleia. "Os trabalhadores não foram ouvidos na assembleia. Nada foi colocado em votação. No fim de tudo, são os trabalhadores que acabam perdendo com tudo isso. Os motoristas e cobradores são assaltados todos os dias e ninguém se manifesta com relação a isso", reclamou indignada a sindicalista.

Números

17 dias de greve, com 50% e 100% da frota parada nas garagens.

R$ 740 mil é o valor acumulado da multa do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros.

R$ 590 mil é o valor acumulado da multa do Sindicato dos Rodoviários


Jornal O Estado do MA

Estacionamento não é respeitado no Centro

O sistema de estacionamento rotativo funciona desde 2004 no centro de São Luís, mas o que seria a solução para a desordem na área central da cidade, segundo flanelinhas credenciados para trabalhar no sistema e motoristas, se tornou uma grande bagunça. Os usuários afirmam não se sentir seguros ao utilizar o serviço e, por saber que a fiscalização não é eficiente, se recusam a pagar pela vaga. Os guardadores credenciados denunciam pessoas, cujos carros ficam estacionados durante horas, e que ao retirá-los da vaga querem pagar apenas R$1,00, referente apenas à uma hora de ocupação.

O sistema de estacionamento rotativo com uso de parquímetros passou a ser utilizado no centro de São Luís em 2004, determinado pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). Inicialmente, funcionava somente nas ruas da Paz e do Sol com 176 vagas. Hoje, quase oito anos após sua implantação, muitos são os problemas. Um deles é a falta de segurança no serviço prestado pela empresa Rotativo Estacionamento, que contratada pelo Município para administrar o serviço.

"Eu não pago mesmo. Quem me garante que esses caras repassam o dinheiro para a empresa? Além do mais, não vou pagar para estacionar na rua. Não tenho nenhuma garantia de que não vai acontecer nada com meu carro", disse o administrador de empresas André Santos Duarte, de 57 anos.

Outros motoristas desconhecem a empresa que monitora o estacionamento no Centro, como é o caso do designer gráfico Alessandro Costa. "Eu não venho muito ao Centro, mas das vezes que vim os flanelinhas nunca me falaram que estavam trabalhando para uma empresa", enfatizou.

Prejuízos - Os flanelinhas que foram credenciados para receber o pagamento pelo uso das vagas de estacionamento rotativo afirmam ter prejuízos, já que alguns motoristas se recusam a pagar R$1,00 por hora. "É difícil a situação. As pessoas que trabalham aqui perto e estacionam todos os dias pagam direitinho às vezes me dão até um extra. O problema são as pessoas que vêm ao Centro e não querem pagar pelo fato de estarem na rua. Eu não posso obrigá-las a pagar e sobra para mim", disse o flanelinha Nonato Costa, que trabalha em frente à Praça Benedito Leite.

Em alguns pontos, os parquímetros não estão funcionando ou foram retirados para manutenção há quase quatro meses e nunca recolocados pela empresa que administra o sistema, o que desacredita mais ainda o serviço. "Por enquanto, a máquina não está funcionando, mas como a maioria das pessoas que estacionam aqui já é conhecida, elas pagam. Às vezes, elas pedem para pagar um pouco a menos e eu deixo, já que não tem máquina mesmo", ressaltou Alberth Auresth da Silva, que trabalha na Rua do Sol.

O gerente administrativo da empresa Rotativo Estacionamento, Casemiro Costa Azevedo, informou que há 1.014 vagas em todo o Centro, mas apenas 350 estão funcionando de forma regular e o não funcionamento de forma adequada do sistema é por causa da falta de fiscalização da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT).

A Prefeitura de São Luís foi contatada, mas não respondeu até o fechamento desta edição.

Jornal O Estado do MA