segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Viva o Saci!

Hoje é o Dia do Saci-Pererê, figura traquina e engraçada do nosso folclore.

Lembro muito bem das traquinagens que ele aprontava no sítio do Pica-pau Amarelo, programa infantil que embalou minhas tardes durante grande parte da minha infância.

O Saci adora brincadeiras. Não faz maldades, e sim, zomba das pessoas fazendo com que elas se atrapalhem, sempre com o intuito de tirar “um sarro”. No final de tudo, sempre rolam umas gargalhadas por parte dos envolvidos.

O Saci é do Brasil, é patrimônio nacional e traz consigo um pouco de cada brasileiro, muito diferente da cultura ianque que trata o dia 31 de outubro como culto aos mortos.

Os elementos enxertados nessa comemoração tão típica são muito criticados pelos próprios americanos e outros anglo-saxões. Aqui no Brasil, muitos outros elementos também foram incorporados e a coisa ganhou um perfil macabro, beirando o ocultismo.

Recuso-me a aceitar uma comemoração dessas em nossos costumes de bom grado!

Fui à Rua 25 de março no início de setembro em busca de bandeiras do Brasil e só vi caldeirões, bruxas, teias de aranha, pratos ensanguentados com olhos e vísceras, vampiros e todo o arsenal digno de um filme de terror! Desde quando isso virou comemoração oficial em nosso país? Desde quando temos em nossas raízes essa mania de cultuar coisas soturnas, lúgubres?

Quer dizer que as crianças em suas escolas, ao invés de comemorar o Dia do Saci voltarão da escola fantasiados de bruxas com vassouras e dentes de Vampiro? Não, por favor, alguém faz alguma coisa!

Podemos dar uma colher de chá para as escolas de inglês, que afinal, trabalham o ensino do idioma estrangeiro inserindo alguns hábitos dos países que falam aquela língua, mas nada mais que isso. Já temos muita porcaria em inglês rondando nossas casas, sem falar dos artistas pops, frutos de pesquisas de mercado!

Nosso culto aos mortos existe. É dia 02 de novembro e nossas homenagens são com flores, cânticos e saudade. Nada pavoroso. Nada assustador.

Aos poucos nosso folclore está se perdendo da memória coletiva. Perguntei pra duas crianças se conheciam o Saci ou o Boitatá e as respostas foram terrivelmente negativas. Não perguntei sobre o Halloween para não ficar mais triste. A dúvida nesse caso me deixou mais tranquila.

O Saci é negro. Tem uma perna só. Fuma uma espécie de cachimbo e usa uma carapuça, uma espécie de gorrinho, com alguns poderes.

É tudo muito simbólico e brasileiro demais para que deixemos de comemorar.

Viva o Saci!

O Elefante Acorrentado

Você já observou o elefante no circo?

Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, o elefante permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. Sem dúvida a estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E ainda que a corrente seja grossa, parece óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, pode, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.

Que mistério!

Certa vez perguntei para um adestrador, sobre o mistério do elefante:

- Por que ele não foge?

Ele explicou-me que o elefante não escapa porque está adestrado.

Fiz então outra pergunta:

Se está adestrado, por que está preso na corrente?

Não houve resposta!

Soube que o elefante de circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido logo preso. Naquele momento, o elefantinho deve ter puxado, forçado e tentado se soltar. Apesar de todo o esforço, não conseguiu sair. A estaca era certamente muito forte para ele. O elefantinho deve ter tentado, tentado e nada.

Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino.

Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode.

Jamais voltou a colocar à prova sua força.

Exatamente isso acontece conosco!

Vivemos, muitas vezes, crendo em um montão de coisas que "não podemos e que não somos capazes de fazer".

Por mais que tentemos, simplesmente não conseguimos.

Quando crianças ouvimos tantos ?nãos? que perdemos a noção de nossa força e capacidade.

Aceitamos o ?sempre foi assim?.

De vez em quando ao tentarmos sentimos as correntes e confirmamos o estigma:

"Não posso. Nunca poderei. É muito grande pra mim!".

Está esperando o quê? Arrebente as correntes! Perceba a sua força!

Brasil pode se tornar maior destino rural do mundo em cinco anos

O Brasil vem se aperfeiçoando em uma nova modalidade de turismo: o rural. De acordo com Andreia Roque, presidente do Idestur (Instituto de Desenvolvimento de Turismo Rural) e sócia proprietária da Brasil Rural Operadora de Viagens Especializadas em Experiências Rurais, Equestres e Naturais, estamos em um momento inovador, em que portas estão se abrindo para o segmento.

Ela afirma que atualmente o Brasil é o quarto País no ranking desse mercado, atrás apenas de Portugal, Espanha e Argentina. “Não há no mundo nenhum grande destino rural, portanto é o momento de conquistarmos essa posição. Somos o maior produtor agrícola mundial e temos muita história e ciclos de cana e frutas para contar. Estamos na frente e podemos nos tornar o maior destino rural mundial em menos de cinco anos”, completa.

Estatísticas
A recém-lançada edição 2011 do PETR (Panorama Empresarial do Turismo Rural), idealizado pelo Idestur em parceria com o Sebrae Nacional, constata um fortalecimento da atividade, mas também a disponibilidade dos novos empresários do turismo rural para abrir frentes, apostar em diferentes redes de distribuição e relacionamentos com o trade turístico nacional, o que certamente gerará como frutos ações empresariais concretas.

De acordo com o estudo, 30% dos clientes têm origem regional, 26% estadual e 19% vêm de outros estados. Chama a atenção o fato de 25% dos viajantes serem do exterior, que representa grande potencial, porém ainda é pouco explorado.

Rodada de negócios
Uma grande conquista considerada por Andreia foi o resultado da 3ª Rodada de Negócios do Turismo Rural, realizada no último mês no Parque da Água Branca, em São Paulo, pelo Idestur com apoio do Sebrae Nacional e parceria com a Abav-SP (Associação Brasileira das Agências de Viagens de São Paulo) e a Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo).

A partir do evento foram firmados acordos comerciais na ordem de R$ 3,6 milhões. “No encontro, foram apresentados produtos preparados para compradores também preparados. As operadoras presentes se mostraram de fato interessadas”, conta Andreia.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Museu da Gastronomia será entregue em meados de 2012

As obras do Museu da Gastronomia, já com seis meses que reiniciaram, estão a todo vapor. “Dessa vez com todas as correções dos projetos e levantamento técnico dos engenheiros e com o Plano Curatorial sendo elaborado para que possamos fazer uma pesquisa de desenvolvimento de acervo e começar a aquisição de acervo e em fase de licitação dos outros equipamentos que não são do acervo. Então acreditamos que durante as comemorações dos 400 anos de São Luís o Museu estará inaugurado”, disse o secretário de Turismo de São Luís, Liviomar Macatrão.

Foi também captado junto ao Ministério do Turismo um recurso para aquisição de equipamentos permanentes da cozinha didática e a petiscaria do Museu. Neste momento a Setur-SL encontra-se em fase de recebimento de propostas para licitação das empresas que fornecerão os equipamentos.

Em se tratando dos recursos Liviomar afirma que os recursos usados para finalizar esta obra é oriunda da própria Prefeitura de São Luís, Ministério do Turismo, oriundo de emenda parlamentar do ex- senador Mauro Fecury e atual Clóvis Fecury. Estima-se que todo conjunto da obra do museu da gastronomia já tenha consumido algo em torno de R$1.600.000,00.

Reforma da Feira da Praia Grande em fase de conclusão

95% dos reparos internos da Casa das Tulhas são estão concluídos, desde a pintura dos boxes e da área interna até o revestimento de cerâmica e a manutenção elétrica e hidráulica. E ajá iniciaram o trabalho na parte externa como a iluminação de todo o quarteirão e a recuperação da cobertura do prédio. Quando pronto, o mercado das tulhas contará com 6 câmeras de monitoramento na parte interna que serão monitoradas pela Guarda Municipal.

A Secretaria de Turismo de São Luís já está capacitando os feirantes para melhor receber o turista. “Teremos um ganho incrível no coração do Centro Histórico”, diz o secretário Liviomar Macatrão.

A previsão é que a Casa das Tulhas seja entregue totalmente restaurada logo nos primeiros dias de dezembro, quando a cidade comemora 14 anos de titulo de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Cazombando; dizer ou não dizer, eis a questão!

Desde que escolhi viver como Jornalista, tenho sempre em mente uma frase de François-Marie Arouet, conhecido pelo pseudônimo de Voltaire, - que nasceu viveu em Paris (1694 - 1778). Voltaire escreveu e pronunciou inumeras frases de impacto, mas em seu currículo e uma destas se perpetuou e que sempre me inspira: "Eu posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las". Digo isto para tentar explicar aos amigos e leitores as muitas opiniões controversas e que tem provocado debates e descontentamentos.

Num Estado Democrático de Direito, todo cidadão tem direitos e deveres e não podia ser diferente para o Jornalista e, em especial, para os veículos de comunicação. Aprendi nos bancos da faculdade de comunicação que sempre que eu fizer uma reportagem que envolva uma ou mais pessoas, o manual diz que tenho que ouvir as partes citadas. Isso em caso de reportagem.

Nos casos de artigos, opiniões ou textos assinados, aprendi que o texto pode ser publicado na íntegra. Paratanto, o bom jornalismo diz que tenho que abrir espaço igual para as partes citadas e assim tenho feito ao longo dos meus nove anos de atuação.

Desta maneira tenho buscado informar com conhecimento de causa dentro do segmento que escolhi, que é Turismo, Cultura, Meio Ambiente e Terceiro Setor, mesmo que algumas destas opiniões desagradem ou até mesmo fira algumas pessoas. Lembro a estes, que a comunicação também tem por finalidade, informar e abrir debates sobre temas e situações. Desta forma, tenho colocado o Jornal Cazumbá, o Portal Cazumbá e o Blog Cazombando como espaço para para todas as opiniões que versem sobre os temas acima citados, não importando se vem de corrente A, B ou C, só precisa que as mesmas sejam identicadas e assinadas.

Lembrando sempre que as opiniões assinadas nem sempre refletem a opinião desta editoria.

Resposta ao artigo: "O Plano de Marketing de São Luís poderá se tornar um mico"

Meus caros amigos do Jornal Cazumbá e do Blog Cazombando. Em reposta ao artigo "O Plano de Marketing de São Luís poderá se tornar um mico", de Antonio Noberto, articulista deste Jornal, publicado no dia 26/10/2011, resolvi abrir o debate sobre o tema acima descrito.

Ninguém discute a presença e a colaboração francesa na fundação (ainda hoje polêmica) francesa. Mas a marca da cultura francesa aqui em São Luís é efêmera, quase fantasiosa, que guardamos apenas no gentílico. Se há um país europeu com o qual temos que estreitar relações no âmbito turístico, cultural e econômico é Portugal. Este sim, deixou o seu legado e a paisagem cultural-histórica mais importante da nossa cidade (sem falar de outras contribuições, que se estendem naturalmente aos demais estados).

Independentemente disso, os nossos esforços de promoção deveriam ser orientados para todos os países europeus, demais sul-americanos, norte-americanos, asiáticos e nacionais, sem distinção! Além do histórico-cultural-folclórico, também temos atrativos naturais de uma beleza e originalidade únicas, que não devem ser comparados com os dos outros estados nordestinos (até porque somos também o início do norte, como muito bem explicitado pelo Eduardo Sanovitz) Enfim, o nosso potencial (São Luís e todo o estado) e a nossa diversidade oferece atrativos de todos os tipos para todos os gostos, mercados e perfis! O turismo do Maranhão não precisa mais de planejamento, planos, promessas e nem de mais divulgação do que já está sendo divulgado! O que precisa VERDADEIRAMENTE é gente COMPETENTE, HONESTA, UNIDA, que AMA ESTE ESTADO E QUE QUEIRA REALMENTE FAZER ACONTECER. SIMPLES ASSIM!


Atenciosamente,
Rafael Marques

Mais da metade das principais rodovias brasileiras apresentam problemas, diz CNT



Mais da metade das rodovias brasileiras pavimentadas apresentam problemas, segundo a 15ª pesquisa de rodovias divulgada nesta quarta-feir pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). Foram avaliados 92.747 quilômetros (km) de rodovias. Destes, 53.226 km, o que corresponde a 57,4% do total, apresentaram “algum tipo de deficiência”. De acordo com a pesquisa, 24.899 km “estão em situação crítica”. Isso corresponde a 26,9%.

A pesquisa aponta que, em relação ao pavimento, 44.479 km (47,9%) têm problemas; e, em relação à sinalização, esse número sobe para 52.738 km, ou 56,9% do total analisado. Além disso, em 88,3% dos trechos analisados predominam pistas simples de mão dupla. Em condições favoráveis, avaliado como ótima ou boa condição pelo estudo, estão 39.521 km, o que corresponde a 42,6% da extensão pesquisada.

“Se o governo não resolver os problemas das rodovias, o Brasil vai sofrer um colapso de transporte. A proposta de desenvolvimento para os próximos anos estará comprometida, caso não sejam feitos os investimentos necessários”, alerta o diretor executivo da CNT, Bruno Batista. A CNT avalia que serão necessários R$ 200 bilhões em investimentos apenas em rodovias, para deixá-las em boas condições. Em 2010 foram investidos apenas R$ 13 bilhões. Destes, R$ 9 bilhões tiveram como destino as rodovias federais.

A situação, avalia ele, piorou, na comparação com a pesquisa feita em 2010. “Em relação ao passado, se verifica um decréscimo em termos de qualidade. Nossa grande preocupação é que, no ano em que o governo mais investiu em rodovias, o cenário não mudou. Isso mostra que o governo não está investindo de forma correta. Existe um problema gerencial que precisa ser muito bem equacionado de forma rápida”, disse o pesquisador.

“E quem acaba pagando por isso é a indústria, que perde competitividade, e o consumidor que acaba pagando mais caro pelos produtos. Isso sem falar no maior número de mortes nas estradas”, acrescentou.

O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, avalia que, na comparação com a pesquisa anterior, feita em 2010, houve aumento também no número de pontos críticos, passando de 109 para 219 em 2011.

Na tentativa de quantificar o que se perde no País em função do mau estado das rodovias, a CNT fez uma simulação envolvendo a principal commoditie brasileira em um dos principais trechos rodoviários do país. O impacto econômico chega a 13% do valor do frete relativo ao escoamento de 40 toneladas de soja nos 2.586 km entre Lucas do Rio Verde (MT) e Paranaguá (PR).

“Nessa simulação, o custo adicional por carreta foi de R$ 1.540, ou R$ 38,50 por tonelada de carga. Os 13% do valor do frete nesse deslocamento se tornam prejuízo incorporado ao produto, e o custo operacional adicional equivale a 16,7% do valor total de deslocamento, devido ao pavimento na rota estudada”, disse Batista.

Para que a pesquisa fosse feita, a CNT utilizou 17 equipes espalhadas pelo país durante 39 dias de coleta em campo. As rodovias pesquisadas abrangem toda a malha rodoviária federal pavimentada, os principais trechos de rodovias estaduais pavimentadas e as rodovias concedidas.

Agência Brasil

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lençóis Maranhenses será administrado por empresa privada e acesso será pago


Do blog do Garrone

Os Lençóis Maranhenses faz parte do projeto piloto de implantação de parcerias público-privados (PPPS), fruto do acordo assinado entre as ministras do Meio Ambiente Izabella Teixeira e do Planajamento Miriam Belchior.

Com isso, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhense será administrado por uma empresa privada e será cobrado ingresso para que o acesso as dunas e lagoas.

A idéia é tornar os Lençois e outros parque nacionais em centros de ecoturismo decentes; além de servir para fomentar também o desenvolvimento de centros de educação ambiental e de pesquisa científica.

Além dos Lençóis fazem parte do projeto piloto, Jericoacoara e Ubajara, no Ceará; Sete Cidades e Serra das Confusões, no Piauí; Fernando de Noronha, em Pernambuco; Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso; Tijuca, Serra dos Órgãos e Itatiaia, no Rio de Janeiro.

Daí ser recomendável conferir desde logo se as parcerias público-privadas a serem criadas estarão adequadas a cada parque. Com competência comprovada para preparar e aprimorar os serviços para os visitantes (pagantes).

Quais serviços? Prestação de informações precisas, conservação e sinalização das trilhas, banheiros higienizados, lojas bem administradas, estacionamentos etc. Incluindo aí, a segurança em todos os sentidos; para garantia da integridade física de pessoas, fauna e flora.

Segundo a ministra Izabella Teixeira, o governo dos Estados Unidos investe nos parques nacionais cerca de U$ 75 por cada quilômetro quadrado. Na Argentina, a média é de U$15. No Brasil, fica entre U$4 e U$6.
(com informações de Ateneia Feijó em artigo publicado no blog do Noblat)

O Plano de Marketing de São Luís poderá se tornar um mico

*Por Antonio Noberto

Tenho um amigo europeu consultor que comandou por muitos anos a pasta do turismo da cidade de Saint-Malo (pronuncia-se sã-malô), na região da Bretanha. O município tem população equivalente à de Rosário – MA, uns cinqüenta mil habitantes, mas recebe cerca de quatro milhões de visitantes por ano. É muita gente! Ele, Jean-Claude Weisz, nas muitas vezes que esteve em São Luís, não entendia e, por isso, não cansava de perguntar sobre o porquê do nosso baixo desempenho no turismo. E sempre repetia: “Vocês dormem sobre um tesouro e não estão sabendo”. Ele conhece muito bem os nossos números. Sabe que o PIB turismo do estado não chega a um por cento, sendo, portanto, quase desprezível comparado com os demais setores da economia.

Na última semana confesso que fiquei sem entender ao ver a exposição do Plano de Marketing de São Luís, apresentado no Hotel Luzeiros, no Farol de São Marcos. Foi uma festa bonita, com muitas autoridades e atores do turismo. Espantei-me não pelo que vi na bela exposição do renomado consultor e ex-presidente da EMBRATUR, Eduardo Sanovitz, pois contemplava muitas ações importantes, mas pelo que não vi. Fiquei animado quando o consultor disse aquilo que já dizíamos a mais de uma década, quando compúnhamos o Conselho de Turismo na condição de presidente da ABBTUR/MA – Associação Brasileira dos Bacharéis de Turismo, seccional Maranhão – que nosso maior atrativo é cultura e não natureza. Visualizei ali uma continuação magistral da apresentação. Tudo aquilo que sempre preguei insistente e incansavelmente para o turismo do Maranhão. A alavanca efetiva, propulsora que iria deslanchar nosso turismo e nos tirar do período agrário e dos ofícios estava para ser anunciado pelo senhor Sanovitz. Ele iria anunciar boas propostas para atrair milhares de estrangeiros. Iria dizer que “o rio sempre corre para o mar”, que a demanda francesa é o nosso grande público potencial e a nossa janela escancarada para a entrada de euros e empregos. Mas não aconteceu. Minguou, morreu na praia. Não acreditei. Ele mostrou o bê-á-bá que todos já conhecemos: que o nosso maior público ainda é o público maranhense, aqueles que vem do interior para fazer algum tipo de negócio; que se hospeda na casa de parentes e amigos; que procura mais as praias, etc. Mostrou os treze maiores atrativos potenciais: acervo colonial, manifestações folclóricas, gastronomia, etc., mas entre os treze não figurou o “A única capital brasileira fundada por franceses”. A apresentação de Sanovitz não fez nenhuma menção sobre a atração do público estrangeiro. Mas precisa apresentar estratégias para esta demanda real e potencial. Do contrário o plano permanecerá manco, incompleto e sem sentido. Só para inglês ver. Um marketing batido, inferior até aos outros apresentados em outros tempos, que também não surtiram efeito, mas ao menos não era incoerente. Este é incoerente porque, apresentado em razão das comemorações dos quatrocentos anos (de fundação de São Luís pelos franceses), não visualizou as oportunidades que o quadricentenário trará para uma maior atração do fluxo francês.

Atualmente, os dirigentes do turismo de São Luís estão tentando direcionar as políticas públicas para os italianos. A Itália, é verdade, não obstante estar atravessando sua maior crise financeira em décadas, tem boa presença no Brasil. O Sul do país, por razões históricas – principalmente a migração, recebe grande número de italianos, alemães, poloneses, suíços, etc. Fortaleza, em razão da oferta de sol e praia, também vem apostando nos italianos. Os benefícios do investimento, no entanto, vem sendo questionados em razão das muitas mazelas atraídas pelo turismo natural, como alta degradação, exploração sexual e sazonalidade. Os italianos devem sim ser alvo das nossas políticas de turismo de São Luís, mas não como público estrangeiro preferencial, vez que eles buscam natureza e não o histórico-cultural, nosso maior atrativo.

Historicamente, todos sabem, existe uma ligação umbilical entre maranhenses e franceses. E isto remonta o início dos anos mil e quinhentos. Depois veio o período fundacional, o século XIX, chamado “o século do luxo” e continua atualmente através da atividade turística. Os dois são parceiros seculares a ponto dos moradores locais trazerem no próprio adjetivo gentílico a marca do entrosamento secular – o termo ludovicense vem de Ludovico, Luís, o rei da França, em latim. E esta história permanece encravada nos gestos, na vaidade (para o bem e para o mal) e na memória coletiva da população. Não é por acaso que São Luís tem a frota de veículos mais nova do país, a menor população obesa, dentre outros. Isto, em grande parte, legado da história simbiótica franco-maranhense.

Estamos a menos de um ano das comemorações e nada foi feito de divulgação na França. Nada foi feito para resgatar a história gaulesa no Maranhão. A França Equinocial é um dos três capítulos mais bonitos da história colonial brasileira (ao lado das Missões jesuíticas do Sul e do Brasil Holandês). Que pecado! Se continuar assim, em um futuro não tão distante, a história cobrará e pedirá contas aos atuais gestores de São Luís.

São os franceses que há décadas sustentam muitos dos empregos e a renda dos hotéis de São Luís. São eles que, apesar da ausência de políticas públicas direcionadas ao público francês, insistem em querer conhecer este lugar estabelecido pelos seus ancestrais e aqui deixam euros que circulam e ajudam a economia da cidade. Mas o valor do fluxo francês é muito mais potencial que real, até porque quase ninguém fez nada de positivo para atraí-lo. Se algum dia disponibilizarmos políticas públicas aos gauleses eles virão aos montes e aqui deixarão muita riqueza e empregos.

Nós já tentamos, não faz muito, atrair turistas portugueses para São Luís através de vôos charters, mas a iniciativa acabou não tendo continuidade. Dizem que eles eram muito exigentes e sempre queriam as coisas de graça. Agora, contraditória e inexplicavelmente, é a vez dos italianos, que não vem para o Brasil à procura de história e cultura e nem possuem relações históricas maiores (além das eclesiásticas, é claro) com os maranhenses. A gente torce para dar certo, mas a experiência diz que nadar contra a correnteza é mais difícil.

Fui informado por um dos coordenadores que acompanharam a elaboração do atual Plano de marketing que o plano apresentado no Hotel Luzeiros é apenas a parte nacional e, só no ano que vem, é que deverão ser elaboradas estratégias para o público estrangeiro (e até agora só se fala em italianos), mas aí, “mano”, já será muito tarde. Isto já deveria ter sido iniciado, pelo menos, desde o ano passado.

Se o Plano de Marketing não contemplar de alguma forma (e a tempo) o público francês, será um mico. Será como organizar uma grande festa para alguém e esquecer-se de convidá-lo. Pior que isso, convidar outro em seu lugar e ainda prestar-lhe reverência. Será um prejuízo, em longo prazo, para a população e para os cofres públicos do município e do estado. O não convite dos franceses para a festa entrará, como sempre falam os apresentadoresp do Globo Esporte, para o “inacreditável futebol clube”, além de não contemplar os interesses da cidade.

Eu continuo aqui, depois de me dedicar por quase quinze anos ao estudo da França Equinocial e da Fundação de São Luís, conhecedor, portanto, do grande potencial do título de “única capital brasileira fundada por franceses”, pronto para colaborar para que cheguemos a bom termo nas comemorações do quadricentenário, que deverá ser um ajuntamento de todas as “tribos e raças”.

Talvez os gestores não saibam, mas já existe um trabalho bem encaminhado de resgate da memória da França Equinocial e da Fundação francesa de São Luís, que precisa entrar na pauta dos quatrocentos anos. E sem os gauleses no ano que vem o evento será incoerente, deselegante e até um mico grosseiro. E eu e meu amigo Jean-Claude continuaremos “sem entender” o porquê do nosso baixo desempenho no turismo.

*Pesquisador, consultor em turismo e membro do Conselho diretor da Aliança Francesa de São Luís.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Documentário ‘Memória de Pedra’ resgata pré-história da Ilha de São Luís

Material lítico produzido por povos indígenas pré-históricos que habitaram a Ilha de São Luís
Encontra-se em andamento a realização do filme “Memória de Pedra”, de autoria do professor de história, escritor e pesquisador Marcus Saldanha. O filme aborda a questão do Patrimônio Arqueológico Pré-Colonial da Ilha de São Luís. Segundo Marcus Saldanha, “este é o primeiro filme que faço e fecha um ciclo de dez anos discutindo e estudando o tema, desde a defesa da minha monografia de graduação no Curso de História, quando escrevi "Uma Sistematização dos estudos sobre a arqueologia Pré-Histórica no Maranhão". A ideia inicial era documentar o acervo pré-colonial maranhense, mas, por falta de recursos, o filme envolve o universo da Ilha de São Luís.

O pesquisador pretende aproveitar o ensejo das celebrações dos 400 anos de São Luís para lançar o filme, quando a questão do patrimônio colonial será amplamente debatido, com a discussão sobre a memória, identidade e patrimônio a partir do conhecimento e valorização do acervo arqueológico existente na Ilha, nem sempre respeitado e preservado.

O vídeo conta com depoimentos do antropólogo e professor da Universidade Federal do Maranhão - UFMA, Alexandre Correia, do arqueólogo e diretor do Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão, Deusdédith Leite Filho, e de sua esposa, arqueóloga Eliane Gaspar, responsável pelo setor de Educação Patrimonial do Museu. Participa ainda do trabalho o jornalista e poeta Paulo Melo Sousa (que aborda a questão do jornalismo científico, além de fornecer informações sobre sua participação em várias expedições arqueológicas realizadas em São Luís e no estado), a historiadora Kátia Bogéa, Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN / MA, além de moradores de áreas próximas a sambaquis localizados na ilha de São Luís.

O documentário será um curta metragem com aproximadamente 13 minutos de duração, e que “pretende fazer as pessoas olharem para o chão da memória empedrada pelo tempo, pelo cotidiano e constante negação do passado, fazendo uma reflexão sobre essas questões e reconhecendo no machado de pedra (pedra de raio, pedra de corisco), seu eu ancestral, muito anterior aos 400 anos de São Luís”, informa Marcus Saldanha.

O desafio conta com apoio da Faculdade São Luís (que cedeu material e equipamento de filmagem e edição) e dos profissionais Rafael Pirata e Jacelena Dourado, com quem Marcus Saldanha embarcou com poucos recursos em direção ao subsolo da Ilha de São Luís e da memória de pedra que se encontra aí localizada. “A ideia é muito pertinente, e vem em boa hora, pois deixará um documento importante sobre o trabalho de pesquisadores que fizeram e que fazem o difícil trabalho de garimpagem da nossa pré-história. Interesso-me bastante por ciência e, como não poderia deixar de ser, por arqueologia; fiz escavações com o professor Olavo Correia Lima, um dos importantes pesquisadores da área, já falecido, e, através dele, conheci o arqueólogo Deusdédith Leite Filho, de quem sou amigo e com quem já viajei pesquisando e registrando as pegadas da arqueologia maranhense”, diz o jornalista Paulo Melo Sousa.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Maranhão fecha participação na Feira das Américas com mais de 500 mil em negócios

Estande comercial onde foram realizados os treinamentos
A Secretaria de Estado de Turismo (Setur), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae), avalia que a participação do Maranhão durante a realização da Feira das Américas 2011, movimentou mais de R$ 500 mil em pacotes oferecidos para os destinos turísticos São Luís, Lençóis Maranhenses e Chapada das Mesas.

O evento que reúne operadoras nacionais e internacionais teve início na última quarta-feira, (19) e foi encerrado na sexta-feira (21), no Rio Centro, Rio de Janeiro - RJ.

Um estande foi montando exclusivamente para a realização de treinamentos e ações comerciais recebendo empresários de agências, operadores e a rede hoteleira dos pólos São Luís, Barreirinhas e Chapada das Mesas.

De acordo com a gestora de Turismo, Artesanato e Cultura do Sebrae, Hildenê Maia, o resultado foi além do esperado e importantes negócios foram consolidados para 2012 o que deve contribuir no incremento da economia já para o próximo ano.

“Tivemos aqui dois importantes motivadores e diferenciais para o êxito e crescimento do setor em médio prazo. O lançamento do plano de turismo do Maranhão e a massiva venda de São Luís como atrativo para o próximo ano quando completará 400 anos de fundação”, pontuou.

Além dos negócios reais, a gestora ainda avalia como positiva a perspectiva com as capacitações e visitas técnicas, “realizamos mais de 300 capacitações voltadas exclusivamente para os agentes e operadores de viagem já com a nova campanha do “Maranhão Único”, onde apresentamos o potencial turístico do estado além de aproximadamente 800 visitas técnicas”, comemora.

Plano Maior 2020

Nova logomarca do turismo "Maranhão Único" lançada durante o evento
Com o slogan “Maranhão Único”, o Plano de Turismo do Maranhão, Plano Maior 2020, lançado durante a feira pelo Secretário de Turismo do Maranhão, Jura Filho, prevê em sua primeira etapa recursos na ordem de R$ 50 milhões em projetos de melhoria de urbanização, saneamento para os pólos além de material e campanhas promocional para os mercados, nacional e internacional.

De acordo com Jura Filho, a segunda etapa da campanha, focando na promoção e oferta dos principais destinos maranhenses, tem início previsto para maio de 2012. “Um portal também integra as ações do turismo do Maranhão. O website http://www.maranhaounico.com.br/ vai oferecer ao visitante novas possibilidades de interação e informação dos destinos do estado”, completa.

Feira das Américas 2011


No espaço institucional, totalmente moderno e sofisticado, imagens gigantescas dos atrativos do estado, um totem que possibilitou aos visitantes inserir sua foto as paisagens maranhenses além de uma vitrine com o artesanato maranhense, também atraiu a atenção de milhares de visitantes,

“O carioca, Afonso Dias, elogiou a participação do estado, “O estande conseguiu nos levar a sentir o rico potencial natural, cultural que o Maranhão possui além é claro do charme de todas essas peças de decoração produzidas a partir da fibra da palha do buriti e cerâmica”, finaliza o turismólogo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Flávio Dino ministra palestra sobre promoção do Brasil

Ontem, 20, durante a Feira das Américas 2011, no Rio de Janeiro, o presidente da Embratur, Flávio Dino ministrou palestra, onde falou sobre as principais metas para a promoção do turismo nacional. Na sua fala ele afirmou que, segundo pesquisas feita pela Embratur, a intenção de retorno ao Brasil é de 96%. "Quem conhece Brasil se apaixona", disse. E, ainda, completou que o europeu permanece e gasta mais no Brasil, sendo os destinos mais visitados São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, exatamente nessa ordem.

Ele ainda falou que dentro do planejamento estratégico da Embratur os países prioritários para a promoção internacional do País são: Alemanha, Argentina, EUA, França, Espanha e Itália. Discutiu, inclusive, os objetivos da promoção: organização e transformação, atração (atrair a atenção para o país), ativação (intensificar a promoção), emoção (garantir opções para os visitantes e aproveitar a visibilidade internacional) e pós-Copa (consolidar a imagem do país e parcerias).

E finalizou dizendo que a Copa é um momento especial para nós: "Sim, um momento único. Por isso, temos que calibrar a nossa expectativa e estamos nos esforçando para o nosso melhor. E isso, com certeza, só vai acontecer novamente daqui a algumas décadas. Vamos ser bem sucedidos e realizar uma das copas mais alegres de todos os tempos. O Brasil é sensacional e é isso que vamos mostrar a todos".

Secretário Jura Filho acerta com CTI/NE detalhes da organização da BNTM 2012 no Maranhão

Secretário Jura Filho reunido com o secretário executivo da CTI/NE, Roberto Pereira
O secretário de Estado de Turismo, Jura Filho, reuniu-se ontem, quinta-feira (20), no Rio de Janeiro, onde participa da Feira da Associação Brasileira das Agencias de Viagem - Abav 2011, com o secretário executivo da Fundação Comissão de Turismo Integrado do Nordeste (CTI/NE), Roberto Pereira. Em pauta, a realização da Brazil National Tourism Mart (BNTM), que acontecerá em São Luís, no próximo ano.
No encontro, que teve também a participação da presidente da Associação Brasileira de Organizadoras de Convenções e Eventos, Marizinha Raposo, além de técnicos da Setur, Jura Filho e Roberto Pereira acertaram os primeiros detalhes de organização da BNTM, evento que integra as comemorações pelos 400 anos de São Luís.

A BNTM será realizada no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, Pavilhão de Feiras, e Multicenter Sebrae, em São Luís. Para a edição do Maranhão serão convidados 500 Buyers (compradores internacionais convidados) e 500 Suppliers (pólo de fornecedores nordestinos), que realizam encontros, descobrindo novas oportunidades e fechando importantes parcerias comerciais. Cerca de 120 jornalistas nacionais e internacionais também devem participar da BNTM 2012 no Maranhão.

O evento reunirá 200 estandes e outros espaços para realização de reuniões de negócios e apresentação de produtos turísticos por parte de órgãos oficiais. Em paralelo a BNTM, acontece a Bolsa de Turismo, que costuma incrementar o turismo regional à razão de aproximadamente 7%, com maior ênfase ao estado onde o evento acontece.

BNTM

A Brazil National Tourism Mart - BNTM, criada em 1992 pela Fundação Comissão de Turismo Integrado do Nordeste (CTI-NE), tem o objetivo de aproximar o trade nacional - hoteleiros, agentes de viagens, operadoras de turismo e companhias aéreas - das operadoras turísticas dos principais mercados internacionais para o Brasil, visando o fluxo turístico no País, em especial na Região Nordeste.

Esse importante encontro anual é sempre sediado na capital de um dos estados do Nordeste, que durante três dias se transforma na "capital das oportunidades" em termos de negócios voltados para o turismo receptivo no Brasil.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Plano de Turismo do Maranhão é lançado no Congresso da Abav


Ministro Gastão Vieira com Jura Filho, Carlos Martins e Guilherme Martins, no estande do Maranhão, no Rio de Janeiro

Com o slogan “Maranhão Único”, o Plano Maior 2020 - Plano Estratégico de Turismo do Maranhão foi lançado, nesta quarta-feira (19), no Congresso da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), evento que acontece no Rio Centro Exhibition & Convention. Presentes os secretários de Estado de Turismo, Jura Filho; e de Comunicação do Maranhão, Sérgio Macedo.

Também participaram a secretária Nacional de Políticas de Turismo, Bel Mesquita; o secretário de Turismo do Piauí, Silvio Leite; o deputado estadual maranhense Roberto Costa, secretários dos municípios turísticos do estado; operadores e agentes de viagem.

Durante o lançamento, foi apresentado pela consultora da empresa Chias Marketing, Patrícia Sevilha o processo de elaboração do documento, a nova logomarca do turismo do Maranhão, o vídeo promocional dos polos turísticos, além do website www.maranhaounico.com.br que oferecerá ao visitante novas possibilidades de interação. “Apresentamos hoje, aqui, o resultado do trabalho de 10 meses, onde traçamos o diagnóstico do turismo no estado para os próximos 10 anos, além de apresentarmos a nova logomarca ‘Maranhão Único’”, explicou.

Idealizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur), e executado pela consultoria Chias Marketing, o Plano Maior 2020 - Plano Estratégico de Turismo do Maranhão norteará as ações do estado. A partir da retomada do Plano, o Maranhão inicia um processo de recuperação de todo seu potencial turístico para, se consolidar como alternativa de desenvolvimento econômico do estado, gerando emprego e renda.

De acordo com o secretário de Turismo do Maranhão, Jura Filho, o plano, agora oficialmente lançado, vai trabalhar uma macro ação de promoção, divulgação e incremento das regiões turísticas do estado. “Por determinação da governadora, Roseana Sarney, já iniciamos as ações previstas no plano. Na primeira etapa do Plano Maior 2020, estão previstos recursos de R$ 50 milhões para projetos de melhoria de urbanização e saneamento além de um vasto material promocional”, detalhou.

No plano constam informações sobre os 10 polos turísticos maranhenses e suas rotas, atrativos e sistemas de gestão, além de dados de infraestrutura. Os polos foram classificados por ordem de importância e divididos em três categorias: indutores (São Luís, Lençóis e Chapada das Mesas), estratégicos e de desenvolvimento. Além disso, o Plano segmentou as localidades por temas: turismo de aventura, cultura, ecoturismo, entretenimento, praias, negócios, turismo histórico e náutico.

Em âmbito internacional, o Plano, mapeou mercados emissores com maior potencial para o Maranhão e definiu estratégias de comunicação entre turistas e o trade. Até 2020, o Plano Maior 2020 estima que a atividade turística no estado cresça o mínimo de 10% e prevê a entrada de 2,6 milhões de turistas no Maranhão até 2014.

Maranhão, Único!

Secretário de Turismo, Jura Filho, na apresentação do Plano de Turismo do Maranhão, no Congresso da Abav, no Rio de Janeiro

A campanha será divulgada em duas fases e para dois públicos distintos: o consumidor final e o trade turístico. A primeira etapa foi iniciada no Congresso da Abav e Feira das Américas com o lançamento do novo posicionamento turístico do Maranhão. Diversas ações na mídia nacional e internacional estão programadas até o final do ano.

Já a segunda fase da campanha, focando na promoção e oferta dos principais destinos maranhenses, tem início previsto para maio de 2012. O novo portal também integra as ações do turismo do Maranhão. O website www.maranhaounico.com.br vai oferecer ao visitante novas possibilidades de interação.

O portal traz folhetos dos destinos, mapa detalhado para os profissionais do setor de turismo e ambiente bilíngüe conectado às redes sociais. A previsão é que a partir de novembro, o novo portal entre em operação e com ele uma campanha publicitária online.

Abav 2011

Estande do Maranhão no Congresso da Abav, no Rio de Janeiro

A Feira das Américas, promovida pela Associação Brasileira das Agencias de Viagens (Abav) teve início, nesta quarta-feira (19), com abertura do ministro do Turismo, Gastão Vieira, o presidente da Abav Nacional, Carlos Alberto, a apresentadora Xuxa Meneguel, entre outros convidados.

O evento será realizado até sexta-feira (21), no Rio Centro Exhibition & Convention.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ritmos maranhenses serão representados no Rio

Grupo Lamparina será o representante do Maranhão na Feira das Américas
O grupo Lamparina, um dos mais completos em termos artísticos em atividade no Maranhão, embarca nesta quarta-feira para o Rio de Janeiro com destino ao Riocentro, no Recreio dos Bandeirantes, onde participará da edição 2011 da Feira das Américas, organizada pela Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV). O grupo fará duas apresentações no palco principal, hoje (quarta-feira, 19) e amanhã (quinta-feira, 20). A feira será encerrada no dia 21.

O Lamparina, fundado em 2006, é formado por Regina Oliveira (vocal e percussão), Paulo Oliveira (violão e diretor musical), Mairla Oliveira (vocal e percussão), Gerlene Ribeiro (vocal), Lívia Coelho (percussão e bailarina), Euricélia Coqueiro (percussão e dançarina), Vanderson Silva (percussão), Rui Mário (teclado e acordeon), Mauro Travincas (baixo), Bira (bateria) e Léo Alves (percussão e bailarino).

Para a viagem ao Rio de Janeiro, a cantora Taís Moreno substituirá Mairla Oliveira. Segundo Regina Oliveira, que assina a direção artística do show, a apresentação do Lamparina na Feira das Américas dará uma amostra dos diferentes ritmos maranhenses, entre eles tambor de crioula, reggae, cacuriá, caroço, xote e bumba meu boi.

“Nós nos apresentamos no mês de julho na Feira Nacional do Turismo, em São Paulo, e foi um sucesso, razão pela qual fomos convidados para esse outro evento. Vamos fazer uma apresentação para cima, para mostrar a alegria dos maranhenses e suas festas tradicionais que acontecem ao longo do ano. Desta maneira, estaremos divulgando a nossa terra nesse importante evento de turismo”, disse Regina Oliveira.

Canções – No repertório, o grupo apresentará diversas canções, entre elas Divino (Zeca Baleiro e Rita Ribeiro), Todos cantam sua terra (João do Vale), Sururu (Wellington Reis), Carcará (João do Vale), Ilha Jamaica (Gerude), Ilha Bela (Carlinhos Veloz), Boi nosso de cada dia (Raimundo Macarra e César Teixeira), Tempo certo (Ubiratan Sousa), Pundá (César Nascimento), Sanharó (João do Vale), Fui até a lua (Ana Maria Carvalho), entre outras.

O grupo Lamparina também está sendo cotado para participar da Feira Internacional de Turismos em 2012, que acontecerá em Portugal. “Quatro grupos maranhenses estão sendo cotados para representar o Maranhão nesse evento internacional na Europa e nós estamos aguardando esse resultado”, disse Regina Oliveira.

O Lamparina tem se destacado no cenário artístico do Maranhão por sua desenvoltura nos palcos e ecletismo do repertório. Este ano, os músicos, cantores e bailarinos se apresentaram e fizeram sucesso no São João. Ano passado, eles participaram da festa junina da cantora Alcione, no Rio de Janeiro: foram os únicos convidados para apresentar a cultura maranhense aos convidados da Marrom, a maioria artistas famosos. “Fomos muito bem recebidos por nossa conterrânea no Rio de Janeiro e colocamos todo mundo para dançar”, relembrou Regina Oliveira.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cerimônia de abertura da Abav 2011 trará muitas surpresas

Abav promete encantar e surpreender com poesia e inovação os participantes do 39º Congresso Brasileiro de Agência de Viagens e Feira das Américas - Abav 2011 que estiverem presentes na cerimônia de abertura, marcada para amanhã, dia 19 de outubro, das 9h30 às 11h00, no Riocentro.

O tema central da edição de 2011 é “Brasil Bem Sucedido, Novas Oportunidades e Atitude para o Turismo” e tem como objetivo principal inspirar e motivar o agente de viagens através de homenagens especiais. O tema alinhará todas as atividades e temas dos três dias de atividades.

A abertura do 39º Congresso Brasileiro de Agências de Viagens e Feira das Américas terá uma cerimônia que representa de forma primorosa o Brasil bem sucedido, as oportunidades e as novas atitudes com as quais a associação quer pautar suas atividades.

Para começar, o cenário do palco de abertura terá como imagens centrais belíssimos desenhos de Cândido Portinari, que formaram os painéis Guerra e Paz. Esta delicada ação faz parte das homenagens a brasileiros bem sucedidos e de atitude, de ontem e de hoje.

A Abav ainda assinará Pacto Empresarial de Enfrentamento de Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo na presença de Xuxa Meneghel, que participa como presidente da Fundação Xuxa Meneghel, e da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes.

Outro brasileiro bem sucedido e de atitude, o coreógrafo Carlinhos de Jesus também integrará a agenda da abertura de forma surpreendente.

O 39º Congresso terá ainda cerca de 60 palestras que compõem as Oficinas do Conhecimento, três plenárias em formato de painel e ainda tendências e práticas em tecnologia voltadas para o Turismo no 6º. Workshop de Tecnologia Reserve.

Com as novidades e novo estilo de realizar seu congresso, a entidade quer demonstrar seu posicionamento diante do mercado e de seus associados: “O mundo mudou e a Abav também. Queremos apresentar formas dos agentes de viagens transformarem seus negócios e aproveitarem as oportunidades de forma prática. É tempo de olhar para frente, de gostar e de adotar os novos tempos como Distribuidores de Viagens. Somos outro mercado, outro país e um novo Agente de Viagens”, diz Carlos Alberto Amorim Ferreira, ao encerrar a agenda da cerimônia de abertura.

domingo, 16 de outubro de 2011

Mais uma grave ameaça ao Sítio do RANGEDOR

A Governadora do Maranhão vai  doar terreno no Rangedor para a FAMEM construir a sua nova sede, de acordo com a matéria acima.

Depois da Lei Anti-Babaçu aprovada pela Assembléia Legislativa e prontamente sancionada pela Governadora, agora é a vez do pedaço que ainda resta do Sítio Rangedor ser destruido de vez.

Estamos em pleno Ano Internacional das Florestas e na Década Brasileira da Água, mas as nossas autoridades estão totalmente desconectadas das reais demandas do planeta onde vivemos.

Até quando os nossos governantes vão "brincar" com a natureza? Até quando as nossas autoridades vão fingir que residem em outra planeta? Até quando teremos que aturar tanta falta de compromisso das nossas autoridades, para com a qualidade de vida da população maranhense? Até quando?? Até quando senhores (as)?

Olho Vivo!

Por: Antonio Ferreira, Auridenes Matos, Maria Celeste, Vania Moura e Orisvaldo Reis da Rede de Gestão Ambiental do Maranhão - REGEAMA

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Brasil tropeça em oferecer estrutura básica para turistas

Campeão em hospitalidade, o Brasil ainda tropeça em oferecer estrutura básica para os 5,1 milhões de turistas estrangeiros que vieram ao país em 2010. Pesquisa do Ministério do Turismo revela que os turistas de outras nacionalidades colocam a sinalização para visitantes, as rodovias e a internet entre os piores itens avaliados.

A pesquisa colheu 39 mil entrevistas, entre janeiro e outubro do ano passado. Eles foram abordados em salas de embarque de 15 aeroportos internacionais e postos da Polícia Federal em saídas de 12 fronteiras terrestres.

De acordo com o levantamento, as maiores aprovações são para hospitalidade (97,8% de bom e muito bom), gastronomia (95,5%) e alojamento (94%).

A sinalização para turistas (76,5%), telefonia e internet (73,8) e rodovias (66%) são as piores avaliações. Em último lugar estão os preços oferecidos aos turistas (59,9%) esse número, porém, muda conforme a cotação do dólar.

O aumento da demanda pelos aeroportos brasileiros nos últimos anos, que causou um apagão no setor, não foi uma influência determinante durante a viagem de estrangeiros para o país.

Os aeroportos receberam avaliação de bom e muito bom de 81% dos turistas em 2010 apenas quatro pontos percentuais menos do que em 2004, quando o setor não enfrentava demanda interna tão alta.

A expectativa do governo é melhorar a infraestrutura turística até 2014, quando são esperados 600 mil estrangeiros durante a Copa do Mundo. Hoje, contudo, a contribuição do esporte para o turismo é pífia: 1,7% dos estrangeiros vieram ao país por esse motivo. A praia brasileira ainda é a principal atração (60%), seguida do turismo de natureza (26%), entre os que vieram ao país por lazer.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

6ª Feira do Empreendedor 2011 investe em turismo e cultura

Começa hoje, às 19 horas, no Multicenter Sebrae e no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, a 6ª Feira do Empreendedor 2011. O evento possui horário de visitação das 16 às 22 horas, e se estende até domingo, 16 de outubro. A Feira, que dispõe de 104 stands de exposição, estampa o slogan Um Maranhão de Oportunidades, buscando evidenciar o momento singular no qual vive o Maranhão, com a chegada de grandes investimentos ao estado.

Serão disponibilizados ao público três pólos na feira, o Pavilhão do Multicenter Sebrae, o Laboratório de Oportunidades Rurais e o Centro de Convenções, englobando pequenos e grandes empreendimentos envolvendo serviço, indústria e comércio. O foco da feira, neste ano, está centrando nos grandes investimentos que ora estão chegando ao estado; a previsão é que cerca de 20 grandes empreendimentos sejam implantados no Maranhão nos próximos anos, gerando 240 mil empregos diretos. Dessa forma, com o crescimento do potencial de consumo da população, no âmbito do contexto nordestino, será dada durante a feira uma especial atenção aos diversos segmentos que poderão ser explorados pelo Microempreendedor Individual – MEI, com a conscientização de pequenos empresários com relação ao Balanço Social, bem como a inserção do segmento na ação ambiental e na cidadania.

O evento pretende evidenciar ainda as inúmeras oportunidades de negócios direcionadas para os empresários que poderão se tornar potenciais fornecedores diretos de tais investimentos específicos, bem como para aqueles que serão beneficiados indiretamente com a implantação dos grandes investimentos, já que diversos negócios poderão ser montados no entorno dos grandes empreendimentos, suprindo demandas dos grandes projetos.

Web, 400 anos de São Luís e turismo
A feira pretende atingir um público-alvo integrado por potenciais empreendedores de todos os perfis, que têm planos de empreender e abrir negócios; empresários interessados em ampliar, melhorar ou diversificar seus negócios; empreendedores individuais em busca de formalização, orientação, oportunidades e conhecimento; pessoas interessadas em aumentar a renda familiar; instituições que apóiem o empreendedorismo no 3º Setor, focadas no econegócio e na responsabilidade social; empresas ofertantes de oportunidades de negócios, de mercado e inovação, dentre outros.

Também haverá espaço para empresas ligadas à web, com oportunização do mundo virtual aos participantes. Num dos programas do Sebrae é oferecida a ferramenta Yola, na qual o empresário pode criar um site para disponibilizar sua empresa na web. Por sua vez, serão facilitadas ao visitante várias técnicas básicas de acesso e uso da internet e de redes sociais, como o Facebook e o Twitter.

Nos 7.200m² que integram a área de exposição do Multicenter Sebrae, vários ambientes foram delimitados, com focos diversificados. Dentre eles, destaca-se o Ambiente Azul, com oferta de oportunidades de negócios ligados ao Turismo, Artesanato e Cultura ou Economia Criativa. Nesse local, o visitante poderá ter acesso a diversas oportunidades de negócios direcionadas para o segmento turístico, envolvendo os pólos de São Luís / Alcântara / São José de Ribamar / Raposa / Paço do Lumiar, Lençóis Maranhenses e Chapada das Mesas (Balsas, Carolina, Estreito, Porto Franco, Imperatriz, Riachão). Merece destaque o Projeto Sebrae Empreendedorismo Sustentável nos 400 anos de São Luís, que será lançado oficialmente amanhã à noite, a partir das 19 horas, no Centro de Convenções.

As inscrições e o credenciamento da feira são gratuitos, com exceção das oficinas, que custam R$ 10,00. A programação completa da 6ª Feira do Empreendedor está disponível em http://www.feiradoempreendedorma.com.br/.

Chias Marketing reformula Plano Maior e Maranhão retoma investimento no turismo

Política do governo de Roseana Sarney para o setor será baseada no estudo feito pela consultoria sediada em São Paulo, e prevê ações até 2020, com aplicação de recursos em torno de R$ 50 milhões até 2012; lançamento do Plano acontece na feira da ABAV, no dia 19 de outubro

O Maranhão estará em breve na vitrine do turismo brasileiro e mundial. A atividade turística, essencial para a economia do Estado, deverá crescer no mínimo 10% ao ano até 2020, e o número de turistas passará dos atuais 1,97 milhão para 2,6 milhões em 2014.

Esses são, em linhas gerais, os objetivos do Plano Maior 2020, preparado pela Chias Marketing para o governo do Maranhão e que será lançado no próximo dia 19, no encerramento do primeiro dia da Feira das Américas- ABAV 2011. Na oportunidade, a campanha do Plano também será apresentada. As principais autoridades do turismo nacional e do governo maranhense estão sendo aguardadas para o lançamento.

O Plano Maior 2020 - Plano Estratégico de Turismo do Estado do Maranhão foi desenhado pela Chias Marketing, que atualizou assim o primeiro Plano Maior, encomendado pelo governo maranhense à época e que norteou as ações do turismo local entre 1999 e 2003.

Para esta versão, a Chias realizou pesquisa em 64 municípios do Estado, com 250 entrevistas e a captação de mais de 6 mil imagens. Foram dez meses de trabalho.

A fase inicial do Plano Maior 2012 prevê investimentos de mais de R$ 50 milhões até 2012, em ações e programas de desenvolvimento, infraestrutura (incluindo urbanização e saneamento) e promoção. “O desafio é recuperar o imenso potencial turístico do Estado. Foi necessário partir praticamente do zero para reformular o Plano, uma vez que o Maranhão mudou bastante nesse intervalo de tempo, e o cenário do turismo também foi modificado”, esclarece a sócia-consultora da Chias, Patrícia Servilha (foto).

Patrícia avalia que a interrupção do Plano Maior original prejudicou o posicionamento que o Maranhão vinha obtendo no mercado turístico nacional. “O Estado perdeu espaço para outros destinos. Praticamente saiu da prateleira. Em 2003, havia cerca de 18 grandes operadoras de turismo trabalhando com o Maranhão. Hoje, apenas duas mantêm o Estado no portfólio. A média de permanência na capital já chegou a ser de três noites, hoje não passa de uma”, compara Patrícia.

Mesmo possuindo uma cultura regional forte, os atrativos do Maranhão vão muito além dos folguedos populares, como o bumba-meu-boi, considerado por muitos a marca registrada do Estado.

Para começar, a capital, São Luís, é a única cidade brasileira fundada por franceses, além de possuir um patrimônio histórico mundial declarado pela Unesco em 1997. Mesmo não sendo lusitana na origem, a cidade é marcada pela colonização portuguesa, que deixou em São Luís várias construções históricas, incluindo o maior acervo de azulejos portugueses fora de Portugal.

A paisagem também é singular, indo de desertos de areia com lagoas de águas cristalinas, na região dos Lençóis, até o maior delta em mar aberto das Américas. De um lado o estado fica na divisa da Amazônia e, de outro, marca o início da extensa faixa de praias nordestinas (o litoral maranhense é o segundo em extensão na região). Dessa forma, o Maranhão pode também se posicionar estrategicamente como porta de entrada para ambos os destinos.

“Com todos esses elementos, o Maranhão possui condições de se diferenciar e ter um apelo contemporâneo ao ser divulgado entre turistas brasileiros e estrangeiros, sem que necessariamente um aspecto se sobressaia a outro”, avalia Patrícia. O Plano Maior 2020 estabelece essa visão moderna, adotada pela nova campanha publicitária. A preocupação com o visual “clean” e contemporâneo poderá ser percebida, inclusive, no estande do Maranhão na ABAV 2011.

Nem tudo porém do Plano feito anteriormente descartado. Criada em 1999, a marca turística do Maranhão – com o nome do Estado escrito por extenso –permanece, após ser aprovada em pesquisa por 87% de entrevistados em todo o Brasil e no mundo. “É a marca mais duradoura do turismo brasileiro e será mantida, com um novo tratamento gráfico”, explica Patrícia.

Como será o turismo maranhense nos próximos anos
De acordo com o Plano Maior 2020, os pólos foram classificados, por ordem de importância, em indutores (São Luís, Lençóis e Chapada das Mesas), estratégicos e de desenvolvimento. Turismo de aventura, cultura, ecoturismo, entretenimento, praias, de negócios, histórico, e náutico foram os segmentos de produtos considerados na classificação.

O Plano também mapeia quais são os mercados emissores com maior potencial para o Maranhão, no Brasil e no mundo, além de definir a estratégia de comunicação entre turistas e o trade turístico.

Envolver a comunidade para fazer do Maranhão um pólo turístico internacional é outra preocupação do Plano, bem como o estímulo à qualidade dos serviços turísticos. “Toda a parte de diagnóstico do Plano foi feito com visitas de nossos técnicos a cada um dos municípios, bem como reuniões com o trade. Tivemos entrevistas com 379 empresários de turismo de todo o estado, entre outras pesquisas que envolveram turistas que visitaram o Maranhão e que não viajam para o Estado há mais de cinco anos”, conta Patrícia.

Desafios do Turismo no Brasil

Por Regina Rocha *

Condições favoráreis ao turismo rodoviário no País requer melhor infraestrutura nas cidades e boas estradas, além de iniciativa do poder público e privado.A atividade turística em nosso País é hoje uma das cinco atividades que mais geram renda à nossa economia. Gera empregos, alimenta o comércio regional, contribui para a sustentabilidade das regiões visitadas e movimenta a produção, distribuição e consumo debens e arte locais.

De fato, o turismo brasileiro se apoia no desenvolvimento de eixos integrados, que reúnem várias cidades com uma única vocação: assim temos o Circuito das Águas, a Rota dos Vinhos, roteiros litorâneos, das montanhas, numa infinidade de regiões cobertas pela malha rodoviária.

Para integrar essas diversas localidades brasileiras, onde o acesso por via aérea é mais complicada ou inexistente, a responsabilidade única e exclusivamente fica a cargo do turismo rodoviário, aquele realizado por ônibus e microônibus. Esse modal é o meio de transporte com preços mais acessíveis e que nos fazem chegar a lugares mais remotos e com uma diversidade de opções de lazer e cultura. Também é o meio de transporte preferido por grupos, muitas vezes em excursões de turismo.

Acontece que no Brasil, operar esse tipo de transporte acarreta inúmeras complicações tanto para a transportadora turística como para o passageiro. Em primeiro lugar, porque lidamos não só com o lazer das pessoas, mas com vidas humanas. E essas requerem um maior cuidado na operação, seja na questão segurança, no quesito conforto ou no atendimento personalizado.

Outro fator importante é a condição estrutural das estradas, a maior parte da malha viária brasileira está em péssimas condições. Se houvesse mais investimento em nossas rodovias, muitas vezes em completo estado de abandono, certamente haveria um crescimento exponencial do turismo regional, com exceção ao Estado de São Paulo, cuja malha viária é excelente, ao menos nos principais eixos. A falta de planejamento urbano também é mais um dado que incomoda a quem viaja. Muitas cidades querem ser contempladas pelos benefícios do turismo, mas não se atentam para a infraestrutura necessária para receber o turista que chega em grupos.

Muitos municípios não têm locais adequados para embarques e desembarques nos pontos turísticos, a sinalização é precária, não possuem estacionamentos próprios para os ônibus de turismo e, acreditem, não planejam sequer a altura do portal para que os veículos mais altos adentrem na cidade. Outros como São Paulo, por exemplo, criam restrições tais, como horários de circulação e a instalação de equipamentos caríssimos, que simplesmente impossibilitam o acesso do turismo rodoviário eventual.

A clandestinidade também é outro item agravante. Como não existe um número suficiente de agentes de fiscalização para controlar a ação dos irregulares, proliferam em todo País as rodoviárias alternativas e empresas fraudulentas, que vendem serviços turísticos a preço de banana e lesam o consumidor, porque não entregam o que prometem e ainda comprometem a qualidade do turismo rodoviário como um todo.

A legislação aplicada ao setor é muito mais pautada por exigências que visam impedir, de forma passiva, o transporte regular clandestino do que incentivar ou simplesmente atender a evolução do mercado turístico. A fiscalização dos clandestinos é pequena. A falta de fiscais faz com que o Estado, de uma maneira geral, tenha que se valer, para essa função, das polícias militares e rodoviários, cujos agentes foram preparados apenas para a repressão à criminalidade e que não têm o tato adequado para lidar com o turista. Não raramente, adentram nos ônibus de turismo usando armamento pesado, acordando passageiros em plena madrugada para exigir documentos e para revistar bagagens. Conclusão: todos os anos os setores de turismo investem milhões de reais para atrair turistas e, com frequência, eles acabam perdendo horas preciosas de passeio em operações de fiscalização nas estradas, provocando medo e má impressão.

Todas essas dificuldades acabam por afugentar investimentos preciosos para o turismo rodoviário, tanto da iniciativa privada quanto do poder público. A tendência para o desenvolvimento do turismo rodoviário no País passa pela ampliação e pela garantia de manutenção da malha rodoviária, pelo aumento da infraestrutura nas localidades para receber os veículos turísticos. Também requer mais comprometimento dos setores públicos nas soluções dos problemas de fiscalização e legislação, além de apoio aos transportes considerados prioritários para a promoção das rotas turísticas nacionais e pela criação de incentivos aos investidores para a melhoria do transporte rodoviário. A Copa do Mundo é em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Teremos tempo para ajeitar tudo até lá?

* Regina Rocha, é advogada, bacharel em turismo e diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo (http://www.fresp.org.br/). E-mail: linkfresp@linkportal.com.br  

FEIRA DAS AMÉRICAS 2011: Novos setores terão espaço na Feira das Américas


Com a percepção da Feira das Américas – Abav, enquanto uma grande vitrine voltada para mercado do turismo, algumas empresas pertencentes a segmentos diferentes, que não possuem relação direta com o setor, estarão participando este ano, juntamente com os mais de 50 novos expositores. Uma delas é a Casamentoclick, parte do grupo Bodaclick, primeira empresa multinacional para organização de casamentos.

A Casamentoclick fornece a plataforma online que permite o contato com os fornecedores e também disponibiliza um conteúdo editorial atualizado diariamente, que já virou referência para noivas na Espanha, Brasil, México, Portugal, Itália, Porto Rico, República Dominicana e Polônia.

O segmento de cicloturismo também é novidade. A Caminhos da Terra, primeira agência especializada em roteiros ciclísticos pelo Rio de Janeiro, participará da Abav 2011 oferecendo aos agentes roteiros de Fantour pela Barra-Recreio (às 9h); Orla da Zona Sul (às 11 ou 16h) e Centro Histórico carioca (às 21h). Cada visitante da Feira das Américas terá a oportunidade de escolher e vivenciar um dos roteiros, acompanhados por guias de turismo, que podem ser feitos nas modalidades: caminhada, carro ou bicicleta. Fora do roteiro com guias, bikes serão disponibilizadas para profissionais que desejarem passear à noite, entre 18h e 19h, optando por uma das orlas: Leme, Copacabana, Barra ou Recreio. A participação no Fantour e os passeios de bike sem guias são gratuitos e ficam restritos à inscrição dos agentes e guias no estande da empresa.

Outra estreante é a B2W Viagens, detentora das marcas Submarino Viagens, Americanas Viagens, Shoptime Viagens, que lançará na Abav 2011 duas novas marcas: a Milevo e o H2W. Com um estande de 50 m2, a empresa apresentará o H2W (sistema para vendas e hospedagem) e a Milevo (guia de viagens e rede social; uma novidade para o trade) e espera firmar novas parcerias. Os hoteleiros que visitarem o estande poderão fechar acordos para fazer parte da H2W ou ainda colocar o selo do Milevo em seu site. Como incentivo eles ganharão vales-presente. Além disso, a empresa terá uma promoção especial para os hotéis.

O 39º Congresso Brasileiro de Agências de Viagens e Feira das Américas – Abav 2011 será realizado no período de 19 a 21 de outubro, no Riocentro, Rio de Janeiro.


Fonte: Diário do Turismo

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Plano Maior e o Plano de Marketing e a Marca Turística da capital maranhense serão lançados na Feira das Américas no congresso da Abav no Rio de Janeiro

Solenidade de lançamento da Marca Turística de São Luís
O Plano Maior de Desenvolvimento Turístico do Maranhão – versão 2010/2020, para orientar o marketing turístico do Estado nos próximos 10 anos, será lançado pelo governo do Maranhão na Feira das Américas e Congresso da ABAV, que acontece de 19 a 21 de outubro na cidade do Rio de Janeiro. O lançamento será no auditório do Riocentro, com a presença já confirmada da Governadora Roseana Sarney, Secretário de Turismo do Maranhão Jura Filho e do Ministro do Turismo, Gastão Vieira e demais autoridades.

Desenvolvido pela consultoria espanhola Chias Marketing, que já fez dezenas planos turísticos pelo mundo, entre eles o Aquarela, da Embratur; Barcelona/ES; Buenos Aires/AR; Plano Catarina/SC e a primeira versão do Plano Maior, 2000/2010, ainda no primeiro governo Roseana. A nova versão do Plano Maior sugere o desenvolvimento do turismo do Estado com qualidade e respeito à diversidade de cada pólo maranhense.

Resultado de 2 anos de trabalho, o Plano usa os dados de pesquisa feita sob encomenda pela universidade com turistas empresários do setor, comunidade das localidades, operadoras nacionais e internacionais. Foram ouvidos todos os segmentos do setor, com perguntas que sempre abordavam as reais necessidades e aspectos qualitativos.

Para o Secretário de Turismo do Maranhão Jura Filho, o Plano Maior vem em um bom momento. “O Plano busca incentivar o turismo ativo, aquele em que o visitante pode ter contato direto com a natureza; pode saborear uma gastronomia única; pode fazer parte em eventos culturais que respeita toda uma tradição e ainda vivenciar experiências comunitárias”, disse.

Antecedendo o Lançamento do Plano Maior no Rio Centro, a Prefeitura de São Luís, por intermédio da Secretaria de Turismo do município, estará lançando o Plano de Marketing e a Marca Turística da capital maranhense, no Stand do Maranhão, com presenças do Prefeito da capital João Castelo, convidados, entre eles a confirmar, o Ministro do Turismo, Gastão Viera, e o Presidente da Embratur, Flávio Dino.

Lançado primeiro em São Luís, ontem (11), no Hotel Luzeiros, o Plano de Marketing e a Marca Turística da capital maranhense visam à construção da imagem e o posicionamento da capital maranhense frente aos maiores mercados emissores de turista para São Luís. Para o Secretário de turismo de São Luís, Liviomar Macatrão, o Plano de Marketing e a Marca Turística da capital terá como um dos desafios atrair turistas o ano inteiro. “E claro que para isso a integração entre os setores público e privado é fundamental para o desenvolvimento de um turismo de qualidade”, destaca Liviomar.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Para onde O Maranhão está indo?

Numa de suas viagens de trem, o cientista Albert Einstein estava absorto em seus pensamentos, enquanto o verificador de bilhetes percorria o vagão. Einstein procurou seu bilhete, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele compulsivamente vasculhou os bolsos do casaco, colocou os bolsos da calça do avesso, mas não conseguiu achar o bilhete. O verificador de bilhetes disse-lhe: “Não se preocupe, Dr. Einstein, todos nós sabemos quem o senhor é. Não se incomode”. Cerca de meia hora depois, o verificador de bilhetes voltou pelo vagão e, desta feita, Einstein estava agachado e procurando em todo lugar pelo bilhete perdido.

Novamente o verificador de bilhetes tentou tranquilizá-lo, dizendo: “Eu lhe disse para não se preocupar com o bilhete perdido. Confiamos que o senhor tenha comprado um, e isto nos é suficiente”. Einstein olhou para o funcionário da ferrovia e disse: “Meu jovem, isto não é uma questão de confiança, mas de destino. Preciso encontrar o bilhete porque não me lembro para onde estou indo”.

A narrativa acima é uma ilustração da maneira como vivemos hoje no Maranhão. Muitos tem se vangloriado do Estado ser a terra do ex-presidente Sarney, que hoje é o político mais influente deste país, soma-se a isto, dois ministros do governo Dilma, uma bancada federal que vota de acordo com a vontade do governo, e, ainda, tem a governadora Roseana Sarney, que também tem influência na política nacional e é amiga da presidenta e isso não se traduz em dividendos para o Maranhão. De quem é a culpa? Será má vontade do governo ou é incompetência de nossa bancada federal?

O que se sabe é que o Aeroporto Marechal da Cunha Machado, continua numa reforma sem fim onde a Infraero não diz ao certo o que será entregue aos maranhenses, o que se vê é uma reforma meia boca, que se arrasta a passos de cágado, provocando ira de quem chega e indignação do ludoviscense. Outro fato que está preocupando os maranhenses é a tão prometida duplicação da BR 135, que mais uma vez foi suspensa pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes), sem que haja uma tomada de atitude dos nossos parlamentares. Será que só temos vez para fazer coro e aprovar projetos de interesse do governo?

Não, não posso aceitar essa passividade dos nossos representantes sem me indignar. Entendo que se a bancada maranhense, que é composta de 22 Deputados e Senadores, quisessem resolver os problemas do Aeroporto de São Luís, BR 135, entre outros, já teriam resolvido, mesmo que para isso, tivesse que boicotar votações de interesse do governo. Na mesma proporção, a governadora Roseana também já devia ter virado a mesa e chamado essa mesma bancada para juntos pressionar o governo Dilma.

Senhores, a vida é como uma viagem, mas só podemos embarcar se houver um porto/aeroporto/rodoviária e vias de acesso seguras. Não se pode querer que um estado como o nosso se desenvolva se não temos uma via de acesso decente à sua capital, um aeroporto que possa oferecer o mínimo de condições de uso tanto para quem chega como para quem sai do Estado. Precisamos, de fato, saber para onde estamos indo. Mas só isso não basta, é preciso ter um plano de ação. O plano pode começar com o arregaçar de mangas dos nossos governantes, que só precisam simplesmente sair de suas zonas de conforto e levantar a bunda dos seus assentos confortáveis e vivenciar as mazelas que assolam o Estado e resolver essas situações que já beiram o ridículo, sendo motivo de chacota de todo turista que aqui chega.