quarta-feira, 16 de maio de 2012

Só pra não esquecer…

Por Marco D'Eça

Na próxima quarta-feira, o assassinato do jornalista Décio Sá completa o primeiro mês.

Neste período, foram inúmeros os pedidos e pressões, de toda sorte, para que este blog fosse mais complacente e desse mais crédito ao trabalho da polícia.

Neste período, o titular deste blog conversou com os delegados Jefrey, Maimone Barros e com o próprio secretário Aluísio Mendes, em depoimentos informais sobre o caso.

Ouviu deles garantias de que o crime será elucidado – “apesar da complexa rede de possibilidades” – e que as coisas estavam caminhando dentro das linhas de investigação.

Há dois suspeitos presos, cuja validade da prisão temporária expira-se um dia depois de o assassinato completar 30 dias.

Há uma linha de investigação já definida e encaminhamentos para consolidar provas e indícios de participação de suspeitos da trama.

E nada mais!

O blog decidiu respeitar o sigilo das investigações, mas com prazo determinado para voltar a cobrar.

E não vai deixar que a morte de Décio Sá seja esquecida nas gavetas do Sistema de Segurança.

Doa em que doer…

Fonte: http://www.marcoaureliodeca.com.br/

terça-feira, 15 de maio de 2012

Greenpeace realiza protesto em São Luís

Representantes da Organização Não-Governamental do Greenpeace realizaram um protesto, nesta segunda-feira, em São Luís, contra o desmatamento, invasão de terras indígenas e trabalho escravo. Eles subiram a bordo do navio cargueiro bahamense Clipper Hope, que realiza manobras na baía de São Marcos, para receber um carregamento de 30 mil toneladas de ferro gusa.

Para chegar até o cargueiro, os membros da organização utilizaram o navio Rainbow Warrior, ancorado desde o último domingo na Baía de São Marcos.

Os ativistas escalaram e bloquearam a âncora de um navio que estava prestes para receber o carregamento que seria levado para os Estados Unidos. Eles carregavam uma bandeira onde estava escrito “Dilma, desliga a motosserra”, em clara alusão à campanha para que a presidenta Dilma Rousseff vete as alterações no Código Florestal, recentemente aprovadas no Congresso Nacional e contra a cadeia de produção do ferro.

Segundo o site oficial da Ong, protesto no mar em frente à capital maranhense levanta questões embaraçosas sobre o comprometimento da presidente Dilma Rousseff e seu governo quanto à proteção ambiental às vésperas da Rio+20, a cúpula da ONU sobre clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável que começa oficialmente no dia 20 de junho, no Rio de Janeiro.

O Greenpeace também informa em seu site que siderúrgicas como Viena – dona da carga do navio – e Sidepar negociam com carvoarias repletas de irregularidades no Maranhão e no Pará. A lista inclui a extração ilegal de madeira e o uso de trabalho análogo ao escravo, de acordo com relatório “Carvoaria Amazônia”, divulgado hoje pelo próprio Greenpeace.

Ainda segundo o documento da organização, apesar de a investigação ser um pequeno recorte da cadeia de produção, tanto Viena quanto a Sidepar exportam quase 80% do ferro gusa que produzem na Amazônia para os EUA, onde vira aço usado por montadoras de veículos americanas.

Procurado pelo G1, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Jair dos Santos Oliveira, disse já ter encaminhado uma equipe de técnicos para avaliar a situação e que até o final do dia emitiria uma nota oficial sobre o caso. “Somente então poderemos nos pronunciar oficialmente”, explicou.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Autorizado o início das obras na Fonte do Ribeirão

As obras na Fonte do Ribeirão estão orçadas no valor de R$ 164.374,80.
Foram assinadas, na tarde desta quinta-feira (10), pelo prefeito de São Luís, João Castelo, ordens de serviços que autorizam o início das obras na Fonte do Ribeirão, no valor de R$ 164.374,80, e em mais 48 ruas do Centro Histórico da capital maranhense com orçamento de cerca de R$ 1,5 milhão. As obras têm o objetivo de melhorar a infraestrutura histórica do local, assim como garantir a segurança de pedestres e a acessibilidade de pessoas com deficiência.

A revitalização da Fonte do Ribeirão consistirá na restauração da pintura, pedras, calçamento, fonte e iluminação artística do local, dando ênfase ao turismo noturno. A empresa responsável pela obra é a Atalaia Engenharia Ltda. Já a recuperação das ruas do Centro História será executada pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) em parceria com a empresa Lemos e Carvalho Ltda.

A obra da Fonte do Ribeirão é resultado de convênio firmado com o Governo Federal, via Ministério do Turismo, pelo programa “Apoio a Projetos de Infraestrutura Turística”, a partir de Emenda Constitucional do deputado federal Pinto Itamaraty (PSDB-MA) e será executada pela Secretaria Municipal de Turismo (Setur) e pela Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph).

Fonte histórica

Construída em 1796, pelo governador Dom Fernando Antônio de Noronha, a Fonte do Ribeirão está situada entre as ruas dos Afogados e das Barrocas. Desde 1950, é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Além da fonte, a Prefeitura ainda realizará melhorias em mais 48 ruas do Centro Histórico, entre elas as ruas Grande, da Paz, do Sol, 7 de setembro entre outras, além das Praças João Lisboa, Nauro Machado e outras. Nas vias, serão realizadas obras de demolição e reconstrução de meio-fio, sarjetas, bocas de lobo, limpeza e desobstrução de galerias, reordenamento de pedras no calçamento e ruas. A responsável pelas obras será a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp).

Aliam-se a estas ações serviços de urbanismo que já acontecem no Centro Histórico, considerado o cartão postal de São Luís, como melhoria de iluminação com troca de lampiões quebrados e instalação de novos, iluminação artística nas já restauradas Feira da Praia Grande e Pedra da Memória.

Ainda são realizadas lavagens de alta pressão em ruas e logradouros e a coleta de lixo foi intensificada com a criação de uma equipe especial para a área do Centro Histórico.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Aberta, com sucesso, a BNTM 2012

Governadora destaca relevância da BNTM no Maranhão, ao lado do ministro Gastão Vieira. 
Foi aberta na noite de ontem (09), em São Luís, com sucesso, a 21ª BNTN (Brazil National Tourism Mart).  A governadora Roseana Sarney e o ministro do Turismo, Gastão Vieira, abriram oficialmente a feira, no Centro de Produção e Comercialização Artesanal do Maranhão (Ceprama). O evento reúne, até domingo (13), em São Luís, mais de 450 buyers (operadores), supliers (fornecedores) e jornalistas especializados no setor. Essa é a segunda vez que a Ilha sedia a feira - a primeira foi há 12 anos.

Em seu discurso, a governadora Roseana Sarney referiu-se a busca cada vez maior da excelência no turismo, dando seqüência em sua segunda gestão de governo ao primeiro Plano Maior (1998), de incentivo ao segmento, e que pretende até 2020 elevar o turismo maranhense, dentro dos R$ 100 bilhões de investimentos que o Estado  tem previstos em industrias de mineração, energia, produção de gaz e outros aspectos econômicos.“Sentimo-nos gratificados em receber número tão expressivo de operadores nesta data tão importante para São Luís. Esperamos que possamos fazer bons negócios para o Nordeste, porque o turismo gera renda e emprego”, afirmou Roseana Sarney.

A governadora também destacou a comemoração dos 400 anos de São Luís, no aniversário que a cidade-capital completará dia 8 de setembro e que é Patrimônio Cultural da Humanidade.

Ela ressaltou que o Maranhão é um estado especial com grande vocação turística, citando atrativos como os Lençóis Maranhenses, a diversidade cultural e a rica gastronomia.

Após a abertura, a governadora Roseana fez uma visita aos estandes da Feira de negócios e aprovou o resultado do trabalho. “Os estados vieram para mostrar suas belezas e isso já se traduz nos estandes, que são um grande convite para viagens. Está tudo muito bonito”, destacou.

Gastão destacou ações do ministério no estado
Gastão Vieira ressaltou investimentos que estão sendo feitos no Maranhão.
Durante a solenidade, o ministro do Turismo, Gastão Vieira, anunciou investimentos para São Luís. Ele disse que o pacote de ações também servirá para alavancar o turismo no estado. “Graças ao esforço da bancada maranhense e por determinação da presidente Dilma Rousseff, o Ministério do Turismo vai liberar uma emenda no valor de R$ 34 milhões para que o Governo do Estado amplie a Avenida dos Holandeses até o Araçagi”, informou.

Ele enumerou outras ações desenvolvidas pelo Ministério do Turismo na capital. "Temos vários investimentos no Maranhão. Estamos com projetos na UFMA (Universidade Federal do Maranhão) no Palacete Gentil Braga, devemos finalizar os projetos de requalificação da Rua Grande e da Praça João Lisboa, entre várias outras ações", resumiu.

O ministro disse que acompanhará todas as ações do Governo do Estado e ressaltou que priorizará a valorização de todos os polos turísticos da Região Nordeste. "A Região Nordeste tem potencial e é o principal destino de turistas vindos da China, por exemplo. O turista procura na região atrativos que não existem em outras partes do mundo. Somos um povo privilegiado", finalizou Gastão Vieira.

Negócios
Governadora Roseana, secretário Jura Filho e comitiva visitam os estandes da feira de negócios.
De acordo com a presidente da Comissão de Turismo Integrada (CTI Nordeste), Danielle Novis, a expectativa de negócios é muito boa neste evento, que trouxe público especializado no setor. “Indiscutivelmente, o Nordeste é a Região mais turística do Brasil, onde temos as mais belas praias, muita história, cultura. E com o grande diferencial que é a hospitalidade do povo nordestino. A CTI Nordeste tem o prazer de receber todos e esperamos que todos façam bons negócios e que tragam mais turistas”, assinalou.

O secretário de Turismo do Maranhão, Jura Filho, destacou a satisfação dos maranhenses em receber representantes de 35 países de várias operadoras, principalmente num momento em que a governadora Roseana intensifica a política para conquistar o espaço do estado no mercado do turismo.“O Maranhão está sendo olhado com mais carinho pelos visitantes. A BNTM é mais um grande acontecimento que marca as comemorações pelo aniversário de São Luís”, afirmou ele, destacando que o Governo do Estado investiu R$ 2 milhões, por ser o estado anfitrião.

A BNTM tem apoio e patrocínio do Ministério do Turismo/Embratur, Governo do Maranhão, além da Infraero, Sebrae e das companhias aéreas TAP e TAM. Durante o evento, além de São Luís, todos os participantes devem conhecer até o dia 13, equipamentos e atrativos turísticos do município de São José de Ribamar e dos Lençóis Maranhenses.

Desde 1992, a BNTM promove o encontro e o intercâmbio entre empresários e operadores do trade turístico com o objetivo de vender os produtos turísticos do Nordeste e demais regiões do Brasil nos mercados nacional e internacional.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

ABANDONO AFETIVO. JUSTIÇA MANDA PAI PAGAR INDENIZAÇÃO A FILHA. É JUSTO OBRIGAR UM PAI A AMAR?

Talvez por falta de trabalho, o Judiciário mete-se na vida privada dos cidadãos. Querem construir o paraíso aqui na Terra? Mais fácil será criar outro inferno...

ALGUMAS PROVOCAÇÕES:

1. Seu irmão mais velho gostava mais dos amigos dele do que de você?

2. Sua avó sempre deu mais atenção ao seu primo chato?

3. Sua mãe dava uma mesada maior para o seu irmão caçula?

4. Você não gostou daquele abraço -que pareceu falso- de sua tia Josefa?

5. Seu pai jogava futebol de várzea e não levava você junto para ser o gandula?

Não faz mal, para tudo há um santo remédio: Money! Dinheiro! O vil metal.

Basta que você consiga um bom advogado e entre com uma ação por danos morais no fórum mais perto de sua casa.

1. Alegue falta de solidariedade fraterna

2. Síndrome da avó com exacerbação de chatice

3. Carência de balas e pirulitos

4. Falsidade parental

5. Síndrome de deficiência da pelota

Assim como todos vocês, imagino, li com curiosidade, interesse e surpresa, a notícia do caso da moça de Sorocaba que processou o pai por “abandono afetivo” e obteve uma decisão favorável do STJ mandando o pai malvado a pagar uma compensação, digo, indenização, no valor de R$415 mil reais, depois rebaixada para apenas R$200 mil reais. O pai, segundo li hoje (7/5), vai recorrer, para anular a sentença.

Cada caso é um caso, por certo, mas as leis são gerais. Se o pai de alguém fosse um carrinheiro, catador de lixo, o filho deveria pediria quanto de indenização? Uma lata de cerveja de alumínio amassada? Se fosse dono de uma quitanda o tribunal sapecaria: um cacho de banana nanica, até o fim da vida, uma vez por mês?

Não estou descrendo da dor e da amargura alheias, mas creio que o Judiciário está começando a derrapar em sua função, querendo consertar o mundo. E as pessoas adultas estão começando a agir como se fossem crianças mimadas e birrentas,

Sempre li –por sorte meus pais sempre adquiriram muitos livros- e aprendi que a vida é feita de altos e baixos, alegrias e tristezas. Nem sempre quem amamos nos ama de igual modo. Nem sempre podemos ter tudo que queremos. Nem sempre nosso trabalho é o melhor do mundo. Nem sempre podemos ter a atenção merecida (ou que imaginamos merecer).  

DIREITO DE SER FELIZ

Nos últimos anos se acentua um modo estranho de encarar a realidade, a crueza da vida, uma tal filosofia do “tenho direito a ser feliz”. Sempre aprendi que para cada direito há um dever nosso correspondente. Como alguém pode decretar que alguém tem que ser feliz?

Há uma filosofia vagabunda –do tipo de auto ajuda- que nos vende que temos o direito de sermos felizes! Quem nos garantirá isso? A Constituição? O Superior Tribunal Federal?

Meu vizinhos que moravam em uma rua calçada era mais felizes que eu que morava em uma rua de terra e areia? Meus amigos que ganhavam brinquedos mais caros eram mais felizes que eu que ganhava carrinhos de plástico injetado vendidos nas Americanas, nos distantes anos 60?

Amigos que andavam descalços eram mais infelizes que eu que tinha um ou dois pares de sapatos? Sempre os vi brincando na rua, subindo em árvores, jogando bola, dando topadas no dedão, mas não creio que um dia pudessem imaginar em processar alguém por carência de sapatos.

Não, não estou advogando o estado de pobreza, nem o conformismo. Apenas registro que não há nada que possa ser decretado, de fora para dentro, como a imposição de alguém ser feliz na marra, por obrigação.

Do mesmo modo acho absurdo um tribunal aceitar julgar um caso assim. Geralmente os pais (os homens) é que são penalizados nas separações (sem entrar no mérito de casa caso, por impossível). Os filhos, com raras exceções, ficam com a mãe.

Um sujeito tem um filho antes de casar. Isso não é crime e nem pode lhe ser atribuída culpa. Isso acontece! Depois se afasta da mulher e da criança, segue com a vida e constrói uma família. Com relação à primeira criança, paga a pensão ordenada pelo Justiça, até os 21 anos. Ela foi reconhecida como filha e é herdeira de seus bens, como os demais irmãos do outro casamento.

O que mais ele deveria fazer? Telefonar vez ou outra? Dar um passeio no zôo? Sabemos que isso não funciona sempre assim.

Se ele, o pai, morasse no Acre, e a mãe e a criança no rio Grande do Sul? E se a mãe, como muitas vezes acontece, envenenasse a criança contra o pai? Seria fácil ver e dar afeto ao filho? Creio que não. Também sabemos disso.

Há milhões de histórias tristes assim. Por conta de vida profissional de meu pai sempre moramos em municípios distantes, de fronteira, muito longe da família, dos avós e tios e primos.

Às vezes pegávamos um trem para, após longa viagem, passar uns dias na casa dos avós. Que felicidade! E quanta felicidade me foi roubada por meu pai que não podia viajar mais vezes por ano! Por que não o processei por isso?!?  ... Não seria um absurdo? Assim é a vida.

Há hoje uma idéia sobre “direito à felicidade”, realmente absurda, que faz crescerem pessoas fracas e incapazes de encarar as dificuldades da vida. Basta observar como o Estado está estendendo a adolescência até os 30 anos! 30 anos! E como transforma os jovens em idiotas sem iniciativa pela super-proteção. Basta analisar o comportamento de crianças birrentas dos jovens indignados espanhóis que vemos no noticiário. Indignados com a crise que os forçará a um padrão de vida mais modesto. A crise é  triste, mas faz parte da vida.

Nos anos da quebra da bolsa, em 1929, centenas se suicidaram, milhões de famílias sofreram, mas a saída foi trabalhar. Ninguém fez marchinhas de indignação, não havia Papai Estado para dar bolsinhas de presente, esmola oficial.  Basta ver fotos daquele tempo, das famílias caipiras americanas, brancas ou negras, igualadas na miséria. Mesmo naquela pobreza absoluta nunca houve momentos de felicidade?

É preciso fazer os jovens aprenderem que tudo tem um determinado valor, que as durezas da vida nos temperam a vontade, nos tornam mais fortes. Acredito, sim, que uma pessoa possa ter mágoas do pai, da mãe, de irmãos. Isso é humano.

O que não parece compreensível é acreditar (mera ilusão!) que uma indenização pecuniária vá compensar a espera de um afago na cabeça, um  sorriso, ou um abraço apertado.

A moça poderá ficar com a conta bancária um pouco mais cheia, mais confortável, mas continuará com o seu próprio coração vazio. E nunca terá, talvez, aquele pai que disse procurar. Só espero que ela seja, realmente, uma boa mãe para seus filhos.

PS: Uma perguntinha que havia escapado: Filhos ingratos também podem ser processados?

Fonte: http://laudaamassada.blogspot.com.br

A maldição dos 400 anos…

Com seres bizarros, carnaval dos 400 anos não agradou
Faltando quatro meses para o aniversário de 400 anos de São Luís, parece que a festa recebeu uma maldição.

Nada que se relacione ao quarto centenário da capital maranhense consegue funcionar direito ou trazer destaque para São Luís.

Exemplo 1: o carnaval da Escola de Samba Beija-Flor, patrocinado pelo governo, foi um fracasso de crítica no Maranhão, um fracasso de público no Rio de Janeiro e um fracasso de execução na Marquês de Sapucaí.

O fracasso foi tão grande, que o tema recebeu críticas até dos próprios agraciados, como o sambista Neguinho da Beija-Flor, que resolveu falar só após receber os milhões do povo maranhense.

O MOA foi outra decepção dos 400 anos...

Exemplo 2: O Metal Open Air, patrocinado pela Prefeitura de São Luís, prometia ser “o maior festival de música da América Latina”. Foi o maior fracasso cultural já registrado em São Luís.

Desorganizado e sem estrutura, o MOA não cumpriu o que prometeu e levou São Luís, mais uma vez, às páginas negativas da imprensa nacional.

Outros eventos estão programados para a capital quatrocentona, como a SBPC e uma das mais importantes feiras de Turismo do mundo.

Com o aeroporto do jeito que está e a infraestrutura do jeito que está, são fracassos anunciados.

Via Expressa: o mapa será terá só metade inaugurada até setembro

Obras intermináveis
A questão da infra-estrutura, aliás, é um capitulo à parte.

Nenhuma das obras prometidas pelo governo ou pela prefeitura sairão do papel antes de setembro.

A prefeitura tenta concluir a recuperação da avenida Mário Andreazza, no Turu, mas parece fazer um arremedo de recuperação.

O governo luta para entregar um terço do que prometeu da Via Expressa. A princípio, a etapa a ser entregue iria até o Ipase. Agora, o governo admite entregar, no máximo, uma parte até o Cohafuma.

Buraqueira continua em São Luís

Sem falar no jogo de abertura do Estádio Castelão, entre Brasil e França.

O governo chegou a anunciar o espetáculo para o dia 8 de setembro – exatamente daqui a quatro meses -, mas depois se calou.

A CBF já tem datas para amistosos da seleção definidos até outubro, mas não inclui a de São Luís.

E hoje, nem  o Castelão tem garantias de que ficará pronto antes do aniversário.

Como se vê, se depender das administrações públicas, os 400 anos de São Luís será algo para esquecer.

Pelos próximos 400…

Blog Marco D'Eça

Bloco Tradicional é candidato a Patrimônio Cultural Imaterial

A manifestação popular Bloco Tradicional pode receber o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Na noite de ontem, o prefeito de São Luís, João Castelo, entregou o relatório final do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) à superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão, Kátia Bogéa, que representou o Ministério da Cultura, consolidando assim a candidatura da manifestação ao título. O Iphan agora analisará o conteúdo do documento, composto por três volumes, e levará em seguida ao Conselho Federal da Câmara Técnica do Iphan, que concederá ou não o título. O processo pode durar anos.

A solenidade de entrega do relatório aconteceu no Auditório Reis Perdigão, no Palácio La Ra-vardière, e contou com a presença de representantes da Câmara de Vereadores de São Luís, integrantes de blocos tradicionais, músicos maranhenses e do presidente da Fundação Municipal da Cultura, Euclides Moreira Neto.

De acordo com o prefeito João Castelo, a possibilidade de elevar a manifestação cultural ao patamar de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil é motivo de orgulho ao ludoviscense. “São Luís é o berço da cultura e não há qualquer outro lugar com manifestações tão autênticas e fortes como a nossa cidade. Nosso dever é trabalhar para a manutenção, promoção, valorização e brilhantismo dessas manifestações”, disse.

A superintendente do Iphan, Kátia Bogéa, também torce para que haja o reconhecimento do Bloco Tradicional como patrimônio. “Mais que um título, o patrimônio exige responsabilidade. Nós já conseguimos estabelecer o registro do Complexo Cultural do bumba meu boi do Maranhão e do Tambor de Crioula e espero que consigamos para os blocos tradicionais”, disse. Ela lembrou que ontem foi comemorado o Dia Municipal do Bloco Tradicional.

A manifestação Bloco Tradicional é uma exclusividade de São Luís. O pedido de registro do Bloco Tradicional, como Patrimônio no Livro das Formas e Expressões, foi entregue ao Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) pela Func em 2009, quando foi iniciado o inventário. Desde então, uma intensa atividade girou em torno dos 43 blocos atuantes na cidade para ressaltar a importância de salvaguardar essa singular manifestação.

Uma equipe de pesquisadores foi treinada por técnicos do Iphan para o desenvolvimento da metodologia própria do instituto. A coordenação do Inventário ficou a cargo das pesquisadoras e assessoras técnicas da Func, Michol Carvalho e Lenir Oliveira. Concluído, o relatório apresenta um panorama da manifestação cultural popular sob o foco das formas de expressão, lugar, ofícios e modos de fazer e celebração. A pesquisa é bibliográfica e documental.

Blocos Tradicionais – Os blocos são originários da década de 1950. Devido a sua cadência rítmica e seu principal instrumento de acompanhamento musical, os contratempos, são também chamados de blocos de ritmo e blocos de tambor grande.

s tocadores trazem os tambores presos ao corpo por uma correia larga, que vai de um lado a outro, usam as mãos espalmadas para tocarem esses tambores, com força e rapidez, ao mesmo tempo em que fazem uma coreografia saltitante.

Sua musicalidade, além da marca peculiar dos tambores grandes, conta com a percussão de retintas, cabaças, reco-recos, agogôs, afoxés, maracás e rocas. Essa diversidade instrumental favorece a possibilidade de tocar vários ritmos musicais, dançados por seus tocadores e brincantes.