terça-feira, 30 de abril de 2013

Adepto do turismo 'extremo', inglês leva viajantes a Chernobyl e ao Irã



do G1.co

Na agência de turismo britânica Lupine Travel, não adianta o cliente chegar pedindo um pacote para Cancún, Nova York ou Paris. Os destinos com os quais a empresa trabalha são, para dizer o mínimo, menos convencionais.

Há cinco opções para o viajante: fazer um tour pela cidade-fantasma Chernobyl, palco do grande acidente nuclear em 1986; visitar o islâmico Irã; conhecer uma das nações mais fechadas do mundo, a comunista Coreia do Norte; passear pelo Turcomenistão, um dos países mais inexplorados do planeta; ou ir de trem de Moscou a Pequim, percorrendo os 10 mil quilômetros da maior ferrovia contínua do mundo, a Trans-Mongoliana.

Em breve um novo destino deve se unir à lista: o Iraque. “Em julho vou para o norte do país fazer uma pesquisa. Se os lugares que eu visitar forem seguros o suficiente, quero começar a organizar tours por lá em 2014”, contou ao G1 o dono da agência, Dylan Harris, de 34 anos, acrescentando que a Faixa de Gaza e a Somalilândia (estado que se declarou independente da Somália) também estão nos seus planos para o futuro.


‘Pesadelo logístico’
A ideia de criar uma agência que trabalhasse com destinos como esses surgiu da própria experiência de Dylan como viajante.

Aos 20 e poucos anos, ele percorreu o Leste Europeu de trem e percebeu que, quanto menos turístico o lugar, mais ele gostava. 

“Fiquei fascinado principalmente pelos lugares menos desenvolvidos, que não mudaram muito desde a queda da ‘cortina de ferro’: Albânia, Bósnia, Moldávia”, conta.

Ele diz que foi conquistado principalmente pela população desses países. “Apesar dos tempos difíceis que eles experimentaram, havia um acolhimento e uma simpatia genuína nas pessoas que conheci”, diz.

Dylan resolveu ir mais longe. Atravessou a Rússia até a Sibéria e depois foi à Coreia do Norte. No caminho, percebeu duas coisas: havia mais viajantes como ele, interessados nesse tipo de lugar, e uma dificuldade grande para organizar a jornada.

“Quanto mais longe eu ia, mais difícil ficava. Atravessar a Rússia, por exemplo, foi um pesadelo logístico”, afirma.

Alguns meses depois, ele aproveitou os contatos que tinha reunido nesses países para ajudar outros viajantes a planejar passeios nesses destinos. No início, era apenas um hobby, que ele conciliava com uma empresa que tinha no ramo musical.

“Achei que fosse receber alguns poucos clientes ‘excêntricos’, mas nos anos seguintes o interesse começou a crescer bastante”, diz. Em 2007, surgiu a Lupine Travel, à qual ele se dedica inteiramente hoje, trabalhando até 16 horas por dia.


De universitários a idosos
A clientela de Dylan é mais variada do que ele esperava. Além de estudantes e mochileiros na faixa dos 20 ou 30 anos, ele diz receber regularmente grupos de idosos de 70 e 80 anos, principalmente na viagem de trem pela Trans-Mongoliana ou pela Coreia do Norte.

“Acho que a única coisa que todos têm em comum é o amor por viajar e a necessidade de explorar lugares novos e ter experiências novas”, afirma Dylan.

A maioria vem da Europa, da Oceania ou da América do Norte, mas ele diz que nos últimos meses tem notado maior procura de latino-americanos. Turistas brasileiros já o contrataram, mas apenas para o passeio de Chernobyl.

Dylan oferece tours semanalmente, dirigidos por guias locais. Mas ele também acompanha pessoalmente os turistas com frequência: ao menos duas vezes ao ano em cada um dos cinco destinos.

O agente garante que os viajantes não correm risco nas suas viagens, desde que cumpram estritamente as leis dos países que visitam.

O aviso de que não devem descumprir nenhuma regra é reforçado com os grupos que vão ao Irã. "A aparência das cidades e a forma como os jovens agem dão a impressão de que se está em um país ocidental. Quando você está lá, é fácil esquecer que se trata de um estado islâmico rígido, que tem severas punições a quem beber álcool ou cometer adultério, por exemplo", diz.

Em Chernobyl os turistas são orientados a nunca se desviar do grupo. "Ainda há alguns lugares com alto nível de radiação, mas os tours ficam longe deles e passam apenas por áreas seguras”, diz Dylan.

Ele leva a namorada em muitas das viagens. Os pais também não se preocupam mais. “Quando eu era mais novo, costumava mentir para eles sobre os lugares que visitava porque não queria que eles me impedissem de ir. Mas agora eles confiam em mim e não ficam tão preocupados como antes”, diz.

Nas suas primeiras viagens, no entanto, Dylan não se sentia tão seguro como hoje. Ele conta, por exemplo, que levou um grande susto na primeira vez que esteve no Irã, quando um policial o parou, perguntou aos gritos se ele era inglês e o levou até seu gabinete. “Eu estava aterrorizado. Tive medo de que ele me acusasse de ser espião e me colocasse na prisão”, diz.

Tremendo e suando, foi informado de que o policial apenas queria conversar sobre poesia. “Ele tinha estudado literatura inglesa na universidade e amava poesia, mas nunca tinha tido a chance de falar com um inglês sobre o tema", relata. "Tomei chá com ele conversamos a tarde toda.”

sexta-feira, 26 de abril de 2013

BNTM precisa ser reformulada


Caso a CTI-Nordeste não reformule a BNTM, com um modelo mais produtivo para expositores e participantes, o evento corre o risco de perder apoio em 2014

CTI-Nordeste tem mais de três décadas de atuação no turismo da região.  No entanto, em termos efetivos, a Bolsa de Turismo do Nordeste (BNTM) é o único evento que a entidade realiza para promover os destinos nordestinos. Mesmo assim, ao longo de mais de 20 edições da Bolsa, o evento vem (e não é de hoje) se tornando sem produtividade para os participantes, principalmente pela pouca representatividade dos “compradores”, o que redunda em ineficácia e prejuízo para os participantes.

No último editorial deste Site, antes da realização da BNTM 2013, ocorrida de 10 e 14 de abril, no Centro de Convenções de Salvador, antevemos o problema e cobramos da CTI-Nordeste mais ousadia, além de inovação na formatação da mostra. Até que a CTI-Nordeste tentou, mas escolheu o atalho errado. Ao pensar em ‘turbinar’ o evento, aceitou a ideia da Bahia em sobrepor a feira com dois outros eventos, o 2º Salão Baiano de Turismo e a Feira da Abav. Foi pior a emenda do que o soneto.

A crítica mais contundente em relação a esse ‘novo formato’ veio do principal patrocinador do evento, a TAP. Em entrevista a edição on line do “Mercado & Eventos”, o diretor da aérea portuguesa no Brasil, Mario de Carvalho, disse que o modelo da edição 2013 BNTM, com a junção dos dois eventos baianos, “não foi exitoso”. Para ele, “o fato das feiras ocorrerem simultaneamente fez com que os expositores da BNTM ficassem renegados. Quando ela acontecia sozinha era bem melhor”, disse o executivo.

A TAP investiu no evento (aliás, como vem fazendo ao longo dos anos). Para a edição de Salvador convidou 60 buyers da Europa com tarifas a 100 euros, além de oito jornalistas de Portugal sem qualquer custo para o evento. "A agenda dos buyers foi totalmente desorganizada”, detonou Carvalho.

O dirigente da TAP antevê que Pernambuco “terá problemas” para organizar a BNTM de 2014. “Vai ficar difícil para a Secretaria de Turismo do Estado reverter a imagem deixada neste ano”, disse ele.

A insatisfação com o formato da BNTM de Salvador ocorreu um dia antes da abertura da feira, quando a TAM anunciou que não apoiaria o evento, justificando a falta de interesse em investir na vinda de europeus para o Brasil. Aliás, todo mundo observa isso. Só a CTI-Nordeste que ainda não sabe que o mercado da Europa está em crise e, pelo menos nesse momento, não adianta continuar batendo nessa tecla.

Para o próximo ano, caso não ocorra mudanças significativas no formato da feira, será difícil convencer a TAP a apoiar a iniciativa. Outro agravante: provavelmente a empresa aérea portuguesa já esteja privatizada, e sem a força de convencimento da diretoria brasileira que atualmente comanda a empresa aérea.

É chegado o momento da CTI-Nordeste repensar o seu caminho. O formato da entidade está caduco e muito longe atingir o seu objetivo, que é promover o turismo regional de forma eficiente, principalmente no momento atual de crise dos mercados internacionais. Passar um ano todo programando uma feira e ainda fazer de forma errada é passar publicamente um atestado de incapacidade.

É assim como nós pensamos.

Por: Ivonildo Lavôr

Dois aeroportos nordestinos entre os dez melhores para comer no país, diz pesquisa


Os aeroportos de Salvador (7º lugar), e o Pinto Martins, de Fortaleza (10ª colocação), são os únicos terminais aéreos que estão listados entre os melhores do país para fazer refeições. O 11º colocado, considerado o pior entre todos, aparece o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, que possui dez estabelecimentos gastronômicos, foi o que teve a pior nota.

A pesquisa foi realizada em março pelo buscador de viagens Skyscanner e, os entrevistados foram convidados a dar uma nota para a qualidade da comida em 11 aeroportos que estão entre os mais movimentados do país. O Aeroporto de Guarulhos recebeu nota 7,2 sendo foi eleito o melhor do país para fazer refeições.

A pesquisa também consultou os entrevistados sobre o tipo de comida que mais gostam de pedir quando estão no aeroporto. Os sanduíches ficaram em primeiro lugar, com 67% das respostas.

Depois aparecem os salgados, com 46%, e o combo hambúrguer e batatas, com 38%, seguindo da pizza (28%), saladas e massas (que empataram com 27%) e outros alimentos (21%).

Fonte: http://www.ivonildolavor.com/

Bibliotecária, escritora e blogueira de renome visita UemaNet


A Bibliotecária, escritora e blogueira Soraia Guimarães esteve, no último dia 19 de abril, no Núcleo de Tecnologias para Educação – UemaNet, visitando a Biblioteca Paulo Freire. A matéria da visita está no seu blog http://www.cazadoresdebiblioteca.blogspot.com.br.

Ela veio conhecer a Bibliotecária e estagiária da Biblioteca, Soraya Carvalho. “Eu tenho uma admiração por Soraya, que é recém-formada, mas vem fazendo um grande trabalho nas mídias sociais em termo de biblioteca. E nos conhecemos através desse meio virtual e porque gosto muito do blog dela www.bibliotecariaescandalosa.blogspot.com.br”, disse.

Ela aproveitou a oportunidade para divulgar o seu livro Lia sempre Lia. “É um livro infantil, lançado pela editora Valer e ilustrado por Bernardo Bulcão, que conta a história de uma menininha que adora ler e que por coincidência tem o nome de Lia. A narrativa faz uma pequena reflexão sobre os ganhos que a leitura pode trazer”, destacou a bibliotecária.

Sobre a impressão da biblioteca do núcleo ela contou que “apesar dela, ainda está em fase de organização, só o fato de terem pessoas trabalhando, criando uma estrutura já é relevante. Creio que é disso que o Brasil está precisando. De iniciativas que levem a formação de espaços de bibliotecas. Sou, assim, podemos transformar, fazer com que outras pessoas vejam a importância da leitura, de buscar conhecimento. E a Biblioteca, na minha opinião, sempre será o espaço ideal para isso”.

Natural de Manaus/AM, Soraia é Mestra em Sociedade e Cultura na Amazônia. Ela já visitou mais de 200 bibliotecas tanto no Brasil quanto fora do país.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Relatório ‘perdido’ expõe genocídio de índios brasileiros

Atrocidades contra a tribo Cinta Larga foram expostas no relatório Figueiredo. Depois de atirar na cabeça de seu bebê, os assassinos cortaram a mãe no meio
Um relatório chocante detalhando atrocidades horríveis cometidas contra índios brasileiros nos anos 1940, 50 e 60 ressurgiu – 45 anos depois que ele foi misteriosamente ‘destruído’ em um incêndio.


O relatório Figueiredo foi encomendado pelo Ministro do Interior em 1967 e causou um clamor internacional depois que revelou crimes contra a população indígena do Brasil nas mãos de latifundiários poderosos e do próprio departamento do governo para assuntos indígenas: o Serviço de Proteção ao Índio (SPI). O relatório levou à fundação da organização de direitos indígenas Survival International, dois anos depois.



O documento de mais de 7.000 páginas, compilado pelo Procurador Jader de Figueiredo Correia, detalhou o assassinato em massa, tortura, escravidão, guerra bacteriológica, abuso sexual, roubo de terras e negligência travada contra a população indígena do Brasil. Como resultado, algumas tribos foram completamente eliminadas e muitas mais foram dizimadas.


O relatório foi recentemente redescoberto no Museu do Índio e agora será considerado pela Comissão Nacional de Verdade do Brasil, que está investigando as violações de direitos humanos ocorridas entre 1947 e 1988.

Um dos muitos exemplos horrendos no relatório descreve o ‘massacre do paralelo 11’, em que dinamite foi lançada de um pequeno avião sobre a aldeia de índios Cinta Larga. Trinta índios foram mortos – apenas dois sobreviveram para contar o ocorrido.
Outros exemplos incluem o envenenamento de centenas de índios com açúcar misturado com arsênico e métodos severos de tortura, como o esmagamento lento dos tornozelos das vítimas com um instrumento conhecido como o ‘tronco’.

As descobertas de Figueiredo levou a um clamor internacional. No artigo ‘Genocídio’ de 1969 publicado pelo Sunday Times britânico, com base no relatório, o escritor Norman Lewis escreveu: ‘Do fogo e espada ao arsênico e balas – a civilização enviou seis milhões de índios para a extinção.’ O artigo mobilizou um pequeno grupo de cidadãos preocupados a formar a Survival International no mesmo ano.

Como resultado do relatório, o Brasil lançou um inquérito judicial, e 134 funcionários foram acusados ​​de mais de 1.000 crimes. 38 funcionários foram demitidos, mas ninguém foi preso pelas atrocidades.

O SPI foi posteriormente dissolvido e substituído pela FUNAI- a Fundação Nacional do Índio do Brasil. Mas enquanto grandes extensões de terras indígenas foram demarcadas e protegidas desde então, as tribos do Brasil continuam a lutar contra a invasão e destruição de suas terras por madeireiros, fazendeiros e colonos ilegais, e a perder seu território por causa do programa de crescimento agressivo do governo que visa a construção de dezenas de grandes hidrelétricas e a autorização da mineração em grande escala em suas terras.

O Diretor da Survival International, Stephen Corry, disse hoje, ‘O relatório Figueiredo faz uma leitura horrível, mas de uma forma, nada mudou: quando se trata do assassinato de índios, reina a impunidade. Homens armados matam rotineiramente índios com a consciencia que há pouco risco de serem julgados e punidos – nenhum dos assassinos responsáveis ​​por atirar contra líderes Guarani e Makuxi foi preso por seus crimes. É difícil não suspeitar que o racismo e a ganância estão na raiz do fracasso do Brasil em defender as vidas de seus cidadãos indígenas.’

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Turismo nacional cresce 20% mais que a média mundial


O turismo internacional no Brasil bateu um novo recorde histórico em 2012, segundo números do Ministério do Turismo. Com 5,7 milhões de estrangeiros, o Brasil teve um crescimento de 4,5% em relação a 2011, superando em 20% o resultado mundial divulgado pela OMT (Organização Mundial de Turismo): crescimento de 3,8%.

“Graças ao empenho do trade turístico, do governo federal como um todo que tem atuado na melhora de serviços que contam na avaliação dos produtos turísticos e também às inovações na promoção internacional, conseguimos um resultado que, certamente, nos coloca no rumo dos 6 milhões de turistas este ano”, avalia o presidente da Embratur, Flávio Dino.

“O resultado do ano passado mostra que o governo da presidenta Dilma caminha na direção certa da preparação dos megaeventos, garantindo uma boa imagem do país no exterior”, avalia Dino.
“É isso que temos mostrado em campanhas publicitárias, ações de relações públicas e nos eventos realizados nos principais emissores como América Latina e Europa, além dos BRICs”.

As ações vêm dando resultado: o Brasil obteve, este ano, um dos melhores resultados no aumento de entrada de turistas do mundo. O aumento do fluxo de entrada de estrangeiros no país foi maior que o da França, Espanha, Itália, Turquia e México, que são importantes destinos turísticos no mundo.

O resultado do Brasil foi superior à média mundial (3,8%) e aos das Américas (3,7%), América do Sul (4,2%) e países emergentes (4,1%). Os países da América do Sul foram os que mais contribuíram para esse resultado, com um total de 2,8 milhões de turistas, 7,4% a mais que em 2011. Entre eles, a Argentina, principal emissor para o Brasil, aumentou sua participação em 4,9%. Foram 1,59 milhão de turistas, em 2011, e 1,67 milhão em 2012.

O Chile, com aproximadamente 250 mil turistas passou a ocupar a 5ª posição no ranking de países emissores, acumulando um crescimento de quase 25% em relação a 2010. Os Estados Unidos continuam como segundo principal mercado emissor de turistas para o Brasil, apesar da queda de 1,4% no número de turistas registrada em 2012.

A participação do continente europeu no número de turistas foi cerca de 30%, com um total de 1,65 milhão de turistas, 1,9% a mais que no ano anterior. Entre eles, a Alemanha passou a ser o 3º país emissor, seguido de Itália e França, nas 7ª e 8ª posições, respectivamente. O número de chegadas cresceu em todos países componentes dos BRICS. Destaque especial para a China, que passou em 2012 a integrar o grupo dos 20 maiores países emissores de turistas para o Brasil e registrou um aumento significativo com relação a 2011, cerca de 18%. O número de turistas residentes na Rússia aumentou 12,5% em 2012.
(Fonte Embratur)

23 municípios criam consórcio no Maranhão


No próximo dia 26 de abril, sexta-feira, será realizada a cerimônia de lançamento do Consórcio dos Municípios da Estrada de Ferro Carajás no Maranhão - COMEFC. O evento acontecerá a partir das 11h30, no Salão Buriti, do Rio Poty Hotel, e logo em seguida será oferecido um almoço aos convidados. O COMEFC, consórcio dos 23 municípios sob influência da Estrada de Ferro Carajás no Maranhão, tem como objetivo central estabelecer a relação direta entre os gestores públicos municipais e a VALE. Neste mesmo dia, antes do lançamento, os prefeitos dos municípios envolvidos no consórcio estarão participando da primeira Assembleia Geral para a elaboração e aprovação do estatuto social da entidade e, em seguida, da eleição da primeira diretoria da entidade.

Entre os focos e metas do consórcio está o recolhimento de tributos municipais, pagamento de compensações socioeconômicas e ambientais, contribuição para o Fundo de Desenvolvimento Municipal - FDM (a ser criado em todos os municípios consorciados) e contribuição para o Fundo de Desenvolvimento e Mobilidade Urbana – FDMU (a ser criado em São Luís). De acordo com Leoncio Lima, diretor executivo da MCM Consultoria, empresa especializada em projetos que irá gerir o consórcio, por meio do COMEFC será possível a constituição de Planos Diretores Municipais eficientes e eficazes que trarão como consequência a realização de ações estruturantes para a melhoria do IDH-M desses municípios. “Hoje podemos observar que 83% dos 23 municípios consorciados possuem IDH-M abaixo da média do estado do Maranhão”, informou.

A presidente da Comissão Executiva do Consórcio, a prefeita Cristiane Damião, de Bom Jesus das Selvas, relatou que esse consórcio tem a ideia principal de trazer mais desenvolvimento para os municípios do Maranhão que sofrem a influencia da Estrada de Ferro Carajás, sob influência da VALE. “Acreditamos que juntos seremos mais fortes que sozinhos. Para nós, prefeitos e prefeitas, é de grande importância o investimento em vários segmentos da sociedade. Através o COMEFC, teremos mais condições de oferecer melhores oportunidades e estrutura para a população de nossos municípios”, declarou.

De acordo com dados da MCM Consultoria, o Maranhão é responsável pelo escoamento de 42% de toda a produção de minério da VALE no Brasil. Em 2016 será responsável por no mínimo 55%, podendo chegar a 2020 a 60% de toda movimentação de minério de ferro bruto no Brasil. “Isso quer dizer que todas as estradas de ferro de propriedade da VALE não chegarão nem próximo ao transporte realizado pela Estrada de Ferro Carajás”, alertou Leoncio Lima. O COMEFC terá o propósito de juntar os objetivos comuns dos municípios, que desde 1984 sofrem os impactos econômicos, sociais e ambientais decorrentes da Estrada de Ferro Carajás, leia-se VALE S.A., sem em nada serem beneficiados.

PRINCIPAIS METAS DO COMEFC
1) Elevar o número mínimo do IDH-M dos municípios consorciados para um patamar superior a 0,680 (o IDH médio do MA em 2000 foi de 0.636);
2) Estabelecer um nível mínimo de excelência na arrecadação de tributos municipais, com a unificação de procedimentos e gestão focada em resultados;
3) Elaborar em conjunto com os gestores públicos e parceiros o Plano Diretor de cada município e indicar fontes para a realização de ações estruturantes nos aspectos social, econômico e ambiental;
4) Atuar em conjunto com os gestores públicos na criação dos Fundos de Desenvolvimento Municipal, com foco nos aspectos: educação, renda e saúde. Neste caso, a VALE terá papel de empresa patrocinadora destes fundos, na concepção de Geração de Valor aos Municípios – GVM, visto que só em 2010 a VALE distribuiu cerca de R$ 5 bilhões de Geração de Valor ao Acionista – GVA e nada pagou aos municípios.

MUNICÍPIOS PARTICIPANTES
Açailândia, Alto Alegre do Pindaré, Anajatuba, Arari, Bacabeira, Bom Jardim, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Cidelândia, Igarapé do Meio, Itapecuru Mirim, Itinga do Maranhão, Miranda do Norte, Monção, Pindaré-Mirim, Santa Inês, Santa Rita, São Francisco do Brejão, São Pedro da Água Branca, São Luís, Tufilândia, Vila Nova dos Martírios e Vitória do Mearim.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Município de Carolina discute impactos da barragem e expansão do Programa Luz para Todos


Uma reunião realizada, no último dia 18, no município de Carolina, sul do Maranhão, discutiu temáticas importantes ligadas aos problemas ocasionados pela construção da barragem do Estreito e ainda a expansão do  Programa Luz para Todos do Governo Federal no município.

Além do Prefeito de Carolina, Ubiratan Jucá, também participaram do encontro o Secretário de Minas e Energia, Ricardo Guterres além do deputado estadual, Antônio Pereira, vereadores do município e secretários.

Na pauta foram apresentados os impactos causados com a construção da barragem que ocasionou a formação de um rio que hoje compromete dezenas de casas do município. “Temos ciência dos problemas que se arrastam ao longo de anos e queremos encontrar de forma conjunta mecanismos que possibilitem de forma imediata a solução dos problemas que afetam a nossa cidade”, explica o Prefeito Ubiratan Jucá.

Outra importante necessidade solicitada aqui também, explica ainda o gestor, “é a expansão do programa Luz para Todos. As comunidades afastadas precisam de energia elétrica”.

De acordo com o Secretário Ricardo Guterres um documento será formulado e entregue a Governadora Roseana Sarney informando as necessidades apresentadas durante a reunião.

“Vamos solicitar a visita de uma equipe técnica para estudar os impactos causados com o problema da barragem. A pasta do meio ambiente também será acionada para acompanhar o caso”, detalha.

Sobre a energia, o secretário se comprometeu em levar ao Conselho do programa o assunto. “Vamos agilizar tanto o fornecimento quanto a expansão aos povoados da região e ainda outras 19 comunidades serão incluídas na lista para receber o programa ainda este ano”, finaliza.

Na próxima semana o prefeito Ubiratan Jucá, deverá ter uma reunião com a Secretaria de Meio Ambiente para tratar dos problemas apresentados.

Fonte: Secom/Carolina

domingo, 21 de abril de 2013

Jornalista não é super-herói

PROFISSÃO PERIGO

Por Luiz Martins da Silva

A todo momento, em algum lugar do planeta, e não estou falando Planeta Diário, o jornal do Clark Kent, um jornalista é morto, amordaçado, preso ou intimidado, mas nem por isso patrões e empregados chegaram em algum lugar a negociar o óbvio: um seguro de valor significativo, e não apenas simbólico, para o profissional no exercício da profissão ou para a família, em caso de morte. Afinal, jornalismo é uma profissão de permanente risco, e não só em se tratando de situações limítrofes, guerras, áreas dominadas pelo crime etc.
O jornalismo padece de uma espécie de “espiral do silêncio”, por mais que existam relatórios de instituições, nacionais e internacionais. De maneira geral, a memória curta é inerente ao noticiário: a manchete de hoje é o esquecimento de alguns dias logo depois, mesmo que a notícia do dia seja a morte do repórter. Exceções: os que viram heróis e mártires, que passam a fazer parte de um panteão de mortos históricos, como o foram Joseph Fucik, na antiga Checoslováquia (torturado e morto pelos nazistas), Vladimir Herzog (torturado e morto pelo regime militar brasileiro pós-64) e Tim Lopes, no Brasil (torturado e morto por narcotraficantes, no Rio de Janeiro).
Definitivamente, jornalista não é super-herói, por mais que as lendas o digam. E, no Brasil, era de se supor que depois do martírio de Tim Lopes, da TV Globo, a lição estivesse aprendida, mas não foi o que aconteceu, pois as baixas se sucedem, das metrópoles aos sertões e, o que é lamentável, sempre caindo no esquecimento – como foi aquele obscuro caso do Décio Sá, no Maranhão, para ficarmos num exemplo mais recente. Mas, em Brasília, quem se lembrará de Mário Eugênio, o radialista que foi executado por policiais, por ter-se tornado desafeto do chefe deles?

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Em pesquisa, um terço dos hóspedes admite que leva objetos de hotéis

Sair do hotel levando uma “lembrancinha” do quarto para casa – de livros e revistas a lençóis e peças decorativas – é uma prática mais comum do que pode parecer.

Em uma pesquisa que ouviu mais de 8.600 pessoas, cerca de um terço (35%) admitiu que costuma levar itens do hotel para casa.

Revistas internas, livros, lençóis e toalhas são os objetos prediletos, mas há hóspedes mais ousados, que levam roupões de banho, travesseiros, eletrônicos, ferros de passar roupa e até objetos do mobiliário do quarto, como lâmpadas ou despertadores.

A pesquisa foi realizada em janeiro pelo site de reservas de acomodações Hoteis.com, com entrevistados de 28 países ou cidades.

Na divisão por localização, os dinamarqueses foram os mais honestos – ou, ao menos, os que se declararam como tal: 88% afirmaram que nunca levaram nada que não deveriam de um quarto de hotel.

Os brasileiros também não fizeram feio e ficaram em quarto lugar no ranking dos mais honestos, empatados com habitantes de Quebec (Canadá) e Hong Kong.

Dos brasileiros entrevistados, 81% disseram que nunca levaram para casa nenhum objeto do patrimônio dos hotéis.

Na outra ponta do ranking vêm os colombianos. Menos da metade (43%) afirmou que nunca furtou itens dos quartos, o que significa que 57% deles admitiram ter levado objetos ao menos uma vez.

Livros, toalhas e luminárias
Brasileiros, dinamarqueses, argentinos e entrevistados, de vários outros países declararam que revistas e livros são os objetos mais furtados.

Já italianos, americanos, irlandeses e noruegueses, entre outros, levam com mais frequência lençóis e toalhas.

Os chineses não se contêm e levam sobretudo peças do mobiliário (lâmpadas, relógios, obras de arte etc.).

Fonte: http://www.diariodoturismo.com.br

Emoção e expectativa marcam a primeira aula do Projovem em Carolina


O misto de emoção e expectativa tomou conta dos jovens que participaram da primeira aula do Programa Nacional de Inclusão de Jovens, o Projovem. Curiosidade também não faltou para os alunos que apostam no programa para adquirir conhecimento e profissionalização.

Este ano já foram matriculados 182 jovens com idade entre 15 e 17 anos e de acordo com a Secretária de Desenvolvimento Social, Cinthya Noleto, uma lista de espera foi formatada para atender a grande procura pelo serviço.

“Estamos assistindo com muita responsabilidade os anseios dos nossos jovens e o que esperamos é poder atender a todos. Os jovens desse novo cadastro serão chamados para participar do Projovem assim que surgirem novas vagas”, explica a gestora.

Fonte: Comunicação Carolina

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Brasil ignora prazo para salvar a tribo mais ameaçada do mundo


Caminhões carregados de madeira deixam a floresta dos Awá durante o dia e noite

Um dia antes do Dia do Índio nesta sexta-feira (19), a Survival International está instando o governo brasileiro para finalmente agir para salvar da extinção os Awá, a tribo mais ameaçada do mundo.

As autoridades brasileiras ignoraram um prazo urgente dado por um juiz federal para a remoção, até o final de março, de todos os invasores da terra central dos Awá.

Os Awá enfrentam o risco extremo de extinção porque as autoridades não tomaram iniciativa para impedir que madeireiros ilegais e colonos destruam a sua floresta.

Em março de 2012 o Juiz Jirair Aram Meguerian ordenou que todos os madeireiros e colonos ilegais fossem removidos em um ano. Mas o prazo já se esgotou e nenhum invasor foi despejado.

Mais de 30% de um dos territórios dos Awá já foi desmatado. Os índios reportam que os madeireiros estão cercando as comunidades rapidamente e já marcaram árvores que devem ser cortadas a uma distância de três quilômetros de onde os indígenas vivem. Caminhões carregados de madeira deixam a área durante o dia e noite e os índios estão assustados para caçar na sua floresta.

Haikaramoka’a, um índio Awá, disse à Survival International: ‘Os madeireiros estão mexendo na mata nossa.
 Eles botaram estradas. Temos medo; podem ir atrás dos isolados.
 A gente tem medo porque os madeireiros podem matar nós, e os isolados.’

Os Awá dependem da floresta para sua sobrevivência: ela fornece alimentos, abrigo e é seu lar espiritual. Hoje, cerca de 100 dos 450 Awá permanecem isolados e têm um maior risco de contaminação por doenças trazidas por forasteiros – a gripe comum pode ser fatal para eles.

Nos anos 80 a população Awá foi drasticamente reduzida pela exposição causada pela construção da Estrada de Ferro Carajás, que cortou seu território para levar minério de ferro da mina no Pará até a costa do Maranhão. O projeto Grande Carajás foi parcialmente financiado pelo Banco Mundial e pela União Europeia. O fluxo de trabalhadores levou violência e doenças à região e muitos Awá foram massacrados.

Quase 50.000 cartas já foram enviadas ao Ministro da Justiça do Brasil desde que o ator Colin Firth lançou a campanha da Survival para salvar os Awá. Mas a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) ainda espera apoio do Ministério da Justiça, da Polícia Federal e do governo central para expulsar os invasores.

O Diretor da Survival International, Stephen Corry, afirmou hoje: ‘O Brasil já destruiu inúmeras tribos, seja por fracassar ao protegê-las ou por encorajar a exploração de sua terra. Ainda não é tarde demais para os Awá, mas logo será. O Ministro da Justiça é inteiramente capaz de expulsar os madeireiros, mas precisa agir hoje. Se não houver ação, no futuro próximo os Awá terão desaparecido.’

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Taxistas do Aeroporto de São Luís se digladiam na busca de passageiros

Foto ilustrativa
Ao desembarcar no Aeroporto Marechal da Cunha Machado em São Luís, na madrugada de sábado, fui surpreendido com o movimento de passageiros que, na maioria, pegavam taxi até seus destinos. Mas, o que me surpreendeu mesmo foi a disputa entre duas companhias de táxi, uma que já atua há muito tempo naquele terminal e que se intitula dona da concessão do Aeroporto e a outra pude ver pela primeira vez.

Quando cheguei ao espaço destinado paraá fui abordado por um rapaz que me ofereceu os serviços da cooperativa Ligue Táxi. Perguntei quanto custava uma corrida até o bairro Anil ele prontamente respondeu R$ 25.00, o que agradeci e tomei o táxi da outra companhia que já atende ao Aeroporto, e que me cobrou R$ 28,00 pelo mesmo trajeto. (Não se sabe o valor real da corrida, na ida paguei R$ 15,00)

Durante o percurso, perguntei ao profissional que me conduzia sobre a atuação destes novos táxis no Aeroporto, que até bem pouco tempo era exclusividade da COOPERTAXI (que por sinal não presta um serviço a contento à comunidade), ele falou que eles já estão atuando há algum tempo naquele terminal e isso tem gerado ameaças, brigas por parte dos taxistas da COOPERTAXI, que segundo este profissional que não quis se identificar, tem dias que não só o pessoal da LIGUETAXI estão ali, mas também taxistas piratas que sem nenhum critério cobram valores exorbitantes por uma corrida.

E o mais grave, “tem dias que o dono da cooperativa chega e chama 10, 15 ou 20 homens (motoristas) e vão lá se confrontar com os taxistas invasores, sobrando ameaças de toda sorte e qualquer dia vai acontecer uma desgraça, pois o aeroporto nem policiamento tem para separar os brigões", diz ele.

Ainda, segundo este profissional, “o passageiro que não tem nada a ver é que paga o pato. Já houve casos em que o passageiro esquece bagagens ou é mesmo roubado por este taxista e não tem como ou a quem reclamar, pois eles chegam aqui e informamos que o táxi que ele pegou é pirata”.

Fica um alerta a Infraero, mesmo não tendo o dever de fiscalizar o serviço de táxi, mas que procure disciplinar o uso deste serviço em seus domínios. A Policia Militar do Maranhão que veja se de fato os profissionais que atuam no Aeroporto de São Luís, para que não aconteça o que já está acontecendo em Aeroportos como do Rio, onde pessoas se infiltram nos serviços de táxi para roubar passageiros. E, ainda, ver os confrontos entre taxistas de companhias diferentes, o que pode resultar em agressões físicas ou até mesmo mortes.

E a SMTT que de fato pode fiscalizar e disciplinar o serviço no Município de São Luís, que faça urgentemente, deixando realmente quem pode e deve atuar na área no Aeroporto da capital, sob pena de um problema mais grave, tanto com passageiros ou até mesmo com os profissionais.

Comunidade da Zona Rural de Carolina recebem consultoria para produção local


Em reunião realizada na última quinta-feira (12) na comunidade do Canto Grande em Carolina (MA), a Secretaria de Agricultura em parceria com a Secretaria de Planejamento e o SEBRAE, levou aos moradores da região novas propostas para incrementar a produção local da população. 

A comitiva que também contou com o setor de licitação da gestão municipal, deu as primeiras orientações ao produtor sobre os projetos enviados ao Governo Federal que hoje estão em fase de tramitação e pretendem beneficiar toda a população do município. “O prefeito determinou que apresentássemos a comunidade, as propostas, que só foram possíveis depois que negociamos as dívidas deixadas pela antiga administração”, explica o secretário de planejamento, Alfredo Costa.

Agora, detalha ainda o gestor, “a comunidade precisa se organizar para aproveitar os projetos da melhor forma possível”, conclui.

O objetivo é incentivar a produção local de culturas já existentes na região, como a farinha de mandioca, o milho e o arroz. Outra novidade é a proposta da criação de peixes em tanques instalados na terra do próprio produtor rural, incentivada pela prefeitura que está buscando recursos para a abertura dos tanques. 

As ações que fazem parte do projeto de governo além de integrarem as atividades também visam transformar em atrativo turístico as ações inovadoras de cada região.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Teatro Municipal é interditado por tempo indeterminado


A Fundação Municipal de Cultura (Func) determinou a interdição do Teatro da Cidade de São Luís em virtude de vários problemas encontrados na estrutura metálica da cobertura do prédio. A interdição foi decretada após consulta dos dados técnicos à Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph). Com a interdição, os eventos pré-agendados para apresentação no Teatro da Cidade foram cancelados.

Os problemas na estrutura foram detectados após uma vistoria técnica realizada pela equipe de arquitetos da Func, na última terça-feira (9). A situação encontrada foi considerada de alto risco à funcionalidade e comprometimento de uso do prédio, implicando na necessidade de reparos urgentes.

De acordo com o laudo, a estrutura metálica que sustenta a cobertura (tesouras) está flambada devido à compressão do telhado em vários pontos. Consequentemente, os tirantes que fazem parte da estrutura, que deveriam estar totalmente tensionados, encontram-se frouxos, o que pode ocasionar o colapso da cobertura.

A situação só pode ser constatada por conta da queda de parte do forro do Teatro, ocorrida no último dia 31, devido à ação das águas de chuvas, que permitiu uma investigação maior sobre a parte estrutural do prédio.

Diversas outras irregularidades e imperfeições no acabamento foram detectadas e devem ser sanadas de imediato para que o problema não seja ampliado, como o revestimento do piso que já está danificado, a instalação elétrica incompleta e que não obedece a critérios de segurança, rachaduras nas paredes, banheiro de camarins sem chuveiro, entre outros.

Para efeito de análise do problema e verificação de responsabilidades, será solicitada pela Func e pela Fumph uma vistoria realizada por um engenheiro calculista com especialização em estrutura metálica. A partir desse laudo serão acionadas as empresas responsáveis pelo projeto e pela execução da obra e adotadas as devidas providências para devolver à cidade o Teatro Municipal, em condições de segurança e funcionamento regular.

 SOBRE O TEATRO 
O Teatro foi inaugurado em 07 de junho de 2012, após ter sido restaurado com verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. O projeto de restauração para o espaço foi orçado em R$ 1.239.518,41 e executado através de um convênio assinado entre a administração municipal e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Após a restauração, o antigo Cine Roxy passou a contar com um palco de 53m² todo em madeira freijó. O salão, com capacidade para 265 lugares, com cadeiras numeradas e revestidas em tecido, recebe o nome do teatrólogo e dançarino maranhense Reynaldo Faray. No térreo tem ainda camarins, foyer, banheiros e espaço para arrendar um café. No piso superior, ficou a sala de administração, cabine de som e de projeção com equipamentos de áudio e vídeo multimídia e sistema de iluminação com 18m², além de copa e cozinha.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Prefeitura recupera estrada que dá acesso ao lixão



A Prefeitura de Carolina por meio da Secretaria de Infraestrutura deu início a recuperação de diversos trechos importantes e estratégicos que sofriam pela ação do tempo e pelas chuvas.

A estrada que liga o município a Canabrava, por exemplo, esta sendo totalmente recuperada. O local, desde o final do ano passado obrigava os motoristas deixarem o lixo e entulho a beira da estrada por falta de condições de trafegabilidade.

Toda a ladeira está recebendo cascalho e a previsão agora é recuperar também o alto do morro onde o lixo é depositado. De acordo com o Prefeito Ubiratan Jucá, a determinação agora é preparar o local para a eliminação do lixo.



“O trabalho de recolhimento do entulho do local já está bastante avançado, agora vamos passar para a construção de laleiras para a queima total do lixo”, explica. 

O trecho que liga a BR010 ao lixão também está sendo recurado o que deve facilitar em pouco tempo o acesso das caçambas e demais veículos ao local.

Aviação Civil pede para BNDES e Anac ajuda a companhias aéreas


A Secretaria de Aviação Civil pediu ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estudos para ajuda às companhias aéreas, afirmou na sexta-feira o novo ministro à frente da pasta, Moreira Franco.

"Já pedi para que BNDES e Anac façam estudos para ver o que a gente tem que fazer. Estou olhando para esse problema porque precisamos de empresas robustas", disse Franco. "Do que adianta buscarmos ter aeroportos sensacionais e não termos empresas?", acrescentou.

A Gol e a TAM, duas maiores empresas do setor no Brasil, fecharam 2012 com resultados desanimadores. A Gol teve um prejuízo de R$ 1,5 bilhão, e, a Latam (resultado da união da chilena LAN e da brasileira TAM), lucro de apenas US$ 11 milhões, 97% inferior ao de 2011.

As empresas reclamam de aumento de custo do querosene de aviação e alegam que reduziram os preços das passagens nos últimos anos, o que pressionou suas margens. Medidas como recomposição de malha e redução de frequências estão entre as adotadas para melhorar a lucratividade.

Questionado se poderia haver uma ajuda financeira do BNDES ao setor aéreo, Moreira afirmou que só poderia se posicionar após a conclusão do estudo.

Na Bovespa, a ação da Gol, que chegou a cair mais de 6% sexta-feira, inverteram o sinal e fecharam na máxima da sessão, em alta de 2,67%, após as declarações de Franco.

O ministro voltou a defender o aumento participação das empresas estrangeiras nas companhias aéreas nacionais. Para ele, o limite previsto em lei --de 20%-- é ultrapassado.

"Hoje já há mecanismos no mercado que permitem uma empresa com uma participação menor ter uma forte influência sobre uma companhia", declarou. "O mais importante é que a empresa seja sediada no Brasil, respeite as leis brasileiras e os regulamentos da Anac e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)."

Franco disse também que espera receber na próxima semana um estudo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) sobre a situação dos slots (direitos de pouso e decolagem em horário determinado) no aeroporto de Congonhas (SP).

As companhias aéreas querem mais direitos a pousos e decolagens, e sugerem a transferência de slots de voos executivos para os comerciais. Franco espera uma definição sobre o tema em breve.

"Estamos esperando o relatório do Decea, que vai dar um parecer técnico e, em cima desse parecer técnico, vamos tomar definição política."

O ministro disse ainda que o governo vai se empenhar para que os aeroportos brasileiros passem a funcionar na liberação de cargas 24 horas, 7 dias por semana.

Nesta semana, Franco vai se reunir com representantes das categorias e dos órgãos que atuam na liberação de carga dos terminais brasileiros para tentar um acordo.

Fonte: Site Diário do Turismo

domingo, 7 de abril de 2013

Jornalista -A historia do Jornalismo se confunde com profissional atrás deste importante instrumento para a democracia


 parabéns a este profissional abnegado e que acima de tudo narra os fatos, conta historia, denuncia mazelas e que faz desta atividade seu alimento diário. 

O ser humano vem utilizando escritos para divulgar notícias desde antes de Cristo. O mais antigo jornal conhecido é o Acta Diurna, de 59 AC. O imperador romano Júlio César ordenou que os eventos principais da corte romana fossem divulgados através de escritos em grandes placas e expostas nos locais públicos, como as Termas ( sala de banhos ). Nelas, os romanos eram informados das principais notícias como campanhas militares, julgamentos, execuções e fofocas da corte. 

Em 1447, na Alemanha, Gutenberg aperfeiçoou uma prensa gráfica inspirado nas prensas utilizadas para espremer uvas na fabricação do vinho e deu início à era do jornal. Nesta época começaram as informações sobre o mercado e as notícias gerais. Um destes panfletos mostrou os abusos sofridos por alemães na Transilvânia, nas mãos do conde Vlad Drakul, que foi mais adiante imortalizado como o conde Drácula, o pai dos vampiros.
Em 1501 o papa Alexandre VI decretou que todos os jornais tinham que passar pela autoridade da Igreja antes de sua publicação. O descumprimento deste decreto custaria desde uma excomunhão até a vida.

Em 1556, em Veneza, na Itália, os leitores pagavam os jornais com uma pequena moeda chamada de “gazetta”. Daí veio o nome de Gazeta para centenas de jornais. Em 1690, é publicado em Boston o primeiro jornal das Américas, chamado de “Publick Occurrences”, com a proposta de circular uma vez por mês. As autoridades reais, receosas de publicações sem sua autorização, proíbem o jornal após o primeiro número. No início do século XVII na Europa, os jornais surgiram como publicações periódicas, como o jornal Gazette na França em 1631 e outros.

A censura era normal na época e os jornais nunca podiam publicar alguma notícia que pudesse colocar o povo contra o regime. Em 1704, Daniel Defoe, o famoso escritor de Robinson Crusoe, inicia a publicação de Review, periódico com notícias da Europa. Em 1812, na Alemanha, Koenig inventa a prensa por cilindro a vapor e em 1814 o editor do The Times de Londres, começa a montar a primeira prensa em segredo, com medo que seus gráficos se rebelassem contra a nova idéia. Essas prensas a vapor permitiam uma velocidade de 1.000 folhas por hora.

No século XIX os jornais se tornaram o principal veículo noticioso e na época, um dos poderosos da mídia foi Joseph Pulitzer, aquele que até hoje tem um grande prêmio de jornalismo com seu nome. Pulitzer era o dono do New York World e disputava o mercado com Randolph Hearst, dono do New York Journal. A briga entre os dois era tão acirrada a ponto de contratarem gângsteres para explodir caminhões de distribuição do rival.

Em 1880 aparecem as primeiras fotos em jornais e em 1890 foi inventada a máquina de 4 cores. Logo em seguida, Pulitzer lança em seu jornal um quadrinho com um garoto que falava, não na forma de balões como é hoje, mas com os escritos em sua grande camisola amarela. Ficou famoso como o “yellow kid” (garoto amarelo) e passou a ser a bandeira do New York World. A briga entre os dois jornais continuou de forma tão agressiva e com ataques de todas as formas entre eles, que a imprensa sensacionalista e de escândalos nos EUA passou a ser chamada de imprensa amarela.

Na época, aqui no Brasil, o Diário da Noite do Rio de Janeiro quis colocar uma manchete na cor amarela sobre o suicídio de um cineasta que estava sendo chantageado. O dono do jornal, Alberto Dines, entrou na sala em que era feita a primeira página e o seu chefe de redação Calazans Fernandes protestou dizendo que no Brasil o amarelo é cor bonita e não queria ver esta cor ligada a fatos deste tipo. Ele disse na época: “põe marrom que é cor de merda”. Dines tirou o amarelo e colocou o marrom. Daí ficar conhecida no Brasil a imprensa sensacionalista como “marrom”, diferente da “amarela” nos EUA.

O jornal de maior circulação do mundo é o Yomiuri Shimbum do Japão, com 14 milhões de jornais por dia em duas edições. Aliás, os cinco maiores jornais em termos de circulação são do Japão. Para se ter uma idéia, o maior jornal inglês é o The Sun, com cerca de 3,0 milhões de exemplares por dia e nos EUA, é o USA Today, com cerca de 2,5 milhões de exemplares por dia.

Exemplos de circulação diária de jornais por países e habitantes
País
País 
Jornais/dia (milhões)
Habitantes (milhões)
% Jornais por habitante
China 
105
1.300 
8,0 %
Índia 
100
1.150
8,6 %
Japão
70
130
53,8 %
EUA
52
300
17,3 %
Alemanha
21
84
25,0 %
Reino Unido
12
60 
20,0%
Brasil
4,5
190
2,3 %








Jornalismo no Brasil

A história do jornalismo no Brasil começa em 1808, com a chegada da corte portuguesa. Neste ano, circulou o Correio Braziliense, jornal republicano clandestino editado em Londres pelo gaúcho Hipólito José da Costa. Para combatê-lo, D. João VI criou a Imprensa Régia, que passou a editar o jornal monarquista Gazeta do Rio de Janeiro. Neste período, já existiam vários jornais em diversos estados, a maior parte a favor da independência e a imprensa era considerada livre, pois D. Pedro, com seu espírito de superioridade, não ligava para a imprensa contrária a monarquia. Durante o reinado de D. Pedro II, surgiu o Jornal do Commércio e, com ele, o uso da caricatura com fins políticos.

1900 e 1920, a cidade do Rio de Janeiro, na época capital do Brasil, viu nascer O Globo, Jornal do Brasil e Correio da Manhã.  Durante o governo Vargas de 1937 a 1945 a imprensa esteve sob censura e muitos jornais tiveram sua licença cassada por exprimirem idéias contrárias ao regime. Em 1946, a liberdade de imprensa foi restituída, mas os atos institucionais dos governos militares pós-64 modificaram o jornalismo brasileiro e a imprensa livre. A partir de 1968 os jornais brasileiros entram na fase da “nota oficial” e do “press-release”, que ficavam muitas vezes sendo a única fonte de notícia publicável. Mais tarde, aparece o jornalismo opinativo como um forte formador de opinião pública. 

Em 1969 surge no Rio de Janeiro O Pasquim como imprensa alternativa que contestou o regime, o empresariado, a igreja e a burguesia da época. A censura se acirrou e chegamos em 1974 ao rigor absoluto com todas as matérias sendo analisadas previamente. Com o fim do regime militar em 1985, inicia-se a Nova República e em 1988 é restabelecida a democracia no país, e, com ela, a liberdade de imprensa.

Segundo números do IVC ( Instituto de Verificação de Circulação ), temos hoje no país uma média de 4,5 milhões de jornais por dia, o que é muito pouco comparando com outros países.  Não temos nenhum jornal brasileiro entre os 100 maiores do mundo.

Maiores jornais em circulação do mundo:

-Yomiuri Shimbum - Japão: 14 milhões/dia 
-Bild - Alemanha: 4,0 milhões/dia
-The Sun - Grã Bretanha - 3,0 milhões/dia
-Canako Xiaoxi - China - 2,7 milhões/dia
-USA Today - EUA - 2,5 milhões/dia
-The Chosun Ilbo - Coréia do Sul - 2,4 milhões/dia
-Dainik Jagran - Índia - 2,0 milhões/dia
-Ouest France - França - 790 mil/ dia
-Corriere della Sera - Itália - 690 mil/dia
- Pravda - Rússia - 650 mil/dia

Jornais Brasileiros de maior circulação no início de 2009

- Folha de São Paulo - São Paulo - 298.000/ dia
- O Globo - Rio de Janeiro - 290.000/ dia
- Super Notícias - Belo Horizonte - 286.000/ dia
- Meia Hora - Rio de Janeiro - 230.000/ dia
- Extra - Rio de Janeiro - 225.000/ dia
- O Estado de S. Paulo - 220.000/dia
- Zero Hora - Porto Alegre - 185.000/dia
- Diário Gaúcho - Porto Alegre - 160.000/dia
- Correio do Povo - Porto Alegre - 155.000/ dia
- Lance - Rio de Janeiro - 120.000/dia

O título de “quarto poder” atribuído à imprensa implica a sua capacidade de construir ou destruir imagens especialmente em países em desenvolvimento. Um jornal tem a sagrada missão de ser imparcial, levar a verdade ao povo e defender a liberdade do seu país. Voltaire, filósofo e escritor francês (1694-1778), disse: “Posso não concordar com suas palavras, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las.”  

Mais tarde, Thomas Jefferson, filósofo, político, terceiro presidente americano e principal autor da Declaração da Independência Americana (1743-1826), sentenciou: “Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último.



Fontes de pesquisa:
ANJ - Associação Nacional dos Jornais
IVC - Instituto Verificador de Circulação
AJORB - Associação dos Jornais de Bairro – SP
Reproduzido: midiarj.org.br

sexta-feira, 5 de abril de 2013

WTM chega à América Latina. Voltamos à época dos espelhinhos?


Texto reproduzido do: diariodoturismo.com.br

Lamentavelmente, ainda existem pessoas que ficam verdadeiramente encantadas com o efeito dos espelhinhos...
Especialistas econômicos criticam quem defende como meta o crescimento do PIB no Brasil a qualquer custo. O DIÁRIO do TURISMO concorda e aponta como um mau exemplo de conduta aqueles que participam da corrida desenfreada em busca do pote de ouro (o poder de compra dos brasileiros) para atender apenas metas de crescimento do seu PPP (Produto Particular Privado – sigla nossa).  

"Não podemos aceitar a prática oportunista daqueles que vêem o Brasil como o seu novo eldorado"

A falta de compromisso com o desenvolvimento nacional sustentável, aliada à crise mundial, parece estimular o retorno ao nosso país daquele ímpeto predatório da velha exploração corsária. Uma prática que também é conhecida como pirataria e continua presente em vários ramos da atividade econômica, comum de ser encontrada na modalidade da propaganda enganosa. Na propagação da falsa idéia de que o produto importado é sempre melhor que o produto nacional. 

A partir da correta alegação de que o protecionismo é uma visão retrógada, não podemos aceitar a prática oportunista daqueles que vêem o Brasil como o seu novo eldorado e não medem consequências, nem meios, para extraírem proveito ou darem proveito de nossas riquezas a seu bel-prazer. Entretanto, lamentavelmente, ainda existem pessoas que ficam verdadeiramente encantadas com o efeito dos espelhinhos, como aqueles que eram dados aos índios na época em que o reflexo da nossa própria imagem servia como recurso de persuasão; assim como o efeito que certos discursos ainda exercem sobre o complexo macunaímico. 

Um exemplo típico em nosso setor está dado pela divulgação oficial da WTM AL – uma feira de turismo internacional realizada todos os anos na cidade de Londres e que, pela primeira vez desembarca no Brasil, em São Paulo, neste mês de abril. Sua assessoria de imprensa tem divulgado press releases onde afirma que o referido evento “chega à América Latina como a mais importante feira de turismo já realizada no continente”. E alguns veículos de imprensa têm republicado essa frase integralmente. 

O DIÁRIO do TURISMO pergunta: Esqueceram que o Brasil é palco, há mais de 40 anos, da maior e da melhor feira de turismo das Américas? Apagaram da memória que o evento ABAV é uma feira internacional de negócios, reconhecida mundialmente e apoiada pela maior feira de turismo do mundo, a ITB Berlim?

Curioso, no entanto, é que a empresa responsável pela WTM AL nada mais é do que a Reed  Exhibitions. A mesma empresa estrangeira que veio para o Brasil comprando empresas nacionais; promoveu, organizou e operacionalizou a montagem da FEIRA DAS AMÉRICAS, no Rio de Janeiro, entre 2009 e 2011, deixando a desejar em quase todos os quesitos – sob a ótica e avaliação de expositores e visitantes. A mesma empresa que responde atualmente na justiça brasileira a uma ação movida pela entidade representativa das agências de viagens por falta de lealdade contratual. 

"Curioso, no entanto, é que a empresa responsável pela WTM AL nada mais é do que a Reed Exhibitions"

Além do embate puramente econômico, o que salta aos olhos é como uma empresa internacional, sediada em Londres, consegue reunir apoios de alguns poucos órgãos públicos aqui no Brasil.

Corretos estão o Ministério do Turismo e a maioria dos órgãos governamentais do setor, em todos os níveis e regiões do território nacional, que prestigiam a força da união em torno de quem tem história de sucesso e de resultados comprovados. Ou seja, de maneira coerente evita desperdícios, concentra e potencializa resultados em favor de quem faz o desenvolvimento do turismo do Brasil e não para engordar as remessa de divisas para matrizes de empresas privadas no exterior. Em um momento em que devemos nos fortalecer e fazer valer o que já temos sedimentado, não faz o menor sentido voltar à patética época dos espelhinhos.